I´m tired…

Publicado por Carol em 10 Jun 2010 | sob: dia a dia

“In the words of Yang: I need a drink, a man or a massage. Or a drunken massage by a man.”
Shonda Rhimes, criadora de Grey´s Anatomy

10160153 - 10160153

Eu AMEI essa foto… :D

Criminosos tentam assaltar banco e ficam presos na porta giratória no interior de SP

Publicado por Carol em 10 Jun 2010 | sob: dia a dia, Quentinhas do Terra

Veja a notícia completa aqui!

“Ladrões que furtavam uma agência do Banco do Brasil de Miguelópolis (441 km de São Paulo) ficaram presos na porta com detector de metais durante a fuga, na tarde desta terça-feira.

Três homens –dois deles menores– entraram na área onde os depósitos dos correntistas são conferidos, aproveitaram a distração de um funcionário e pegaram o dinheiro.

No entanto, um segurança travou a porta giratória e os ladrões ficaram presos. Eles chegaram a tentar quebrar o vidro da agência bancária para fugir, mas não conseguiram.

A polícia foi chamada e, com o trio, apreendeu R$ 474 em dinheiro, três telefones celulares, um notebook e um veículo Gol. Os três foram detidos.”

Nada como um bom bando de amadores, não? Mas com certeza, só a manchete já vale a notícia…

As viagens da guerreira – capítulo 4

Publicado por Lobo em 02 Jun 2010 | sob: WoW Fanfic

Nada, absolutamente nada, poderia me preparar para o que eu passei. Eu sabia que era a Terra que me chamava, sabia que era um dos elementos, mas o que eu vi foi além, muito além do que eu imaginava. Tentarei descrever o melhor possível para que, se um dia alguém ler estas linhas, tenha uma noção do que vi, embora eu duvido que eu vá esquecer tão cedo esta sensação.

À noroeste de onde estava nossa morada existe um vale, que Firmanvaar chamou de Bosque Sagrado. Eu não conhecia o lugar, mas eu sabia onde era. Não sabia dizer como, embora hoje eu entenda melhor, mas eu sabia exatamente para onde tinha que ir. E, subindo o vale, logo após uma suave curva à direita eu vi algo que alimentará minha memória para todo o sempre.

 

 

Visivelmente era uma massa imponente de rochas, que às vezes parecia estar mesclada ao entorno, às vezes ela perfeitamente nítida. Seu corpo parecia mutar, se moldar, e ao mesmo tempo, era firme como, na falta de uma expressão melhor, uma rocha. Era uma forma humanóide, lembrava até certo ponto um dos Voids que esses Warlocks teimam em usar, mas era infinitamente mais imponente. Os braços eram maciços, e sentia que poderia me esmagar como uma mariposa do vale. Mas ia além disso.

Seu jeito era confortante, e apesar da imponência, me trazia uma tranquilidade na mente. Eu sentia como se a tranquilidade subisse pelos meus pés. A cada palavra que ele dizia em minha mente eu sentia como se ouvisse com meus pés. Se aquilo não fosse tão espiritualmente natural para mim eu teria certeza que havia enlouquecido. Mas ele era o Espírito do Vale, e ele representava a Terra para mim, e sua presença fazia todo o sentido para mim.

 

 

Mas, apesar dessa sensação acolhedora, suas palavras não eram assim tão carinhosas. Ele, isto é, a Terra, estava zangada conosco. A queda de nossa nave, Exodar, havia causado um desequilíbrio nos elementos. Os Espíritos da Terra estavam enlouquecidos e brigavam com os outros elementos, como ele me mostrou. O Espírito elogiou minha bravura de estar ali, mas precisava que eu mostrasse que não era apenas corajosa, mas tinha o que era necessário para compensar o erro que minha raça havia causado.

Olhei para ele, ele afastou um pouco o corpo para que eu visse os espíritos atrás dele, de forma que eu sabia o que era necessário fazer. E não era ele me dizendo, eu simplesmente sabia. Invocando o poder na natureza em minha arma, corri na direção dos espíritos de terra, atacando-os. Eles eram muitos, mas os outros espíritos que já estavam lutando contra eles estavam ao meu lado, mesmo que não me ajudando. E, contando com meus novos dons, ou melhor, minhas novas companhias, comecei a equalizar os seus números.

 

 

Porque é isto o que um shaman busca: o equílibrio entre os elementos. E é isso que eu faço.

bRO fanfic | Capítulo 39 – Decifrando o mapa

Publicado por Lobo em 28 Mai 2010 | sob: bRO Fanfic

Obi-Wan e Miadra chegaram em Prontera pelo portal do sacerdote. Miadra falou que antes de ir para o norte da cidade iria passar em seu cliente, e o encontraria mais tarde, entregando ao sacerdote o mapa.

