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bRO fanfic | Capítulo 37 – A nova busca da templária

Publicado por Lobo em 17 Nov 2009 | sob: bRO Fanfic

Passadas algumas semanas desde a volta do Imperador Morroc, a vida em Rune-Midgard parecia ter alcançado novamente seu equilíbrio. O monarca Tristan III havia reconhecido a Guarda Continental como defensores oficiais de Morroc e condecorado seus líderes, que souberam agir corretamente e reagiram de acordo com as necessidades, e incumbiu aos guerreiros valorosos da Guarda a função de manter as hordas do Imperador Morroc na área desértica à leste da cidade de Morroc, onde aparentemente ele havia se instalado. A Guarda ficaria de olho na região, alertando o Rei de Rune-Midgard de qualquer mudança, e também possuíam liberdade de convocar qualquer aventureiro disposto a ajudar em quaisquer das cidades do reinado.

Com a situação entrando neste equilíbrio, mesmo que tênue, as guildas voltaram aos seus afazeres normais, e a Duality não era excessão, assim como a Equilibrium. A guilda de Jelanda Bogardann voltou para a mansão do arqueólogo que os guiava, enquanto Elenna voltava para Prontera com seu marido. Elenna estava aflita ainda de ser líder de uma guilda em um momento como este, mas sabia que, pelo fato da Duality ser uma guilda pequena e não voltada à torneios, certamente o trabalho dela era bem menor do que o de outros líderes, o que a deixava mais tranquila. Além disso, a Duality não era uma autocracia, mas uma democracia dentre seus membros, então efetivamente a função de Elenna só era efetivamente cobrada quando necessária uma ação conjunta, como havia acontecido no episódio do Laboratório de Somatologia, ou então quando a guilda foi para Nifflheim. Assim, Elenna voltou para suas preocupações mais habituais, e foi para o castelo de Prontera, procurar pelo Enfermeiro Geral para saber mais dos dois jovens que haviam sido salvos da Rekember.

Ao chegar na enfermaria, encontrou o espadachim Shinka sentado ao lado da cama da arqueira Aisha Wolfheart. Ele parecia estar bem, assim como a garota, embora ela estivesse dormindo. Elenna entrou em silêncio e sozinha, uma vez que Dorei havia ficado na cidade para verificar o comércio.

- Bom dia, jovem espadachim! - falou Elenna em um tom baixo para não acordar a arqueira. - Vejo que está melhor.

- Ah bom dia, dona Elenna. - respondeu o espadachim de cabelos claros e bagunçados. - Estou sim, graças à vocês. E minha queria Aisha também está bem, embora esteja dormindo.

- Fico feliz! - respondeu a sacerdotiza. - O enfermeiro falou que vocês já tiveram alta, e podem sair da enfermaria.

Shinka sorriu, um sorriso sincero e feliz. Apesar de ser um tanto alto e forte, ele visivelmente havia entrado há pouco na idade adulta, e estava desenvolvendo seu físico. No momento estava vestido com o avental de interno, e ao lado de seu leito estavam suas roupas de espadachim, limpas e arrumadas. "Gabi certamente passou por aqui", pensou Elenna ao ver que não apenas as roupas dos dois estavam limpas e arrumadas, como seus equipamentos haviam sido reformados e estava organizados próximo às roupas deles, e em cima das roupas havia uma Poção Amarela para cada um, quase uma marca registrada da alquimista.

- Poderia olhar por Aisha enquanto me troco, por favor, dona Elenna? - pediu Shinka, levemente ruborizado. - Ela deve despertar a qualquer momento, e gostaria de estar pronto para sairmos quando isto acontecer.

- Certamente, Shinka! - respondeu Elenna, em seguida apontando as roupas e equipamentos dele. - Aceite o presente de nossa alquimista, por favor.

- Muito obrigado. - respondeu o espadachim, olhando para a Poção. - E aceitarei de bom grado!

Shinka então pegou suas roupas e foi para trás do biombo do pequeno quarto da enfermaria para se trocar, enquanto Elenna sentava-se ao lado da arqueira. Elenna olhava para a arqueira como olhasse para uma criança, embora ela também estivesse entrado na idade adulta. A jovem arqueira também vestia o roupão da enfermaria, coberta pelo lençol fino que havia ali. A enfermaria do castelo de Prontera era dedicada às famílias importantes do reinado, e aos mais abastados. Pela idade e trajes dos dois, Elenna sabia que não poderiam ter pago aquela estadia, o que novamente a fez pensar que havia dedo de Gabi na situação, fazendo um leve sorriso surgir no rosto de Elenna.

- Bom dia, eu acho… - falou de repente a arqueira, ao lado de Elenna. - É dia ainda?

- Sim, é um belo dia nesta bela cidade, jovem Aisha! - respondeu Elenna ainda sorrindo. - Bem vinda ao mundo dos acordados.

Aisha sorriu com o comentário, mas ruborizou ao notar que não estava com suas roupas normais, olhando ao redor e vendo o roupão de Shinka pendurado no biombo, e ouvindo os sons dele se vestindo ali atrás. Os cabelos castanhos da arqueira estavam em desalinho, algo que ela notou rapidamente e tentou arrumar rapidamente olhando com mais vergonha para a sacerdotiza, que levantou-se e pegou um pente na mesinha do quarto.

- Deixe-me ajudá-la. - falou sorrindo Elenna, voltando para o banquinho. - Sente-se virada para lá.

Aisha, mesmo vermelha, fez o que sugeriu a Sacerdotiza, que logo puxou o banco para mais perto do leito e começou a pentear a arqueira, enquanto Shinka saia de trás do biombo, já com a roupa habitual dos cavaleiros, que consistia em uma grossa calça de tecido escuro, cobertas até os joelhos por uma longa bota de couro e metal, uma camisa de mangas longas, do mesmo material da calça, e que cobria quase até os joelhos, um cinturão com alças para pendurar equipamentos, luvas de couro com protetores de couro duro por cima do antebraço e um sobrepeliz por cima da camisa, fechado por uma presilha de cor dourada. Ao ver Aisha acordada, ele sorriu, sendo o sorriso correspondido pela arqueira, que estava sendo penteada.

- Bom dia, Ai-chan! - disse com a voz feliz o espadachim. - Estou me arrumando para sairmos daqui. Dona Elenna disse que já podemos sair, e acho que já demos trabalho demais à ela.

- Bom dia, Shin! - respondeu Aisha meio sem se virar para não atrapalhar a sacerdotiza. - Assim que a senhora Elenna terminar vou me vestir e vamos sair.

- Não é problema algum para nós, Shinka e Aisha. - falou Elenna, terminando de pentear a arqueira. - Mas creio que queiram mesmo sair. Vá se trocar, Aisha, que terminei de penteá-la.

Aisha corou novamente, sorriu em agradecimento e pegou suas vestes e foi para trás do biombo. A roupa que vestiria, típica das arqueiras de Payon, consistia em um um par de meias altas até a metade das coxas, botas leves de couro, camisa azul-marinho de tecido fino e leve, saia marrom escura, presa por um cinturão com argolas, onde geralmente uma ou duas aljaves e o arco ficariam presas, cotoveleiras e luvas de couro, e um protetor de peito a ser usado no lado do braço que distende a corda do arco. Elenna esperou enquanto Aisha se trocava e Shinka pegava seus equipamentos, incluindo uma longa espada de uma mão, cuja bainha ele prendeu no cinturão, e uma lança tão comprida quanto o próprio espadachim, que ele carregava na mão. Quando Aisha saiu de trás do biombo, já vestida e com os dois roupões da enfermaria dobrados, Shinka já estava a esperando do lado de fora, com a aljave de flechas e a pequena besta da garota em mãos, para entregar à ela. Assim que ela os prendeu em suas argolas, Shinka pegou sua lança e seguiram Elenna para fora da enfermaria, agradecendo o caminho todo e pedindo desculpas pelo trabalho, ao que Elenna respondia sempre sorrindo que não deviam agradecer.

Do lado de fora do castelo, seguiram para a parte norte de Prontera, onde geralmente a guilda se encontrava, para que podessem apresentar os novos membros da guilda para os antigos. E estavam lá os assuaceiros Myadra e Dorobou, a alquimista Gabi com seu Corujito e templária Katrina, com seu GrandPeco ao seu lado, conversando. Aparentemente a templária estava com alguma novidade, pois todos estavam centrados conversando sobre algo que ela tinha em mãos. Aparentemente era um bastão de metal, do tamanho aproximado de um lápis, embora um pouco mais grosso, com uns botões na lateral. Assim que os três se aproximaram do grupo e se cumprimentaram e apresentaram-se aos novatos, Katrina voltou a falar.

- E, quando aperto este botão, ele aparentemente apaga parte de minha memória. - falava a templária. - Na verdade, ele supostamente me faz esquecer algumas habilidades, para que eu possa treinar novamente minhas habilidades.

- Mas você já trocou de profissão uma vez, Kat! - falou Gabi. - Eu sei que você queria fazer isso, mas terá que treinar tudo de novo? É como voltar a ser um aprendiz.

- Olha só quem está falando. - respondeu em tom jocoso Katrina. - Logo você, que só faltou virar odalisca! Mas não, não preciso treinar tudo de novo, porque eu já sei as habilidades, eu só terei a liberdade de treinar novamente, e será mais rápido.