O sacerdote andou rápido entre os mercadores, adentrando a região murada da cidade e contornando a praça central. No caminho, encontrou dois conhecidos seguindo para o norte. Eram dois ferreiros que conversavam distraidamente sobre equipamentos, metais, armas e armaduras.

Um dos ferreiros era alto, cabelos loiro bem claro, rosto amigável e jovial, vestindo calças azuis, camisa branca e uma espécie de tiara que lembrava orelhas de coelho. O outro era visivelmente mais velho, pelo menos 15 anos mais velho, com os cabelos começando a ficar branco em alguns pontos, e visivelmente mais forte do que seu interlocutor. Tinha o andar mais decidido, e sua voz demonstrava mais experiência.

- Ah, Toki e Christian! - falou o sacerdote, emparelhando seu andar aos dois ferreiros.

- Obi-Wan! - respondeu Toki, ajeitando sua tiara, que o vento teimava em tirar do lugar.

- Sacerdote Kenubi. - falou Christian.

Seguiram os três conversando até próximo ao castelo de Prontera. O fato do tema da conversa ser armas e armamentos, fabricação e conserto de equipamentos não incomodava o sacerdote. Na verdade, lhe agradava conversar um pouco sobre outros assuntos mais leves.

Como de costume, lá estavam alguns dos integrantes da Duality, que acenaram e se cumprimentaram quando o trio se aproximou. Estavam presentes Dorei, Elenna, Gabi e Dark Alice. Para sorte de Obi-Wan, Dark Alice parecia estar de muito bom humor, até receptiva. Sorte porque era com ela que queria conversar.

Após os cumprimentos, Dorei entrou no papo dos ferreiros, levando novamente a discussão sobre ficar apenas focado em forjar, que Toki defendia, ficar no campo de batalha, veementemente defendido por Dorei, ou fazer ambos, como Christian insistia em fazer, embora fosse menos capaz do que cada um dos dois em suas respectivas especialidades. Elenna, acostumada já com a discussão e suas argumentações, preferiu prestar atenção no que seu companheiro de profissão trazia e explicava, agora já em companhia de Miadra, que acabara de chegar.

A conversa agora era conduzida por Gabi e Dark Alice, as mais capazes e sábias do grupo. Dark já havia entendido em parte que o mapa era da cidade amaldiçoada de Glast Heim, e que as inscrições nele não haviam sido escritas em nenhuma língua que conhecia, e eram muitas. Até que Gabi entendeu.

- Está escrito em linguagem Orc. - falou tranquilamente Gabi. - Parece que eles fizeram anotações sobre criaturas, eu acho.

Abriu-se uma clareira de espanto. Como Gabi sabia não apenas que era linguagem Orc, como também sabia seu conteúdo? Com a naturalidade e calma que lhe eram comuns, como se falasse que o leite acabou, Gabi disse que era uma das poucas pessoas que os Orcs consideravam seus iguais, explicando que era fruto de aventuras anteriores. Mas disse que deveriam se focar no assunto em questão, porque algo havia de estranho na situação toda.

Apesar de espantados com a novidade sobre a amiga, voltaram a discutir sobre o mapa. E decidiram que precisavam investigar mais os fatos. Dark, curiosa como sempre, falou que iria a Glast Heim investigar do que se tratava o mapa, enquanto Gabi iria ter com os Orcs sobre o assunto em questão.

Como conhecia bem não só os companheiros de guilda, como também os hábitos suspeitos dos Orcs, falou que iria apenas com Dorobou para a vila Orc, já que eles certamente desconfiariam de um grupo grande chegando, O arruaceiro conhecia bem a região e os Orcs, poderia protegê-la de qualquer problema, embora ela garantisse que não haveria problema algum no caminho.

Dark então disse que seria iria investigar a cidade, e que não precisava de companhia. Quando Elenna e Obi-Wan insistiram que ela deveria ao menos aceitar a companhia de um representante da Igreja com ela, para protegê-la, surge junto ao grupo, providencialmente, alguém que poderia convencer melhor a teimosa Sábia.

- Eu irei com você, Dark. - disse com voz calma, mas decidida a templária que havia chegado no momento exato.

- Katrina! - falou alegremente Elenna, virando-se para a imponente templária.

- Eu mesma, darling! - sorriu Katrina, graciosa mesmo usando a armadura de sua ordem. - E irei com nossa querida Sábia, quer ela queira ou não.

Dark abriu a boca para protestar mas, pensando melhor tanto que perderia muito tempo discutindo quanto que seria bom para sua segurança alguém melhor que um sacerdote, soltou um breve suspiro dando a entender que concordava, e que partiriam amanhã cedo. Katrina sorriu e disse que a encontraria ao amanhecer na estalagem onde Dark estava instalada.

Aonde chega a futilidade humana….

Publicado por Carol em 28 Mai 2010 | sob: dia a dia, No trabalho

Olha a matéria que saiu na Folha na 2a feira:

“Juventude dourada

Para paulistanos classe AAA, querer é poder; círculo restrito é considerado uma ‘Bolha’

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
GUILHERME GENESTRETI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com um cartão de crédito na mão e uma ideia na cabeça, os jovens paulistanos de classe AAA compram sem olhar o preço na etiqueta, têm motorista à disposição para nunca precisar pegar ônibus e cultivam hábitos como velejar, participar de leilões de arte e viajar para o exterior duas vezes ao ano.

Vida boa? Pode ser. Em compensação, os teens super-ricos temem amizades por interesse, dizem que são julgados mais pela marca da roupa que vestem do que pelo que são e vivem pensando em segurança.

Tanto que ocultar sobrenomes foi condição para as entrevistas da reportagem.

João, 17, não reclama dessa vida, que sustenta hábitos e vaidades. “Tenho mais gravatas do que meu pai!”, diz. Bebida preferida? Um vinho Château Mouton-Rothschild, safra 1982, cuja garrafa não sai por menos de R$ 3.000.

Recentemente, o estudante tomou gosto por leilões de arte. No Jockey Club de São Paulo, arrematou uma vaquinha da Cow Parade por R$ 5.000. Naquela noite, estava com a irmã, Victoria, 18, que adora bolsas Gucci mas elege “Havaianas e pijama” sua combinação perfeita.
Para João, os super-ricos são “uma minissociedade”, em que dinheiro nem sempre é sinônimo de felicidade. “Você vai à prova da Fuvest de motorista e é um choque!”

Querer é poder

Caroline, 16, queria um baile de máscaras para seus 15 anos. Como querer, para ela, é poder, um vestido incrustado de cristais Swarovski foi logo encomendado.

Humberto Carrão, um dos galãs de “Malhação”, rodopiou com a debutante no salão da Daslu, para-raios das grifes caras em São Paulo. Sua mãe ainda contratou acrobatas do Cirque du Soleil e cantores líricos.

Um ano depois, paramentada com jóias Tiffany, Caroline diz que dinheiro faz diferença, mas não é tudo. “Tem muita gente interesseira.”

As coisas costumam chegar às suas mãos antes mesmo que ela as deseje. “Tudo o que sai, não dá nem tempo de ela querer: iPhone, iPod…”, diz a mãe. Mas a garota diz não gostar do comportamento dos “esbanjões”. “Odeio gente fútil”, diz.

André, 17, recebe mesada de R$ 200, apesar de ter passe livre do pai para usar o cartão de crédito em “emergências”, quando o dinheiro acaba. Ele complementa a renda vendendo o que não quer mais no Mercado Livre, como camisetas de marca e notebooks e iPods ultrapassados.

O adolescente prefere levar os amigos para o iate da família a cair na balada. Para chegar à praia, tem como opção o helicóptero do pai.

FORA DA BOLHA

André reconhece que há outra realidade atrás dos muros que o cercam. “Sei que vivo numa bolha, mas é aqui que estão os meus amigos.”

Já Adriano, 17, diz que estourou a bolha. Vai de ônibus ao colégio e decidiu sair da antiga escola por achá-la “playboy demais”.

Para ele, tudo mudou aos 11 anos, quando fez intercâmbio e conheceu gente do mundo inteiro. “Uns eram negros, outros, asiáticos. A gente aprende que ter diferenças é importante.”

Sentado no sofá de casa, André fala sobre a vida de um super-rico. “É bem mais fácil, e isso é uma desvantagem. Posso não aprender os problemas do mundo real.”

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Teens classe AAA são menos de 1% da população do Estado de São Paulo e cerca de 0,6% dos brasileiros

Adoram bolsas Gucci, modelo transversal (R$ 2.000)

80% deles se consideram consumistas

Frequentam o clube Pink Elephant: entradas custam R$ 70 (meninas) e R$ 150 (meninos) A garrafa de champanhe custa R$ 525 e seu comprador tem o nome anunciado pelo DJ

Fontes: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Reportagem Local e Datafolha (Jovens Brasileiros, maio de 2008) ”

/…

Sem comentários…

As viagens da guerreira – capítulo 3

Publicado por Lobo em 21 Mai 2010 | sob: WoW Fanfic

Capítulo 3

Finalmente decidi deixar de postergar minha intenção de entender a sensação de observação. Voltei para o abrigo local de nossa raça e fui ter com Zalduun rapidamente sobre os Draenei feridos na região da queda. E em seguida me virei para onde vinha o olhar. Foi quando eu entendi o que acontecia.