- Bom, se é o que você quer… Vai lá! - Comentou Myadra, desta vez. - Isso funciona mesmo, então?

- Foi o que me explicaram o vendedor e minha superior, que aliás, me incentivou a fazê-lo. - respondeu Katrina para a Arruaceira. - Ela mesma disse que me ajudaria a reaprender o que eu preciso.

- Se é assim, divirta-se! - riu Myadra.

Katrina então se despediu das pessoas, deixando sua montaria com Gabi, e foi para a Catedral, dizendo que queria fazer isso na presença de sua mentora, caso ela precisasse de alguma ajuda. Myadra então explicou para Elenna, que não havia entendido totalmente o que era aquilo, que Katrina estava procurando outras formas de ajudar os amigos. Ela havia treinado muito, mas não era o que queria, e Dorobou encontrou um amigo dele que vendia um aparelho chamado Neuralizador, que era o que a templária tinha em mãos, que auxiliava a reabilitar pessoas, sem contra indicações. Embora Elenna achasse que como templária ela já ajudava muito, entendeu a necessidade de Katrina, e a acompanhou com o olhar ela indo até a Catedral, levemente preocupada.

bRO fanfic | Capítulo 36 –A volta do Imperador

Publicado por Lobo em 23 Out 2009 | sob: bRO Fanfic

O dia havia começado bonito em Payon. Elenna estava penteando seus cabelos na pequena cômoda que ficava no cando do luxuoso quarto que seu marido havia alugado. Os últimos dois dias haviam sido fantásticos, e a sacerdotiza só tinha a agradecer àquele que jazia roncando na cama, coberto apenas com o lençol. Apesar de belo, o dia estava frio e seu marido podia pegar um resfriado. Não que a sacerdotiza já tivesse visto Dorei doente, mas prevenir era sempre melhor. Então foi cobrí-lo melhor com uma manta leve.

Dorei não havia falado o porquê, como de costume, mas Elenna sabia porque estavam ali. Dorei sabia que Elenna estava muito preocupada em como ser a nova líder da Duality. Certamente Dorei estava ciente disto, e resolvera dar um descanso à ela. E Aisha ainda não entendia o que ela via de bom naquele ferreiro. Pobre Aisha.

Terminou de se arrumar e, quando foi acordar o ferreiro, teve uma súbita sensação ruim. No mesmo instante, Dorei abriu os olhos assustado, já procurando Elenna e em seguida olhando ao redor. Ele certamente teve a mesma sensação que Elenna. Mesmo sem saber do que se tratava, ambos sabiam que havia algo errado e, rapidamente, Dorei pulou da cama e se vestiu, enquanto ouviam gritos assustados vindos da cidade, que agora estava escura como se fosse noite novamente. Elenna colocou seu broquel e ficou com seu cajado em mãos, enquanto Dorei corria para fora com seu poderoso machado sagrado, conhecido como Cruz Impiedosa. Era um machado enorme, para ser usado com ambas as mãos, preto e com adornos dourados, cujas lâminas lembravam muito uma cruz, e irradiava poder sagrado. Elenna usou seus poderes divinos e aumentou a sua velocidade e a de seu marido, enquanto corriam para o centro da cidade, onde se formava uma multidão gritando em desespero sobre o Ragnarök, o fim dos tempos, que todos estavam condenados. Então Dorei apontou para oeste e, assim que Elenna olhou para aquela direção, entendeu o porquê do desespero das pessoas na cidade.

Uma espiral negra de energia descia dos céus, escurecendo todo o horizonte visível, e parecia sugar para seu interior tudo. Nuvens, pássaros incautos, até mesmo a luz. E o vento que uivava em Payon parecia se direcionar para lá, mesmo a toda distância que estavam do local.

- Acho que isto está acontecendo em Sograt, lá perto de Morroc, Lê. - falou Dorei, em meio aos gritos de desespero no local.

Antes que Elenna pudesse responder, a espiral sumiu rapidamente e o vento cessou, calando a todos. Elenna permaneceu com a boca entreaberta, como se fosse falar algo quando, de onde estava a espiral, subiu um clarão avermelhado enquanto o céu pareceu tingir-se de sangue. Em seguida uma luz mais intensa surgiu no mesmo local, ofuscando a anterior, e o céu voltou à sua coloração azulada matinal, sem qualquer alteração aparente.

Enquanto as pessoas de Payon se entreolhavam, alguns aventureiros que estavam por ali de passagem corriam para a funcionária Kafra da cidade, solicitando equipamentos e teleporte para a cidade de Morroc, a jóia do deserto Sograt. Mesmo sem combinar nada, Dorei e Elenna fizeram o mesmo, e seguiram para Morroc, a cidade do deserto, com seu enorme castelo central, seu comércio de pedras, seu ar geralmente seco e quente.

Chegando em Morroc, mais uma surpresa. O céu estava coberto por nuvens de fumaça, e pessoas corriam para todos os lados, muitas procurando sair da cidade, outras correndo para apagar os focos de incêndio que alimentavam a fumaça. E o belo castelo, com suas paredes esculpidas e adornadas com filigramas de ouro e lápiz-lazúli, entre outras pedras igualmente preciosas, não mais existia. Em seu lugar estava uma enorme cratera de terra avermelhada, com grandes blocos quebrados do que fora o castelo, cercado por palmeiras quebradas, construções demolidas e corpos jogados no chão.

Em pouco tempo o casal já estava ajudando onde podia; Elenna cuidava dos feridos com outros sacerdotes, noviços e enfermeiros, vindos de todos os cantos de Rune-Midgard, enquanto Dorei ajudava outros guerreiros e mercadores a transportar os feridos que podiam ser movidos para o acampamento que havia sido montado às pressas em frente das Pirâmides, à noroeste da cidade. Aos poucos o caos da fuga e do susto diminuíram, e todos puderam compreender melhor o que se passava. Então uma voz se fez ouvir pelos que estavam ali perto.

- O imperador Morroc acordou.

O dono da voz era loiro, com cabelos compridos presos em uma trança nas costas, com olhar inteligente e vestido com a roupa solene de um Sábio, embora um tanto surrada, mostrando que ele sabia lutar, como Dark. Ele falava sobre a lenda de um poderoso demônio que havia sido aprisionado naquele lugar há muitas eras, e sobre sua prisão havia sido construído um castelo, e ao seu redor uma cidade surgiu, no meio do deserto. E agora a prisão havia sido destruída.

Enquanto o Sábio contava a história, Dorei chamou a atenção de Elenna, que ouvia atentamente a preleção, e mostrou o emblema que pendia no pescoço do Sábio: uma balança dourada, montada em uma espada. Entendendo então o que Dorei queria dizer, Elenna se aproximou do rapaz que terminava a história para os presentes.

- Com licensa, senhor. - falou Elenna, amigável. - Meu nome é Elenna Turunnen-Hearth. Notei que possui em emblema da guilda Equilibrium.

- De fato, sou integrante da guilda. - Respondeu solícito o Sábio. - Me chamo Mabuse Delacroix, e estou aqui com minha guilda tentando ajudar como podemos nesta crise. Posso ajudá-la em algo?

- Talvez. - respondeu a sacerdotiza. - Por acaso estaria aqui na cidade uma nova integrante de sua guilda? É uma Atiradora de Elite de cabelos esmeralda, chamada Aisha Turunnen.

- Creio que sei quem é. - respondeu Mabuse. - Ainda não a conheci pessoalmente, mas os combatentes da guilda foram para leste, tentar conter os estragos que o Imperador causou.

- Ah, muito obrigada, sr Delacroix. - respondeu Elenna. - Vamos ver o que podemos fazer por ali, então.

Dorei limitou-se a acenar com a cabeça em agradecimento ao Sábio, e saiu correndo na direção indicada, sendo seguido por Elenna. Era possível, mesmo de longe, ver que havia um combate acontecendo ali. Era possível sentir os tremores no chão, os sons e gritos, os uivos e sons insanos que vinham dali. Magias poderosas, sons de tiros, gritos e ordens, sons de armas batendo em outras armas, o vento gelado seguido de calor pelas magias que muitos Bruxos e Arquimagos lançavam da retaguarda, sendo flanqueados por muitos Arqueiros, Caçadores e Atiradores de Elite, sendo auxiliados por Bardos e Odaliscas, muitos Sacerdotes e Sumo-Sacerdotes, Sábios, Noviços, todos ajudando os que estavam no meio do combate, e era possível ver parte da elite da Cavalaria de Prontera ali combatendo, junto de Paladinos e Templários, lutando contra os monstros que estavam naquela entrada da cidade. Elenna e Dorei rapidamente entraram no combate, ajudando como podiam.

Aos poucos estes guerreiros, com muito esforço, conseguiram conter o enorme contingente de monstros e sombras que ali estavam, expulsando da cidade os últimos invasores, e logo uma guarda especial, que posteriormente se intitularia Guarda Continental, prostou-se naquela entrada de Morroc e nas outras, a fim de cuidar que não houvesse outra invasão. E assim os guerreiros poderiam se tratar e descansar. Era possível ver a violência da batalha não apenas nas armaduras e escudos dos Cavaleiros e Templários, nem nas armas destes combatentes, já sendo ajustadas e arrumadas prontamente pelos Ferreiros que ali estavam, mas pelos olhares cansados de todos os envolvidos, dos guerreiros que corajosamente se puseram à frente dos montros aos que atacavam na retaguarda. Dentre eles estava a Atiradora que Elenna buscava.