O dono do olhar era um pouco mais baixo do que eu, sua pele de um azul escuro como o entardecer, e passava uma sensação de tranquilidade e ansiedade ao mesmo tempo. Vestia um capuz de couro leve e uma saia longa de couro também, além de sandálias. Visivelmente era um Krokul. Isso eu pude confirmar ao me aproximar dele, pois além de possuir seus pés desprotegidos, seus apêndices não se limitavam ao rosto, como em nossos homens, mas nas costas, longos e afastados do corpo, e não possuía cauda.

 

 

Foi bem estranho notar um Krokul em meio aos Dranei, mas ainda assim eu sentia que devia conversar com ele, no mínimo para entender porque ele me seguia. Suponho que Zalduun o deixe ali por piedade.

Ele se apresentou como Firmanvaar, um dos Caídos. Foi quando aprendi que eles não usavam, assim como nós, sua raça na lígua nativa. Como fazia sentido, uma vez que foram os Krokal os primeiro Eredar a cair nas mãos do demônio Illidan Stormrage. Mas, apesar disso, ele não apresentava perigo. Aliás, ele parecia muito mais um amigo, alguém próximo, do que um inimigo.

 

 

E eu pude entender o porquê quando ele me contou que eu estava predestinada a algo mais do que a vida de uma simples guerreira. Eu estava predestinada a seguir um caminho pouco comum à minha raça, mas ainda assim importante naquele mundo chamado Azeroth. Um caminho que foi praticamente extinto em Draenor, mas que nesta terra ainda existia. Eu seria uma Shaman, representante dos elementos em Azeroth. E, aparentemente, já havia uma mensagem da Terra para mim.

Embora não tenha entendido muito bem, achei melhor ir ver do que se tratava, já que pude confirmar que havia sim um poder além do que eu conhecia até então. Mas, antes de eu sair em busca deste chamado, me ensinou como buscar dentro de mim o poder natural de curar os outros, independente do favor da Luz, me ensinou também a invocar a eletricidade do ar ao meu redor e canalizá-la para meus oponentes, e me mostrou que eu mesma tinha o potencial de carregar minha arma com a energia na natureza ao meu redor.

Enquanto me despedia de Firmanvaar, percebi algo no mínimo interessante: tudo aquilo fazia muito sentido para mim.

Meu nome é Kaliope e, além de ser uma Draenei, eu sou uma Shaman.

As viagens da guerreira - capítulo 2

Publicado por Lobo em 14 Mai 2010 | sob: WoW Fanfic

Segui até o Draenei que estava à frente. Não me lembro muito bem dele, mas ele parece ter me reconhecido. Se chamava Proenitus, e parecia estar um tanto melhor do que os infelizes que podia ver dentro daquele pedaço da Exodar que estava fincado naquela região. Vestia uma longa bata azul e dourada com desenho geométicos separando as duas cores. Seu rosto trazia alguma serenidade misturada à uma preocupação. O que era perfeitamente compreensível.

 

Ele me falou da queda da Exodar, mas não sabia o motivo que levou nossa nave a cair daquela forma. Eu também não sabia ao certo, mas nossas preocupações não deviam estar focadas nas causas, mas nas consequencias. Ele me falou que os cristais daquele pedaço da nave precisavam ser reenergizados, e que precisava de ajuda para resolver isto. Quando indaguei o que precisava ser feito, ele me falou que o sangue das mariposas do local funcionava muito bem, pelo que haviam notado.

 

Peguei o frasco que ele me entregara e segui em direção às grandes mariposas que estavam por ali, perto de grandes cristais. Eram belos espéciemes, cujo corpo era quase do tamanho do meu e, eu meu estado atual, poderia me dar algum problema lutar com elas, mas era algo que deveria ser feito. Infelizmente elas deveriam perecer para que nós pudéssemos sobreviver. Aproveitando a maça e o escudo que tinha, enchi o frasco de Proenitus, e entreguei a ele. Apesar de agradecido, era notável a tristeza de ter que matar outros animais para o bem da própria raça.

 

Então ele sugeriu que eu contatasse a botânica Taerix, e também o sacerdote Zalduun, que estava dentro da estrutura. Eu entendia que não iríamos dar nome àquele pedaço da enorme nave ali caído, mas o local que estávamos era chamado por nós de vale Ammen.