Aisha estava visivelmente cansada. Elenna podia ver pela sua postura, que Aisha mantinha ereta com dificuldade, ao lado de outros guerreiros que, como ela, procuravam manter-se de pé, e prontos para qualquer problema, e alguns deles portando o brasão da Equilibrium. Elenna pôde notar com Aisha um Justiceiro de vestes azuladas, olhar calmo e com um pedaço da orelha esquerda faltando parcialmente coberto por seus cabelos, uma alta Caçadora de cabelos pretos soltos e olhar sério e firme, um Caçador com olhar relativamente suave, pele muito clara, um pouco mais alto que o Sumo-Sacerdote com ar de superior, cabelos curtos e claros, que estava ao seu lado, ambos um pouco mais afastados dos outros e visivelmente elfos, raça rara em Rune-Midgard, uma Justiceira também alta, cabelos castanho-escuros muito compridos presos apenas na ponta, que conversava com um grande Paladino de armadura dourada, cabelos compridos e portando uma lança, algo tão incomum quanto elfos.

Ao lado deles um casal de artistas estava sentado, descansando e bebendo algumas poções. A Odalisca era muito branca, muito bonita, com os cabelos loiros cobertos por uma bandana branca, com a cabeça repousada no ombro do Menestrel, de cabelos cinza-esverdeados, pele clara, de olhos fechados, ambos visivelmente cansados. Outro casal se encontrava ali; um grande Monge também elfo, com olhar tranquilo e cabelos acinzentados, e uma pequena garota com olhar tímido feições típicas de Amatsu e usando roupas de Espiritualista, ao seu lado, quieta, enquanto o Monge falava sem parar. E, cuidando deles, Elenna reconheceu a Suma-Sacerdotisa Jelanda, e outra Suma-Sacerdotisa, também de vestes azuladas, cabelos brancos e compridos, usando uma tiara de asas brancas, com olhar calmo e levemente aéreo, ambas cuidando de seus companheiros de guilda após o combate.

Elenna se aproximou já ajudando as duas Suma-Sacerdotizas a curar os feridos e foi recebida pela líder da Equilibrium com um sorriso. Aparentemente Jelanda reconheceu Elenna, embora o sorriso poderia ser por receberem ajuda, já que não era uma tarefa fácil auxiliar tanta gente. Dorei apenas acompanhava sua esposa, olhando a todos com respeito, e sempre de olho na entrada, com a Cruz Impiedosa em mãos, como se esperasse outro ataque a qualquer momento.

- Olá, srta Jelanda. - falou Elenna.

- Ah, olá sra Elenna. - respondeu Jelanda. - Fico feliz em vê-la bem, apesar das circunstâncias.

- Viemos correndo de Payon assim que notamos que algo aconteceu. - respondeu Elenna, apontando com o olhar para seu marido.

- Assim como a Equilibrium. - falou Jelanda, sentando-se um pouco e bebendo uma Poção Azul. - Aceita uma? Estamos um tanto esgotados.

- Não, obrigada, ainda posso continuar. - agradeceu com um sorriso Elenna. - Um Sábio chamado Mabuse Delacroix nos falou que estavam por aqui, e vim ver se tenho como ajudar, e aproveitar para ver minha prima. - Elenna então apontou para Aisha, que estava se aproximando com um sorriso.

- Olá, prima! - disse Aisha, ao se aproximar. - Veio ajudar no combate?

- Viemos. - corrigiu Elenna, apontando novamente Dorei com o olhar. - Felizmente parece que acabou. Vim ver se você estava aqui para vê-la mais uma vez.

- Realmente espero que tenha acabado, pois isso foi mais complicado do que o resgate que fizemos nos Laboratórios da Rekember. - respondeu Aisha.

Jelanda então levantou-se e voltou para cuidar dos outros companheiros, deixando Aisha conversando com Elenna e Dorei. Apesar do cansaço, ambas queriam aproveitar a companhia uma da outra, então as duas se afastaram um pouco para conversar, enquanto Dorei parava para conversar com o Paladino e a Caçadora. Aparentemente a invasão havia dado um descanso, e os monstros que estavam na entrada de Morroc agora pareciam se retirar para leste, na área desértica, sendo perseguidos por alguns guerreiros, embora o grosso dos combatentes daquele dia tenham permanecido na alquebrada cidade de Morroc.

bRO fanfic | Capítulo 35 – Trocando a asa pela balança

Publicado por Lobo em 07 Abr 2009 | sob: bRO Fanfic

Elenna e Dark estavam conversando há cerca de uma hora quando Aisha apareceu na grande ante-sala da biblioteca central de Juno. A ante-sala estava fria, exceto ao redor da lareira, onde crepitava um fogo tranquilo, onde algumas poltronas e sofás estavam posicionadas. Alguns sofás estavam tomados por estudantes, em sua maioria magos, e o sofá que estava ocupado com a sacerdotisa e a sábia estava próximo da lareira. Ao notarem a chegada da Atiradora, sorriram e a convidaram a sentar junto delas, próximo ao fogo, para fugir do frio do enorme aposento e do vento frio que castigava a cidade dos sábios.

- Olá, prima! Que bom que minha mensagem chegou à você! - falou sorridente Elenna.

- Olá, prima. E olá, Dark! - respondeu Aisha, olhando as garotas e sentando-se junto à elas. - Porque vamos conversar aqui, e não em Prontera?

- Aqui temos mais privacidade para conversar, Aisha. - respondeu Dark Alice. - E acho que privacidade é essencial para nossa conversa.

E então, sem muitos rodeios, a Sábia explicou sua conversa com Elenna. Explicou que estavam conversando sobre o quanto Aisha havia evoluído nos últimos tempos, desde sua experiência com a Valquíria. Elenna lembrou Aisha a facilidade com que ela derrotou os Stroufs, que ela ficou sabendo pelo sacerdote Obi-Wan, ou então como ela conseguiu derrotar o Senhor dos Mortos. Mesmo com Aisha argumentando que ela teve ajuda, ou então estava com o suporte divino nas ocasiões, foi vencida na argumentação, afinal, era verdade. Ela estava mesmo muito mais evoluída do que seus companheiros de guilda. E, embora fosse até interessante para a Duality que sua líder fosse mais poderosa, a guilda estaria segurando a evolução da Atiradora.

Aisha ficou pensativa. Dark e Elenna esperaram a Atiradora absorver a informação. Aisha não parecia ofendida ou chateada com a conversa, mas certamente a haviam abalado. E, no final, Aisha concordou que realmente havia um abismo de técnicas e evolução entre ela e o restante da Duality.

- Mas o que poderíamos fazer, garotas? - perguntou Aisha, mostrando um leve traço de tristeza na voz.

- Acho que é esta a hora que eu entro na conversa, não? - falou de uma poltrona uma pessoa que Aisha não havia prestado atenção.

Esta pessoa era uma Suma Sacerdotisa alta, loira, com feição simples e delicada, usando uma tiada dourada com uma pedra azul, do mesmo tom de suas vestes. Ela se apresentou como Jelanda Borgadann, líder da guilda Equilibrium. Dark havia se encontrado com ela há pouco mais de uma semana, e elas haviam conversado bastante tempo, e depois também conversado com Elenna sobre a situação de Aisha, e Jelanda achou válido e bonito da parte das garotas a preocupação com a situação da Atiradora, e disse que Aisha seria muito bem vinda às fileiras de sua guilda.

- Mas e a Duality, prima? - perguntou Aisha ao ouvir a proposta da Suma Sacerdotisa

- Eu posso cuidar da guilda, e certamente terei ajuda da Gabi. - respondeu com um sorriso Elenna – Inclusive ela concorda com a idéia, e a apóia.

Aisha olhou incrédula para sua prima. Há quanto tempo elas estariam conversando sobre isso antes de falar com ela? Não estava chateada, claro, estava até tocada pela preocupação de suas amigas, mas ela tinha sido pega desprevinida. Mas talvez tenha sido esta mesma a intenção das garotas, para que Aisha pudesse ter todas as dúvidas sanadas na hora, e pudesse ter todos os lados vistos e revistos pelas inteligentes garotas. E, no fundo, fazia mesmo sentido isso tudo.

- Pense o tempo que precisar, Aisha. - falou calmamente Jelanda. - Não é uma decisão fácil deixar uma guilda que você construiu.

- Na verdade, eu acho que não estaria abandonando a Duality – falou Aisha, interrompendo Jelanda – já que estarei por perto sempre, e ela estará em boas mãos…

Falando isso, Aisha pegou o cristal dourado de sua bolsa, que simbolizava e trazia todo o poder da Duality em seu interior pulsante. Aisha olhou para ele mais uma vez, olhou para a asa branca em fundo preto que bruxuleava no interior do cristal, que era o emblema da Duality e, com um sorriso no rosto, o ofereceu à Elenna, que estava com os olhos arregalados. Elenna não conseguia acreditar que tinha sido tão simples convencer aquele espírito indomável de sua idéia, mas aconteceu.