Zalduun é um sacerdote, que parecia estar muito bem. Fisicamente, pelo menos, pois seu semblante era frio e levemente triste, contrastanto fortemente com sua bata clara. Combinava muito bem com sua pele azul-claro. Ele caminhava entre os feridos abrigados na estrutura, e falou que haviam outros Draenei no vale que precisavam de ajuda. Me ofereci para ajudar como pudesse, quando notei que alguém me observava com descarado interesse no fundo da estrutura. Desejei a Zalduun boa sorte, e segui para o lado de fora para procurar a botânica. Um olhar me seguia, eu quase podia sentí-lo em cima de mim.

Do lado de fora estavam duas Draeneis ao lado de uma jaula, onde havia uma estranha criatura presa. Taerix era a jovem de cabelos curtos, de pele levemente arroxeada que contrastava com sua bata vermelho pálido. Seus chifres eram altos e seu rosto sereno, e não ostentava a tristeza que os outros ali possuíam. Não que ela estivesse feliz, já que logo que me viu começou a me falar que os centros de poder da Exodar que haviam se espalhado na queda estavam afetando o vale, e atraiam criaturas como aquela presa. Pediu que eu diminuísse seus números, sempre crescentes, enquanto ela seguia com suas pesquisas. Apenas cumprimentei com o olhar a outra Draenei e segui meu caminho.

Enquanto seguia novamente para o espaço aberto afim de caçar algumas daquelas criaturas, percebi que aquele olhar ainda me seguia, mas não importava quando ou como eu me virava, eu não sabia de onde vinha, em momento algum.

Definitivamente eu deveria ir atrás do dono do olhar

bRO fanfic | Capítulo 38 – Orcs novamente

Publicado por Lobo em 07 Mai 2010 | sob: bRO Fanfic

O dia terminava em Prontera, manchando suas alvas muralhas em tons variando do amarelo dourado até o vermelho, enquanto o sol se escondia por detrás das altas construções de pedra da capital do reinado. Gabi puxava seu carrinho rumo o norte da cidade, vinda da agitada entrada sul de Prontera, com a pequena ave azulada que atendia pelo nome de Corujito voando em círculos ao seu redor. Seu semblante era calmo e feliz, denotando que provavelmente fizera bons negócios naquele dia. Ao seu lado estava um dos ferreiros que ostentava o brasão da Duality em seu carrinho e com quem conversava alegremente. O ferreiro era pouco mais alto que ela, e não aparentava ser muito mais forte, mas seu carrinho estava visivelmente pesado, uma vez que as grandes espadas e machados que quase saltavam para fora eram certamente pesados. Toki se orgulhava não de ser um guerreiro como Dorei, mas de suas forjas e criações. Seu prazer não era em combater, mas em criar.

Quando chegaram ao norte da cidade, onde sempre se encontravam os membros da guilda, a noite começava a tomar conta da cidade, embora o serviço de manutenção estivesse acendendo os últimos lampiões que iluminariam a cidade durante a noite. Os grandes postes ficavam dispostos na laterais de todas as ruas da cidade, e ao largo das muralhas internas da cidade, principalmente. E, por mais segura que fosse a cidade, os comerciantes se recolhiam à noite, tornando a cidade mais barulhenta do reinado em uma das cidades mais calmas. E era assim que o sacerdote que estava no ponto de encontro da Duality gostava.

- Olá, mercadores. - disse sorrindo o sacerdote para os que chegavam. - Fico feliz em vê-los bem!

- Ah, olá, Obi! - respondeu com um sorriso Gabi. - Que surpresa vê-lo fora da Catedral à esta hora.

- Olá, sacerdote! - respondeu em seguida o ferreiro.

- Estou apenas apreciando um pouco desta noite, pequena. - respondeu Obi-Wan sorrindo a ambos. - Se um sacerdote fica preso apenas às suas obrigações com a Catedral ele não terá valia contra o avanço do Ragnarök.

- Faz sentido… eu acho… - respondeu Gabi, coçando a cabeça.

- Realmente, o sacerdócio não é algo que eu conheça. - comentou Toki. - Aliás, aproveitando sua presença, poderia, por favor, transportar-me para Geffen, senhor Kinubi?

- Certamente! - respondeu o sacerdote prontamente, pegando uma Gema Azul de suas vestes. - Aproveitarei para ir também, pois me parece que os Orcs ao redor de Geffen estão saindo um pouco de controle.

Acenando com um sorriso para Gabi, Obi-Wan esfarelou em sua mão a Gema Azul e o pó, assim que tocou o chão de pedra de Prontera, organizou-se em um círculo de luz e formou um portal aos pés do sacerdote. Toki acenou para Gabi e puxou seu carrinho para dentro do portal de luz, sendo seguido pelo sacerdote, desaparecendo ambos no portal.

Materializando-se ao norte da pequena cidade de Geffen, o ferreiro agradeceu ao sacerdote, que surgiu em seguida, e seguiu para sudeste, onde se encontraria com seu contato na antiga sede dos ferreiros. Obi, entretanto, ficou no mesmo lugar, olhando para a enorme torre cônica que parecia ascender aos céus bem do centro da cidade, como um monumento que os bruxos e arquimagos erguiam de encontro ao infinito. Ao redor da torre a cidade de organizava em círculos concêntricos, com pequenas casas de pedra e madeira, com uma bela fonte ao sul, no círculo mais externo, e três saídas, uma à oeste, na direção da terra dos Orcs, uma ao norte, em direção à face oeste do Monte Mjolnir e uma à leste, em direção a Prontera, a algumas horas de viagem. Por ser noite e a cidade estar situada em uma ilha fluvial, a temperatura local obrigou Obi-Wan a fechar um pouco mais seu manto marrom de sacerdócio e puxar mais para perto do pescoço seu sobrepeliz. Então dirigiu-se para a entrada da guilda dos magos, à noroeste da cidade, para se encontrar com a maga que solicitara sua assistência.

Na manhã seguinte, após a longa noite de conversa e o período de descanso na guilda dos magos, Obi-Wan preparou-se para ir de encontro aos Orcs. Não sabia muito bem como seria recebido, já que eles pareciam estar avançado além de seu território natural. Decidiu então que iria não apenas levar seu equipamento de combate, como levaria alguns pergaminhos elementais consigo. Após vestir sua longa bata de sacerdote, de cor marrom-claro com detalhes simples em vermelho, colocou um sobrepeliz, prendeu em seu cinturão uma pesada maça de guerra, algo bastante incomum para sacerdotes, que geralmente utilizavam cajados ou cetros, e pegou seu broquel, escudo de madeira e metal de boa resistência e leve, prendendo-no em seu braço esquerdo. Em uma pequena bolsa de couro que prendia em sua cintura - idéia de Dorei - colocou algumas Gemas Azuis e deixou espaço para alguns pergaminhos que pegaria no armazém da cidade antes de sair. Estes pergaminhos, criados pela sábia Dark Alice, continha encantamentos temporários que conferiam à armas neutras propriedades elementais por algum tempo. Não substituiam armas elementais, mas auxiliavam em situações como aquela, onde transportar muitas armas diferentes poderia ser complicado.

Despediu-se da encarregada do treinamento dos jovens magos, e após conversar por instantes com a funcionária Kafra ao sul da cidade e pegar alguns pergaminhos elementais, seguiu para o portão oeste da cidade, seguindo para fora pela enorme ponte de metal que transpunha o rio, que cortava a névoa matinal. Guiado pelo seu conhecimento do local, que lhe era familiar, e pela posição do sol, Obi-Wan seguiu para oeste por um tempo e depois para o sul, para cruzar o enorme feudo de Geffen, Britoniah.

Após andar por quase uma hora, chegou ao sul do feudo, onde já pode notar a movimentação de Orcs, antes de encontrar a placa que advertia os visitantes que mais ao sul se iniciava seu território. Ou seja, eles estavam mesmo invadindo território humano. Antes de avançar e ser notado pelas criaturas, invocou a proteção e os poderes divinos que possuía. Embora não fosse conhecido pelo seu poder divino, Obi-Wan aliava sua fé a seu rigoroso treino físico, que o destacava entre os sacerdotes pelo seu porte alto e movimentos ágeis e seguros. Afinal, no lugar de desenvolver apenas sua mente, como os sacerdotes, ou então o físico, como os monges, Obi-Wan escolhera um caminho que existia entre ambos. E era este caminho que o fizera ser indicado para esta missão de reconhecimento e aceitá-la. Tocou sua pesada maça de guerra como que conferindo que ali estava, e seguiu para o sul, em direção ao agrupamento de orcs que havia avistado.

Enquanto se aproximava em silêncio, embora não se esgueirando, verificou que o grupo não era muito grande, embora pudesse ser perigoso para apenas ele sozinho. Eram dois orcs arqueiros e dois guerreiros Orcs. Felizmente não havia nenhum Grand Orc, guerreiro mais poderoso e mais perigoso que qualquer um dali, mas os arqueiros poderiam ter armado armadilhas no local, o que era bastante perigoso para alguém sozinho.

Nem bem pensou nisso quando um estalo no chão em seu pé denunciava não apenas que suas suspeitas estavam corretas, como sua presença aos orcs: havia ativado uma armadilha. Felizmente seu escudo divino havia mantido a armadilha longe de seu pé, evitando assim qualquer machucado, mas agora estava preso no local até a armadilha se desarmar. E, claro, os arqueiros que haviam armado a armadilha estavam cientes de sua presença, e começaram a atirar flechas em sua direção.