Aisha, ao contrário do que se esperava, estava feliz. Estava já com saudades da Duality no momento seguinte que entregou o Emperium à sua prima, mas estava feliz. Retirou da manga de sua camisa o emblema preto com a asa branca e entregou para Elenna, e em seu lugar colocou o emblema que Jelanda a presenteava: uma balança dourada em formato de espada, o símbolo da Equilibrium.

bRO fanfic | Capítulo 33 – Somatologia: A força de ataque da Duality (parte 6)

Publicado por Lobo em 12 Mar 2009 | sob: bRO Fanfic

- Rekember… - saiu quase como um sibilo da boca de Aisha.

Alisia, que tinha contado tudo o que houve com eles nos laboratórios, não teve medo de enfrentar a espadachim doppleganger, sentiu um breve momento de medo de Aisha ao ouvir ela sussurrar o nome da Fundação do jeito que havia falado. Aisha parecia estar se lembrando do que passou nos laboratórios, do sufoco que passara com Elenna e Sartinei naqueles corredores malditos e infestados de dopplegangers. Ela lembrara como havia acreditado que os laboratórios haviam sido atacados pelas criaturas que mimetizavam guerreiros e outras pessoas. Mas em momento algum imaginara que estes eram criações da própria Fundação.

- Elenna, precisamos resgatar aqueles dois dos laboratórios da Fundação. - falou Aisha para sua prima. - Você ainda consegue abrir um portal para Lighthalzen?

- Consigo sim, prima, mas você acredita que apenas nós consigamos salvar os jovens? - respondeu Elenna.

- E você ainda duvida? Além de eu ter aprendido novas habilidades que nem imaginava quando era Caçadora, eu estou convocando a Duality para ir. - falou Aisha, retirando de sua bolsa o Emperium com o emblema da asa branca no fundo preto.

Ao retirar o brilhante e amarelado mineral de sua bolsa, Aisha segurou-o com as duas mãos à sua frente e invocou o Chamado Urgente, habilidade que apenas o líder de uma guilda poderia usar, e um a um os membros da guilda começaram a aparecer à sua volta. Dorobou e Gabi apareceram juntos, Alice, Obi-Wan e Annie apareceram logo em seguida, Agent Error apareceu já com armas em mãos, Haagen e sua esposa Kali surgiram próximos de seu filho Aristarco, Katrina apareceu com Karen e seu irmão Tariel e sua cunhada Lilith, e logo em seguida Miadra apareceu. Antes que eles começassem a falar algo notaram que Aisha estava com o Emperium em mãos e imediatamente entenderam a gravidade da situação que exigia essa reunião e esperaram Aisha falar. E Aisha explicou a situação que as crianças haviam visto e o que haviam sofrido. Sem mais uma palavra, todos cercaram a atendente Kafra que estava ali próxima para que pudessem acessar seus armazéns e pegar seus equipamentos e suprimentos para a ida à cidade de Lighthalzen.

Assim que todos se prepararam, Dorei entregou à Elenna uma Gema Azul e esta a usou para abrir um portal para a bela cidade branca. Pela estratégia de Aisha, as crianças iriam junto para indicar aos adultos que não possuiam credencial como entrar nos Laboratórios. E, uma vez lá dentro, se encontrariam e iriam direto para a sala onde estavam os jovens cativos. Como as crianças haviam conseguido lidar com os mortos-vivos que ali haviam, não há dúvida que este grande grupo conseguiu lidar sem maiores problemas com eles. No caminho encontraram uma doppleganger de gatuna, mas ela não teve chance de atacar o grupo graças à artilharia formada por Aisha, Dorobou e Agent Error. Logo viram que a gatuna apenas fazia o trabalho de vigia para o grupo que havia dentro do laboratório com os cativos. Dentro do laboratório haviam o arqueiro e a espadachim, mas agora haviam outros dopplegangers com eles, um noviço, um mago e uma mercadora. E ao fundo um Algoz, que parecia apenas olhar para o grupo que entrava com algum desinteresse, sendo o único que parecia demonstrar alguma emoção.

O ataque dos dopplegangers foi imediato, mas não foi efetivamente páreo para a força combinada do grupo que chegara. Assim que o ataque do arqueiro começou, as sacerdotisas abriram seus Escudos Sagrados ao redor do grupo, enquanto Dorobou e Agent Error tentaram revidar os ataques, sendo impedidos pelo Escudo Sagrado do noviço. Assim Dorei invocou seus prodigiosos poderes de combate para enfrentar o arqueiro no corpo a corpo, poderes que automaticamente foram compartilhados por Obi-Wan e Annie, que atacaram a mercadora. O mago foi atacado por Katrina, enquanto a espadachim foi combatida pelos ataques mágicos combinados de Tariel e Aristarco, ampliados pelos poderes musicais de Haagen e Kali e dos encantamentos de Lyanne. Aisha ficou atrás, junto das sacerdotisas, de Gabi e de Karen, de olho no doppelganger Algoz, por ser muito mais poderoso que os outros combinados. E, de fato, assim que os outros foram derrotados, o que aconteceu brevemente, o Algoz apertou uma tecla no console que estava à sua frente e apareceu um novo conjunto de dopplegangers como o anterior, unido à uma nova gatuna. Novamente a Duality rechaçou o ataque mas, no momento que estavam mais separados por conta do ataque, o Algoz investiu contra o grupo.

Seus movimentos eram precisos e letais. E rápidos, muito rápidos. Era praticamente impossível uma pessoa normal seguir seus movimentos, e ele parecia saber disso. Em sua primeira investida ele atacou e derrotou Alisia, Obi-Wan e Annie ao mesmo tempo, usando um poderoso ataque de área que também acertou Dorei, que resistiu ao ataque, mas ficou momentaneamente desnorteado. Isso deu ao Algoz tempo de aplicar um incrível ataque sequencial com suas lâminas afiadas, derrubando o bravo ferreiro no chão ao lado de seus amigos. No momento que Elenna gritou o nome de seu marido com o susto da ação do Algoz, ele desapareceu da frente de todos, usando as habilidades de esconderijo e furtividade que Carmen bem conhecia. E, em seu esconderijo, usou ataques rasteiros contra o grupo de artilheiros, derrubando Dorobou e Agent Error, que não conseguiam mirar em seu incrível oponente, e machucando gravemente Gabi. Aisha conseguiu escapar do ataque pulando instintivamente para uma parede e gritou para que revelassem o ambiente, e os bruxos invocaram uma Supernova, poder de fogo que crescia circulando o bruxo e explodindo em todas as direções revelando oponentes escondidos. Ao mesmo tempo Haagen começou a tocar uma balada, a qual Kali, sua esposa, começou a dançar instantaneamente e, do pequeno espaço entre eles surgiu uma aura de cores mutantes, que se expandiu na velocidade do pensamento.

Essa aura parecia penetrar no corpo do Algoz, o circundar e tomar seu corpo, ao que ele tentou revidar usando seu ataque de área novamente na tentativa de silenciar definitivamente o casal, mas se viu impedido de usar seus poderes. E, pela primeira vez em sua vida artificial, o Algoz sentiu medo. Elenna renovou os poderes de barreira de Alice, que correu para salvar os amigos caídos e, assim que o Algoz tentou atacá-la, foi fortemente atacado pelas flechas de Aisha e dos ataques selvagens de seu falcão, os forçando a chegar de encontro à Katrina que, usando seu pesado escudo como arma, atordoou o seu inimigo e atacou com sua espada fazendo uma cruz luminosa na fronte do Algoz. Carmen deu um ágil salto para trás e arremessou uma adaga envenenada contra o Algoz, mas não conseguiu acertá-lo. Miadra, que havia escapado do Algoz usando seus próprios poderes de furtividade, sugriu atrás deste e desferiu uma forte apunhalada com sua adaga pelas costas do Algoz, que estava dando sinais de fraqueza pelo ataque.

E foi neste momento que Aristarco conjurou, sempre com o auxílio das pequenas odaliscas e de Lyanne, uma nevasca contra o inimigo, congelando parte de seu corpo e atrapalhando ainda mais seu movimento e Tariel bradou aos céus pela Ira de Thor, invocando um ataque elétrico cegante contra o Algoz, que foi fortemente danificado pelo ataque conjunto. Quando ele finalmente cedeu e caiu de joelhos, Karen juntou suas mãos e invocou um poder que atacou o Algoz diretamente onde ele não tinha como se defender: sua alma. Foi Karen que notou que havia algum tipo de aura ao redor do doppleganger, e sabia que tinha que neutralizar essa aura atacando o que quer que essa criatura tivesse no lugar de uma alma. E, ao o ver derrotado pelos ataques combinados achou sua brecha, fazendo com que sua essência explodisse na frente de todos, deixando apenas o corpo do monstro caído no chão, totalmente inerte.

bRO fanfic | Capítulo 31 – Somatologia: A sala cúbica (parte 4)

Publicado por Lobo em 26 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic

Lyanne foi direto na caixa ao pé da cama, pois provavlemente ali haveria algo interessante escondido, pois estava limpa e muito perto da cama para ser apenas uma caixa. E, de fato, era uma espécie de baú, com três fendas em formatos peculiares, possivelmente fechaduras. Alisia foi verificar o barril de madeira, constatando que não havia líquido dentro, e ele ou era pesado demais pra ela, ou estava preso ao chão. As odaliscas resolveram olhar aquela mesa bagunçada.