Obi-Wan, chateado por não ter tempo de poder tentar conversar com eles, invocou um Escudo Sagrado, que criava uma área divina onde projéteis simplesmente não conseguiam entrar para se proteger do ataque dos arqueiros, e renovou sua habilidade de escudo divino, para proteger-se dos ataques dos guerreiros, que agora vinham em sua direção, e manter seu pé livre de danos, embora ainda preso. Então sacou sua maça de guerra e preparou-se para uma batalha que gostaria de ter evitado.

Preocupado apenas em manter seu Escudo Sagrado para evitar ferimentos de flechas, o Sacerdote desviou do primeiro ataque do guerreiro que vinha pelo seu flanco direito e bloqueou o ataque do que veio pela esquerda. Seu broquel era resistente suficiente para segurar o ataque, então Obi-Wan decidiu que atacaria o da esquerda mesmo, desferindo um ataque com sua maça no mesmo movimento de aparar o golpe, ativando logo no primeiro ataque o poder do Injustiçado, que encantava sua arma, e desferiu o equivalente a uma dezena de ataques simultâneos no orc, o atordoando. Agradecendo a Thor por sua sorte, esquivou do segundo ataque do guerreiro à sua esquerda e, fazendo o movimento de um arco com seu braço direito, atingiu com força o orc no rosto. Mas seu pé, embora protegido pelos poderes divinos, ainda estava preso, então ainda não podia se mover livremente.

Enquanto ainda estava em combate com os dois guerreiros, notou que as flechas pararam de cair. Olhando rapidamente, já que ainda tinha que se esquivar ou bloquear os golpes que vinham em sua direção, viu que havia outra pessoa lutando com eles. Mesmo não conseguindo visualizar quem era, e se dando ao luxo de uma distração momentânea, invocou as bênçãos divinas em seu salvador e voltou a travar combate com os guerreiros.

Graças à inesperada ajuda, Obi conseguiu derrotar os guerreiros com alguma facilidade. Como o primeiro orc estava atordoado, pode acertar outro ataque bem dado no rosto do orc à sua direita, derrubando-o. Aproveitando o atordoamento do primeiro, invocou uma Luz Divina que colocaria certamente aquele orc fora de ação por algum tempo. Mas não matou nenhum dos dois, uam vez que não era sua intenção. Voltou então sua atenção àquele que o ajudara. E qual não foi sua surpresa ao ver quem o havia ajudado.

- Ora ora, se minha providencial ajuda não é justamente uma das mais afortunadas ladinas que conheço. - falou o sacerdote à garota em sua frente. - Como está, Miadra?

- Melhor que você Obi, pelo visto. - respondeu Miadra ao sacerdote em tom jocoso, notando a armadilha em seu pé. - Espere que eu já desarmo isto.

- Sem pressa, garota. - respondeu Obi. - Ainda estou com meu pé protegido, embora deseje sair daqui o quanto antes.

Miadra sorriu e parou de retirar os poucos pertences dos arqueiros para ajudar seu companheiro de guilda. Desarmou rapidamente a armadilha, e voltou sua atenção aos guerreiros que Obi havia derrotado. Ao perceber que o sacerdote não se importou, abaixou e começou a vasculhar os pertences deles também. E encontrou algo inusitado com um guerreiro orc: um mapa.

- Talve seja melhor levarmos a alguém que entenda a linguagem dos Orcs, Miadra. - disse Obi para a arruaceira. - E conhecemos alguém que popde nos ajudar.

- Tem razão. - respondeu Miadra, guardando o mapa. - Vamos para Prontera, ela certamente está por lá.

E Obi abriu um portal para a capital do reinado de Rune Midgard.

As viagens da guerreira – capítulo 1

Publicado por Lobo em 26 Abr 2010 | sob: WoW Fanfic

Eu me lembro de abrir os olhos e ver um céu azulado. Ou seria um teto? Estava difícil de focalizar, tinha certeza que tinha batido minha cabeça com violência. Mas certamente não foi apenas isso que aconteceu.

Tentei me mover, mas meu corpo todo doía. A sensação era que eu havia levado uma surra fenomenal. Tentei mover meus braços e, além da dor que sentia em meus músculos, sentia minha pele repuxar. Me concentrei, pedi ajuda a O’ros, que nos auxiliou na fuga de Draenor, e senti o calor em minha testa enquanto sentia minhas dores diminuindo. Fiquei deitada mais um tempo, que parecia ser uma eternidade, mas algo que dizia que não havia passado muito.

 

 

Consegui me colocar sentada, com muita dificuldade. Ainda sentia dor, mas agora era mais suportável. Olhei para mim, e vi que minhas vestes estavam muito rasgadas, mas ainda podia utilizá-las. Havia muito sangue seco em mim, certamente muito dele era meu, mas não todo. Creio que havia muito sangue dos Elfos. Certamente era este sangue que me repuxava a pele.