Heika, ao mexer no monte de arquivos no pé da mesa encontrou uma chave vermelha. Excitada, mostrou às suas amigas, que começaram a verificar os móveis atrás de uma fechadura vermelha que fizesse par com a chave, e o encontraram no gaveteiro perto da cama, achando apenas um canivete velho, que deixaram ali mesmo. Lyanne, olhando embaixo da cama, viu algo brilhando, mas não conseguiu pegar pois estava muito perto da parede, e a cama não se movia. Kyara entregou a ela um tipo de vareta de metal que encontrara embaixo da mesa bagunçada, mas não foi suficiente para pegar o objeto, mas acabou achando outra vareta igual àquela, e reparou que se encaixavam. Assim, com uma varela longa, conseguiu puxar para fora da cama o objeto brilhante, em formato de cubo, feito de metal. Rapidamente associou o formato a uma das fendas da caixa ao pé da cama e correu para testar, acompanhada pelas odaliscas. O cubo se encaixou perfeitamente na caixa, e ouviram um estalo de uma trava se soltando. Nisso ouviram o barulho de madeira se espatifando e, ao virar, viram Alisia com o machado em mãos e à sua frente, no lugar que havia um barril, destroços de madeira e uma espécie de painel eletrônico.

- Talvez seja para algum tipo de senha para passagem secreta? - falou Lyanne. - Vamos procurar algum código ou senha, que certamente estará nessa bagunça!

E assim as quatro começaram a procurar algo que fosse vagamente parecido com uma senha. Embora tenham procurado por alguns minutos, aumentando ainda mais a bagunça local, Kyara notou que o quadro com o mapa estava meio deslocado e subiu na mesa para ver mais de perto. Como não conseguiu olhar direito atrás dele, mas estava visivelmente forçado a descolar da parede, pediu que alguém entregasse a ela o canivete que estava no gaveteiro. Com o instrumento em mãos, conseguiu afastar um pouco mais o quadro e viu uma sequencia de nove números, que Lyanne rapidamente pediu para que ditasse enquanto ela digitava no quadro do painel descoberto por Alisia. Assim que Lyanne digitou a senha, a caixa metálica abriu seu fundo, derrubando uma chave amarela no chão. Nova correria para achar de onde era a chave amarela. Alisia descobriu no tal gerador de força um espaço amarelo que parecia servir para a chave, enquanto Lyanne, ao esbarrar na mesa com o vinho derrubou uma das taças que estava com um vinho velho e descobriu uma chave muito enferrujada ali.

Quando Alisia virou a chave amarela no gerador, Heika notou que uma luz em cima da cama se apagou, enquanto Kyara e Lyanne buscavam nos produtos químicos algum ácido que podessem usar para desenferrujar a chave que a sábia encontrara. Alisia subiu na cama para ver a lâmpada apagada e, ao cutucar levemente a lâmpada com a vara comprida que usaram para achar o cubo, quebrou a lâmpada e derrubou uma chave preta que estava escondida ali, mas que estava muito quente ainda. Lyanne e Kyara acharam um ácido e jogaram a chave enferrujada lá dentro para desenferrujá-la. Assim, as quatro garotas sentaram-se na cama para esperar que uma chave esfriasse e outra desenferrujassem. Estavam tão excitadas com as descobertas quem nem falavam nada, só encaravam as chaves, verificando que a enferrujada tinha a cor verde. Enquanto esperavam as chaves, saíram procurando suas respectivas fechaduras.

Encontraram no grande tubo de vidro um espaço para algum tipo de cartão e também uma fechadura de cor preta. Encontraram no gaveteiro a fechadura verde, trancando uma enorme gaveta. Usando as respectivas chaves, descobriram um objeto metálico no formato de um ovo no fundo do grande tubo, perfeito para encaixar no espaço ovalado da caixa ao pé da cama, e também um outro objeto metálico em um formato muito estranho, mas que se encaixava no formato poligonal da caixa. Ao encaixar os 2 objetos, a caixa se destravou e as crianças encontraram um passe de laboratório lá dentro, igual ao que Carmen havia roubado de lá de dentro, com o nome pouco legível, mas a imagem era a do rosto do garoto que mostrou o caminho a elas, mas mais novo e limpo. Por instantes sentiram pena do rapaz, mas durou pouco, porque Lyanne notou que o passe tinha o formato exato para usar como cartão no tubo de vidro.

Colocando o passe o espaço, o fundo o tubo de vidro se soltou e abriu como um alçapão, revelando uma passagem de metal, por onde entraram e descobriram ser uma tubulação não usada do sistema de esgoto da cidade. Para um lado havia uma luz forte, e para o outro havia uma luz mais fraca. Seguindo para a luz mais forte descobriram a saída dos esgotos para a favela de Lighthalzen. Voltando para o grande tudo de esgoto, seguiram até a outra fonte de luz que, olhando para dentro, perceberam que certamente era uma entrada secreta para os laboratórios da Rekember!

bRO fanfic | Capítulo 29 – Somatologia: Entrando na Fundação Rekember (parte 2)

Publicado por Lobo em 12 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic

O vento batia no rosto de Alisia. Ela raramente viajava de navios, então voar no aeroplano era uma emoção que jamais imaginara sentir. Ela estava debruçada na amurada do convés, olhando para baixo e vendo as florestas que tanto andou, os caminhos que trilhava e sentindo sempre o vento gelado em seu rosto que, se a congelasse ali mesmo, atestaria para toda a eternidade o que é uma criança saboreando o prazer de uma descoberta.

As outras crianças conversavam no convés, passada a agitação de sua primeira viagem de aeroplano, e estavam ouvindo a explicação de Aristarco de como era a entrada do prédio, e de como era a segurança que ele pôde sondar para a entrada dos laboratórios. Ele explicou onde era a entrada, que era um elevador simples na ala oeste do prédio, mas guardado por um funcionário de uniforme e ele tinha uma cara engraçada, com um enorme bigode branco cobrindo o nariz e boa parte da boca, e óculos grandes e pesados, que certamente não combinavam com um funcionário de segurança, mas ele parecia um tanto rigoroso, mesmo que não tivesse o ar mais esperto do local. Os funcionários e cientistas entravam todos por ali, provavelmente, já que não parecia ter nenhuma outra entrada ao redor do prédio.

O aeroplano começou sua descida para aportar em Lighthalzen, o que desagradou Alisia mas não estragou seu bom humor em absoluto. O sorriso dela era enorme, e a felicidade dela mal cabia em seu pequeno corpo. Ela comentava com todos sobre as hélices que direcionavam a embarcação, sobre o tamanho do balão que estava em cima, que soube pela Lyanne que era o que sustentava a embarcação no ar. E nessa falação toda as crianças desembarcaram no aeroporto, passaram pelo controle de saída e estavam na belíssima cidade branca. Mesmo Aristarco,que já estivera ali há poucos dias, se sentiu atordoado pela beleza da cidade, que não era ofuscado em absoluto pela existência de uma grande favela à leste da cidade.

Enquanto andavam em direção à entrada da Fundação Rekember, as crianças olhavam tudo ao redor, ao movimento constante de pessoas e aventureiros quando um enorme cavaleiro, montado em seu Peco Peco, apareceu em frente à eles.

- Olha, pequena sábia, tudo bem? - falou olhando diretamente para Lyanne.

- Ahn, olá, senhor cavaleiro. Tudo bem sim. - respondeu com ar de dúvida a pequena sábia, como que tentando reconhecer o estranho que estava à sua frente.

- Poderia encantar minha arma com a propriedade Água, por favor? - perguntou o cavaleiro, apresentando sua lança de uma mão.

- Desculpe, senhor, mas eu não sei fazer isso. Não estudei para ser uma sábia de suporte, mas de batalha.

- Eu posso fornecer o Cristal Azul que vocês precisam, por favor, encante minha arma! Eu sei que vocês sábios fazem isso. - falou o cavaleiro, esticando o precioso mineral e segurando sua lança em frente à garota.

- Senhor, ela disse não saber fazer isso… - começou a falar Yuki.

- Por favor, faça isso, não custará nada pra você! Seja legal! - insistiu o cavaleiro, começando a cansar Lyanne, que sempre tinha que passar por esta situação.

- Está bem, eu faço… - respondeu Lyanne, esticando as mãos e pegando o mineral azul-acinzentado das mãos do cavaleiro. - Então que você receba o gelo que tanto insiste. Rajada Congelante!!

Esticando sua mão esquerda, enquanto a direita segurava o mineral, Lyanne invocou o poder de congelar oponentes, congelando o cavaleiro e seu Peco Peco em um cristal de gelo, para espanto de todos.

- Lyanne! Você congelou o cavaleiro!! - falou quase assustada Kiara.

- Ah, ele estava enchendo já! - respondeu Lyanne, guardando a pedra em sua bolsa, dando de ombros para o cavaleiro congelado e voltando a andar. - As pessoas acham que só porque conhecem um sábio que faz isso todos tem que saber. Agora, vamos, que quero ver esse laboratório. E talvez assim o cavaleiro chato aprenda uma lição.

Passado o susto, Kiara e sua companheira Heika seguiram rindo a sábia, seguidos por Yuki, Carmen, Alisia e Aristarco, todos rindo, embora Alisia lamentasse o desfecho da situação, sempre alegando que ele apenas queria uma ajuda.

Seguindo pelos portões da Fundação, entraram no enorme prédio da empresa, todo iluminado e limpo, muito limpo. Aristarco conduziu suas amigas até a ala leste do prédio, e apontou onde ficava a biblioteca, alguns laboratórios simples e salas de lazer dos funcionários, no caminho para o elevador. Próximo a eles seguiam, na mesma direção, aparentemente, um grupo de funcionários e seguranças, conversando e um pouco alheios ao grupo de crianças ali presente. As crianças os deixaram passar na frente para confirmar a entrada e viram que, de fato, todos se dirigiram ao elevador que levava para os laboratórios, e todos comprimentaram o guarda da porta, o mesmo guarda que Aristarco descrevera no aeroplano. Lyanne tomou a dianteira do grupo e conversou com o guarda.

- Olá, seu guarda! Estamos estudando somatologia e gostaríamos de conversar com um dos cientistas que acabou de entrar, para ver quem poderia nos ajudar.

- Olá, jovem. - respondeu tranquilamente o segurança. - Sinto muito, mas somente funcionários podem entrar nos laboratórios. Sugiro que procurem a biblioteca para suas pesquisas. Ela se encontra no corredor à sua esquerda, na segunda porta.

- Ah, que pena. Mas muito obrigada assim mesmo pela informação. - respondeu desapontada a pequena sábia.

O grupo se afastou na direção da biblioteca para conversar sem serem ouvidos pelos seguranças. Precisavam ver o que fazer para passar pelo guarda. Congelá-lo como Lyanne fez com o cavaleiro? Provavelmente não adiantaria, pois deveria haver mais segurança nos laboratórios, e criar um ambiente hostil não era desejável. O que tornou as idéias de Carmen ainda menos bem-vindas, já que as técnicas dos Mercenários certamente eram violentas demais para a situação. Até que Heika comentou que achou engraçado que a maioria dos funcionários usava aqueles bigodes enormes e óculos pesados. Aristarco comentou que talvez fosse assim que o guarda reconhecia os funcionários, porque era realmente muito forte a presença desse esteriótipo. Assim ele e Yuki resolveram correr para o mercado da cidade para comprar óculos de brinquedo e bigode falso que o pequeno bruxo havia visto em sua visita anterior e Carmen, usando os poderes de furtividade de sua classe, entrou em um laboratório aberto e furtou um jaleco que um funcionário havia deixado pendurado em uma das cadeiras no horário de almoço.

Fanfic

Publicado por Lobo em 12 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic

Pessoas, antes de mais nada, não se preocupem. Não parei a fanfic, nem tenho data para terminar. Aliás, tem ainda muita história a ser escrita.

Mas não postei ainda hoje pq não deu tempo de separar o capítulo que já escrevi em duas partes, pq ficou gigante, até pros meus padrões. Assim que eu separar eu postarei aqui, não se preocupem! E aí voltaremos à programação normal.

o/

Um edit rápido neste post: agora de manhã eu cortei onde precisava. Acho que era o sono. Então, sem mais delongas, mais um capítulo da fanfic! \o/
Mas agora preciso correr pra escrever, pq só tenho um pedaço de capítulo pra postar! /o\

bRO fanfic | Capítulo 28 – Somatologia: Juntando o grupo (parte 1)

Publicado por Lobo em 05 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic

Carmen estava sentada na praça central de Izlude com Lyanne, enquanto afiava sua Jur, uma conjunto de duas lâminas afiadas que se prendem no antebraço, feitas para atacar rapidamente os pontos fracos dos oponentes, e conversavam sobre Lunáticos, Porings e outros monstros que ambas achavam fofos, quando viram no céu, o aeroplano chegando. Ele vinha do norte, como sempre, dava a volta por cima da cidade, para pousar no aeroporto à sudeste da cidade. Carmen continuou a afiar sua arma enquanto a pequena sábia seguia com os olhos o aeroplano.

- Nossa, precisamos voar num desses qualquer dia, Carmen! Eu PRECISO voar nessas máquinas incríveis qualquer dia! Deve ser muito legal! - falou empolgada Lyanne.

- Eu já tentei entrar escondida no aeroplano, como já fiz várias vezes em barcos, mas a segurança do aeroporto é maior que dos portos. - falou rindo Carmen

- Mas não precisa ser de graça, menina! Parece uma arruaceira, que quer tudo de graça! - retrucou Lyanne, enquanto se levantava e ajeitava sua roupa. - De vez em quando eu acho que você deveria ser uma arruaceira como sua mãe. Vou comprar uma maçã, quer uma pra você?

- Ah, eu quero sim! Brigada! Mas eu não sou igual minha mãe. Eu sou uma Mercenária, lembra? Mas não tenho nada contra conseguir itens mais baratos, de vez em quando. - sorriu a pequena mercenária.

Lyanne foi até o vendedor de frutas de Izlude, à sudeste da cidade, para comprar duas maçãs, sempre de olho no aeroplano em suas últimas manobras para pousar no aeroporto, enquanto Carmen limpava sua Jur na barra de sua saia e as embainhava nos suportes de suas pernas quando Aristarco apareceu correndo na direção dela.

- Carmen! Que bom que te achei rápido! - falou excitado o pequeno bruxo.

- Você procurando a Carmen, Aristarco? - falou em tom jocoso Lyanne, que voltava com as duas maçãs. - Que raro! Alguma coisa você quer dela!

- Ah, oi, enxerida, tudo bem? Não percebi que você estava aqui. Deve ser porque não senti nenhum tipo de emanação mágica.

- De novo vocês vão discutir sobre magias poderosas e como conjurar magia? Vocês dois ainda vão me cansar! - falou Carmen, levantando e pegando a maçã.

- Tá bom, tá bom, não está mais aqui quem falou, Carmen! - respondeu Lyanne, começando a comer sua fruta favorita.

- Bom, então, Carmen, eu preciso de sua ajuda para entrar em um lugar, mas ele é proibido para crianças. - continuou Aristarco.

- Você quer entrar em alguma taberna? Quer beber alguma coisa? Acho que seu pai não vai gostar muito. - falou Lyanne.

- Não, não é isso! - respondeu Aristarco. - É um laboratório, e acho que isso também será de seu interesse, Lyanne. São os laboratórios da Fundação Rekember!

- Você foi até Lighthalzen, bruxo? - falou com espanto Lyanne.

- Fui sim, sábia! - respondeu Aristarco.

- Interessante, Aristarco. O seu problema são guardas ou alguma porta que precisa ser destrancada? E você sabe o que tem para ser visto? - perguntou de boca cheia de maçã a pequena mercenária.

- Guardas, a princípio, mas não sei se existem portões. Eu sei que você consegue ir sozinha, mas você consegue esconder mais gente com suas habilidades? - respondeu Aristarco.

- Não, não tem como esconder os outros. Mercenários trabalham sozinhos, lembra? Mas podemos ver o que dá pra fazer. Se tem algo secreto acontecendo, então acho que temos que descobrir, não? - falou Carmen, curiosa para saber o que havia de tão secreto nos laboratórios.

- Parece divertido. Que tal chamarmos a Alisia e a Kiara para ir com a gente? - perguntou Lyanne, terminando de comer sua maçã.

Ambos concordaram. Alisia era sempre uma boa companhia, por ser muito rápida, e tinha virado Cavaleira há pouco tempo, então certamente iria querer viajar um pouco para desenvolver suas habilidades, e Kiara era uma odalisca da idade deles, que adorava viajar e sempre conseguia enfeitiçar os outros com suas danças, o que era útil na hora de se livrar da atenção de adultos. Assim, os três correram para Prontera, onde certamente encontrariam as duas perto da entrada do castelo, ao norte da cidade.

Ao chegar perto do Castelo de Prontera, o trio encontrou além das duas amigas que procuravam, mais duas crianças conversando com elas. Alisia estava sentada ao lado de uma garota ruiva, de cabelos curtos e olhar alegre, usando os trajes típicos das sacerdotisas, enquanto Kiara dançava alegremente com outra odalisca, de cabelos dourados e feições orientais. Ao se aproximarem, Alisia apresentou a sacerdotisa como sendo Yuki, e a outra odalisca como sendo Heika. Um pouco mais afastado do grupinho, algumas pessoas da cidade, e mesmo alguns aventureiros, estavam assistindo à dança das duas, enquanto um bardo chamado Arthail, que geralmente ficava em Prontera, tocava seu bandolim embalando a dança das duas pequenas odaliscas. Como sempre, seu longo chapéu verde estava no chão, e quem quisesse colaborar com a vida nômade do bardo poderia jogar algumas moedas em seu chapéu. Graças à apresentação das duas pequenas odaliscas, seu chapéu estava cheio de moedas.

O trio explicou à mini cavaleira os planos o qual, para o expanto de todos, ela aceitou na hora. Entrar num lugar sem ser convidada não era do feitio de Alisia. Mas, sem se preocupar mais, convidaram Yuki para ir com eles, que também aceitou na hora. Assim, bastava que a apresentação das meninas terminasse para que elas fossem com eles para Izlude, para pegar o Aeroplano e ir para Lighthalzen.