Me dei conta então que eles poderiam estar por perto. Ainda estava meio zonza, e não conseguia focar bem minha visão, mas não daria o gosto do meu sangue a mais destas criaturas egoístas e vis. Enquanto meus braços se esticavam à procura de alguma arma ou qualquer coisa que servisse como tal, me dei conta de onde estava.

Podia sentir cheiro de fumaça e de mato e, olhando melhor ao redor, notei que havia natureza dentro da Exodar. E então entendi melhor onde estava. Não estava mais dentro da grande espaçonave, mas também não estava fora. Não havia, aparentemente, nenhum elfo por perto, mas isto não diminuiu o choque em minha mente: Exodar havia caído. E então eu me lembrei.

Me lembrei de fugirmos do traidor Kil’jaeden e seus lacaios. Lembrei que nós, que não fomos corrompidos, fomos guiados por Velen. Ele nos levou até Exodar e fugimos de Draenor, nosso novo lar, quando os Orcs nos atacaram. Mas os imundos elfos nos seguiram, e lutamos dentro de Exodar. Eu lembro de combatê-los, mas não consigo lembrar bem o que aconteceu depois. Lembro de uma vertigem e então…

Então nada.

Não me lembro de nada muito bem depois disso. Mas, pelo menos, não estava em perigo imediato.

Encontrei uma maça e um escudo em condições usáveis próximos de mim. Mesmo que não estivesse no momento em condições de lutar, e mesmo que não parecesse que estivesse em perigo, preferi garantir alguma proteção.

Me coloquei de pé com ajuda de um dos pedaços de nossa espaçonave, e olhei ao redor. Havia um tipo de campo à minha frente, com algumas mariposas e pedaços de cristais por todos os cantos, muito parecidos com os que energizam Exodar. Mesmo no pedaço da espaçonave que estava podia sentir o fluxo de energia ainda.
Então avistei um Eredar mais à frente, e resolvi falar com ele.

 

 

Aliás, Eredar não, Draenei.

Meu nome é Kaliope, sou uma Draenei, e esta é minha história.

A humanidade não vai salvar o mundo

Publicado por Lobo em 31 Mar 2010 | sob: dia a dia

Seria um reconhecimento da limitação humana no entendimento do planeta? Quem sabe um entendimento maior da vida como um todo? Ou pura e simplesmente senilidade?

Depois de conduzir a bandeira da ecologia por quase 40 anos, James Lovelock comenta que Usinas Nucleares podem ajudar o planeta. E agora fala que a humanidade não pode salvar o planeta. (aqui)

Sobre as usinas nucleares, eu acho que tem lógica. Se é real ou não, não cabe a mim decidir, mas a lógica é que, em termos de impacto ambiental na construção e manutenção, em relação a outras formas de geração de energia viáveis, é a melhor opção atualmente.
Usinas hidrelétricas necessitam de grandes áreas inundadas para funcionar.
Queima de combustíveis (fósseis ou não) para gerar energia acabam por liberar mais gases do efeito estufa.
Energia eólica não produz quantidades grandes de energia para cidades como São Paulo ou NY.
Energia solar é extremamente cara para ser instalada em qualquer lugar.

Então, deixando de lado o risco de acidentes nucleares, como Chernobyl, as usinas nucleares geram energia elétrica praticamente limpa. Legal. Two thumbs up! \o/

E agora o sr Lovelock diz que a humanidade não pode salvar o planeta.

Para este biólogo que vos escreve, nunca pôde. Porque o planeta não precisa ser salvo. Ele ainda existe, a vida ainda está aí, e o planeta realmente sempre resolveu seus próprios problemas. Neste aspecto não tenho o que tirar nem por.

Mas é um risco, e não pequeno, falar que podemos viver como queremos. Tudo o que fazemos afeta nossos vizinhos. Quer ouvir música alta? Espero que seja do mesmo gosto que seus vizinhos, senão é problema na certa. Quer jogar lixo na calçada? Bom, seu vizinho não vai curtir. Quer sujar seu planeta? Lembre-se que você tem vizinhos.

Não pq o planeta vai chorar, ou ficar emo, que precisamos maneirar no consumo. Não é porque os golfinhos e seus amigos fofinhos e do bem que nadam no mar e dizem que são humanos vão sumir. É porque se continuarmos no ritmo de consumo, não teremos mais o que consumir.

O ser humano não carrega a bandeira da ecologia porque é bonito, mas porque vai acabar com o mundo. Mas o mundo humanos, com as vantagens e conforto humanos que vai acabar. E, sinceramente, quem quer ficar sem seu conforto?

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