O bardo, agradecido pela ajuda e elogiando a performance da dupla mirim, ofereceu pagar a passagem para as crianças com o dinheiro arrecadado com uma condição: contar a ele tudo o que aconteceu, para ele fazer uma balada digna destas crianças. E assim elas conseguiram a passagem para o aeroplano.

bRO fanfic | Capítulo 27 – Interlúdio

Publicado por Lobo em 29 Jan 2009 | sob: bRO Fanfic

Duas pessoas da Duality ficaram absolutamente fascinados com a história. Seria, é claro, injusto falar que somente estes dois ficaram curiosos e ansiosos para conhecer toda a saga do resgate de Elenna e Dorei, mas duas ficaram quase obstinadas por tudo o que aconteceu. Uma delas pode participar do resgate e, portanto, vivenciar parte do que a outra adoraria ter vivenciado, mas era justamente no que causou o motivo da viagem que instigou tanto Dark Alice a conversar com Elenna e Dorei por dias seguidos, comparando a vivência do casal com os estudos que fazia nas bibliotecas de Prontera, de Juno e da Catedral de Prontera. Mas esse era o foco que menos interessava à Haagen, já que o bardo se interessava muito mais na história da viagem, seus perigos, seus encantos do que pelos aspectos técnicos do acontecido. Assim, o material de trabalho de Haagen era maior do que o de Dark, já que ele podia conversar com mais pessoas, e até mesmo visitar alguns dos locais que os guerreiros haviam visitado.

E foi em uma destas viagens de Haagen que seu filho, Aristarco, o pequeno bruxo, acompanhando seu pai pelo conhecimento e pelo prazer das viagens, descobriu a viagem de aeroplano. Descobriu como era interessante ver as cidades, os campos, florestas e o mar de cima, lugares que ele conhecia mas que, neste novo ângulo, eram totalmente novos. E a todo momento perguntava a seu pai que cidade era aquela, que lugar era aquele, como se sua vida dependesse dele conhecer todos os lugares possíveis de se ver de cima. Mas, depois de Prontera e da enorme torre dos magos de Geffen, a cidade que mais o chamou atenção foi Lighthalzen.

Ele não sabia dizer bem o que era, se era a beleza aparente da cidade, com suas pedras brancas, que reluzia como uma pedra preciosa vista do alto, ou se eram as enormes construções da cidade, que Haagen apontou como sendo o hotel da cidade, o prédio da Fundação Rekember e a nova Guilda dos Ferreiros. Mas definitivamente a cidade de Lighthalzen atraía o pequeno bruxo. Tanto que, assim que, enquanto Haagen descia em Juno para encontrar Dark Alice, Aristarco deixou o vôo internacional para o vôo nacional de aeroplanos, para descer na Cidade do Aço.

Quando o capitão da aeronave avisou aos passageiros que estavam descendo em Lighthalzen, o pequeno bruxo já estava na prancha de desembarque, sem ao menos descer para conhecer a incrível aeronave. Assim que teve autorização para descer, Aristarco correu entre os viajantes que desciam para o aeroporto da Cidade do Aço para ser o primeiro a chegar naquela pérola branca. O aeroporto situava-se ao sul da cidade, então Aristarco, assim que saiu do prédio deu de cara com a loja de armas e armaduras, um prédio fácil de reconhecer pelo enorme machado que pendia do teto do prédio, em um mecanismo que fazia a enorme peça descer e subir como se estivesse cortando a frente do prédio.

Como nunca teve um interesse muito grande por armas, não entrou para conhecer o estabelecimento, ficando apenas impressionado pela construção em si. Indo em direção ao centro da cidade, encontrou o hotel, que circundava toda a área noroeste da praça central, e entrou para conhecer o local.

O hotel era realmente impressionante. Um enorme candelabro pendia na entrada do saguão, iluminando o impecável tapete vermelho que se estendia da entrada do prédio até o balcão de recepção onde, apesar de ser apenas uma criança, foi muito bem atendido pela recepcionista. À direita e à esquerda duas grandes escadas em espiral levavam ao segundo andar do prédio, onde ficavam os luxuosos quartos com camas com dossel e acomodações impecavelmente limpas.

Saindo do hotel encontrou outros prédios, como o de comércio, onde era possível comprar desde frutas até brinquedos e fantasias, em um mesmo local. Era um conceito interessante, diferente do que estava acostumado, onde os vendedores escolhiam os prédios que melhor interessassem para seus negócios. A única semelhança com as cidades do reino era que os comerciantes de armas e armaduras ficavam em outro prédio.

Na área leste da cidade, dividida do restante pela estrada de ferro que cortava a cidade de norte a sul, existia uma enorme favela. Era outro conceito novo para Aristarco, já que no reinado todos eram igualmente cuidados por sua majestade, não havendo uma diferença tão grande de posses entre os moradores. Já na República, a julgar pela cidade de Lighthalzen, isso acontecia. Aristarco julgou que talvez não fosse prudente se arriscar a entrar sozinho na favela, apesar de estar com vontade de conhecê-la. Resolveu que iria então para seu objetivo inicial: a Fundação Rekember.

Voltou para o centro da cidade, deu a volta no hotel até ficar de frente aos enormes e brilhantes portões da construção que tomava a maior parte da área noroeste da cidade. Passando por seus portões, e seguindo pela ponte de pedra branca que atravessava o lago artificial da entrada da área, atravessou as enormes portas de entrada do saguão, sendo recebido por um funcionário muito educado, que se ofereceu para mostrar a área visitável da Fundação. Seguindo o guia, Aristarco viu a enorme biblioteca, os quartos de alguns cientistas, a entrada da área restrita, onde haviam os laboratórios e áreas de pesquisa, e parte da área administrativa.

Ao fim do tour, o guia deixou Aristarco à vontade para passear no local, desde que obedecesse aos funcionários e guardas do local. Assim, o primeiro lugar que tentou conhecer foram justamente os laboratórios, mas um guarda de óculos padrão da guarda e bigodes grandes e grisalhos o barrou educadamente, avisando que pessoas não autorizadas não poderiam acessar aquela área restrita. Assim, sem ter como conhecer a área mais interessante, seguiu para a biblioteca, onde começou a olhar os livros aleatoriamente.

Assim ficou conhecendo um pouco mais da história da Fundação, alguns de seus funcionários mais ilustres, descobriu onde, afinal, Gabi havia aprendido e estudado a criação dos homunculi que agora acompanhavam ela e Annie. E descobriu que alguns cientistas da Fundação procuravam criar formas de vida mais evoluídas que estes homunculi. E isso só atiçou a vontade de conhecer estes laboratórios. Mas como passar pelo guarda que barrava a entrada?

Saindo do prédio da Fundação com esta dúvida, chegou à conclusão que ele só conhecia uma pessoa que ele poderia perguntar isso, e que era confiável, e que certamente cobraria para o resto da vida dele o favor que estava para pedir: Carmen. No mesmo instante, correu para o aeroporto da cidade.

bRO fanfic | Capítulo 26 – A Busca: o resgate (parte 14)

Publicado por Lobo em 22 Jan 2009 | sob: bRO Fanfic

Nem mesmo suas formas ficaram nítidas Dorei invocou seu poder de atordoamento batendo com força o enorme machado, causando um leve tremor ao seu entorno, e invocou seus poderes de combate. Visivelmente estava se preparando para uma batalha, embora ainda não pudesse enxergar bem, e mantivesse Elenna firme em seu braço, protegendo-na com seu corpo.

- Elenna!! Dorei!! - exclamou Aisha, mal os dois apareceram inteiros e Dorei invocava seus poderes.

- Aisha? - respondeu em dúvida Elenna, com aparente dificuldade de enxergar.

- Elenna!! Achamos vocês!! - Gabi gritou pulando, querendo chegar perto do casal, mas Dorei ainda estava com o machado em mãos.

- Amor, pode ser mais um truque daquela bruxa!! - falou Dorei para Elenna, ainda segurando seu machado de forma ameaçadora na mão.

- Parece que eles não estão enxergando, Gabi. - falou Katrina, invocando o poder divino de medicar as aflições dos outros no casal recém encontrado.

Com o poder de Medicar usado pela templária, Elenna e Dorei voltaram a enxergar normalmente, reconhecendo seus amigos e familiares. Todos se abraçaram e quem não se conhecia se apresentou, e assim mais dois fortes aventureiros se juntaram ao grupo. Aproveitaram para contar a Dorei e Elenna onde estavam, e como foram resgatados, ao que ambos foram muito gratos pela insistência e coragem do grupo.

- Bom, agora que encontramos os desaparecidos, podemos voltar para casa, não? - falou Dorobou.

- Acho que você tem razão, Dorobou. Vamos, então, voltar para Prontera! - respondeu prontamente Elizabetti, pegando uma Gema Azul em mãos e tentando invocar o poder do Portal. Tentando, pois a Gema Azul, assim que caiu no chão, rolou para perto do pé da Sacerdotisa, sem abrir o portal para teleportar o grupo.

- Parece que não podemos voltar para casa pelo meio comum, meus caros. Vamos ter que pensar em outra saída. - falou Dark Alice.

- Se não estou muito enganada, ouvimos falar muitas vezes dessa tal bruxa. Quem é esta bruxa, Elenna? Você a viu? - perguntou Kurai.

- Eu não a vi, pois fomos cegados no momento que fomos arrancados de Glast Heim pela Sombra. - respondeu a sacerdotisa – Mas eu ouvi sua voz algumas vezes em minha cabeça, então acredito que ela esteja aqui nesta cidade em algum lugar. Mas foi bem lembrado, talvez se a acharmos ela pode nos indicar uma saída.

E assim o grupo começou a procurar nas casas por qualquer habitante que pudesse responder onde estaria a bruxa, ou algum tipo de líder local, mas nenhum dos habitantes que ali viviam pareciam entender o que os guerreiros falavam, até que encontraram uma casa na parte mais alta da cidade, simples e com o mesmo estilo das outras casas, exceto que ela tinha fumaça saindo da chaminé. Depois de bater na porta da casa sem resultado, Aisha resolveu que deveriam entrar e ver porque não respondiam, mesmo com fumaça saindo pela chaminé.

Dentro da casa, que parecia abandonada, já que todos os cômodos estavam cobertos com muita poeira e teias de aranha, como as outras casas, encontraram um piano velho, faltando algumas teclas, e um tapete que parecia novo, destoando do restante da casa. Seguindo pelo tapete, encontraram uma porta entreaberta, que Aisha empurrou com cautela e encontrou uma garota vestida como uma maga de Geffen, mas sua pele estava escura como a de um morto-vivo, embora ela possuísse um olhar firme, encarando a Atiradora de Elite, sem dizer nada.

- Olá. Saberia me dizer onde encontrar o prefeito ou alguém que cuide desta cidade, garota? - perguntou Aisha, ao ver que a maga não falava nada, apenas cuidava de um caldeirão à sua frente.

- Porque me procura, guerreira? - respondeu a maga.

- Você é quem cuida desta cidade? - respondeu com visível tom de dúvida Aisha.

- Eu sou quem procuram, como sua prima pode atestar. Certamente ela reconhece minha voz. - a maga olhou para Elenna neste momento, ainda ignorando os outros. - E Dorei, nem pense em me atacar, pois não será com força bruta que conseguirão o que querem.

- Neste caso, o que podemos fazer para conseguir o que queremos? - perguntou Elizabetti, dando um passo para frente.

- Me ajudem a tocar novamente minha canção, e eu concederei o desejo que está em seus corações no momento. Estão faltando sete teclas em meu piano, e sem elas não posso retomar meu tão desejado passatempo. Encontrem minhas teclas na cidade e eu darei a vocês o caminho para o mundo dos vivos.

Ao terminar a frase, a maga voltou a mexer o conteúdo de seu caldeirão, ignorando todas as outras tentativas de contato dos guerreiros, que decidiram sair e procurar as teclas do piano para a bruxa, que finalmente haviam encontrado.

Saindo da casa da bruxa, decidiram se separar em equipes de procura, para agilizar a busca. Kurai e Elizabetti formaram um grupo, saindo imediatamente para o norte da cidade, em seguida Gabi e Dorobou seguiram para o sul, enquanto Dark Alice e Katrina seguiram em direção à entrada da cidade, à oeste. Aisha, Elenna e Dorei seguiram para o entorno da casa da bruxa e a área leste da cidade, combinando de todos se encontrarem em frente à casa da bruxa assim que encontrassem as teclas.

Kurai e Elizabetti, seguindo para o norte da cidade, encontraram um cidadão que, como todos os outros cidadãos, estava morto. Mas, diferente de antes de conversar com a bruxa, este reagiu à presença das guerreiras. Eliza imaginou que poderia ser o efeito de terem conversado com a bruxa, mas não teve mais tempo de pensar pois, assim que chegou perto dele, ele atacou Kurai com uma mordida forte no braço, tão inesperada que Kurai não teve tempo de reagir. Instantaneamente Elizabetti usou sua poderosa Luz Divina para atacar o morto que, com o impacto da habilidade divina caiu no chão, gemendo. Não teria sido possível matar o cidadão, pois já estava morto, mas aparentemente ou o fato do ataque ser de propriedade divina, ou a violência do ataque da sacerdotisa, fizeram com que o cidadão não levantasse mais. Assim Elizabetti usou novamente seus poderes divinos de cura para tratar da ferida de sua amiga caçadora, e viraram-se para interrogar o seu agressor. Ele apenas repetia as palavras “carne” e “fome”, e estava com uma tecla de piano em suas mãos. Kurai pegou a tecla da mão dele, deu um chute no rosto dele para dissipar a raiva do ataque, e ambas saíram da presença daquela criatura, com a primeira tecla de piano em mãos.

Enquanto isso acontecia, Dark Alice e Katrina encontraram uma construção que parecia uma loja de algum tipo, e foram recebidas pelo balconista, morto como todos os outros cidadãos, oferecendo coisas como chifres de animais, pedaços de couro e pele. Mas, em cima do balcão dele haviam duas teclas de piano. Enquanto Katrina ouvi a lista de itens inúteis à venda, Dark Alice se aproximou do balcão e pegou uma das teclas, e o comerciante não pareceu notar o ato, ou não se importar. Percebendo isso, Katrina pegou a outra tecla, e o comerciante continuou sua preleção de itens, e ambas resolveram sair andando da loja, já que o comerciante parecia apenas estar repetindo seus itens para o ar, e não para elas efetivamente. E assim mais duas teclas haviam sido encontradas.

Gabi e Dorobou caminharam encontrando alguns cidadãos e Gabi cumprimentava a todos, pois sua felicidade em encontrar sua prima era muito grande. Em uma das casas que entraram, encontraram um cidadão citando versos. Ele citava uma estrofe repetidamente, de algum verso estranho e desconhecido, e Gabi não conseguiu chamar a atenção de jeito algum, mas notou que em sua mão direita ele segurava firmemente uma das teclas do piano da bruxa. Dorobou tentou retirar a tecla da mão do cidadão, mas ele segurava com força. Então Dorobou repetiu com ele os versos que ele repetia insistentemente, e sua mão começou a afrouxar, e ele fez sinal à alquimista que começasse a repetir com ele, e isso foi aparentemente relaxando o morto, que finalmente cedeu o suficiente para que Dorobou retirasse a tecla da mão carcomida do cidadão, coletando a quarta tecla do piano.

Enquanto andavam, Dorei e Elenna ouviam Aisha contar os acontecimentos da aventura do grupo e, enquanto resolviam que deveriam investigar mais a Sombra havia feito com o casal, chegaram a um pequeno cemitério na cidade, com algumas tumbas e lápides com os nomes apagados pelo tempo. Olhando para as lápides, Aisha notou um brilho perto de uma delas, e ao investigar, encontrou caída uma tecla de piano semi enterrada na terra. Dorei encontrou outra quase desaparecida no meio de um arbusto ressecado e cheio de espinhos no cemitério, e cortando o arbusto com seu machado, desenterrou a sexta tecla do piano, que Elenna guardou com a que Aisha encontrara.

Como havia sido combinado que todos se encontrariam assim que encontrassem as teclas na frente da casa da bruxa, cada grupo seguiu para a casa da bruxa, na parte alta da cidade, e Aisha juntou as teclas encontradas. Do alto da cidade, todos mostraram a área que vasculharam, e notram que realmente toda a área visível da cidade havia sido vasculhada pelo grupo. Decidiram entregar à bruxa as seis teclas encontradas, e talvez pedir à bruxa alguma orientação se havia algum lugar a mais para procurar além da cidade. Ao encontrarem a bruxa e mostrarem as 6 teclas, a bruxa pediu que os seguissem até o piano, para instalarem as teclas em seu piano.

Seguindo as instruções da bruxa, Dorei começou a trabalhar no piano, instalando as seis teclas em seus lugares corretos e, assim que terminou de instalar a sexta tecla, a bruxa fez aparecer em sua mão a sétima, e entregou ao ferreiro, que instalou em seu devido lugar. Embora ela aparentemente estivesse com a sétima tecla o tempo todo, ninguém se atreveu a perguntar porque ela teria pedido as sete teclas, e não as seis faltantes, mas houve um consenso silencioso que era apenas um teste por parte da bruxa.

De fato, assim que o piano ficou pronto, a bruxa sorriu para os aventureiros e apontou para a lateral direita do piano, enquanto sentava na banqueta e, assim que começou a tocar sua sinistra valsa, a lateral direita do enorme piano de madeira começou a brilhar, formando um portal branco-azulado como os criados pelas sacerdotisas, e um por um os guerreiros entraram no portal.

Assim que o clarão do portal cessou, estavam todos no centro da cidade de Umbala, próximo ao local onde os moradores da cidade praticavam o perigoso esporte de bungee jump. Ao verem novamente a luz do sol em suas faces, todos sorriram e Elizabetti mais uma vez sacou a gema azul e, desta vez, longe dos poderes da bruxa e das limitações da cidade das brumas, abriu um portal para a capital do reino, Prontera, onde puderam ir para o hotel banhar-se, escrever em seus diários, procurar seus amigos e, acima de tudo, celebrar o reencontro da família.

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