bRO fanfic | Capítulo 31 – Somatologia: A sala cúbica (parte 4)
Publicado por Lobo em 26 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic
Lyanne foi direto na caixa ao pé da cama, pois provavlemente ali haveria algo interessante escondido, pois estava limpa e muito perto da cama para ser apenas uma caixa. E, de fato, era uma espécie de baú, com três fendas em formatos peculiares, possivelmente fechaduras. Alisia foi verificar o barril de madeira, constatando que não havia líquido dentro, e ele ou era pesado demais pra ela, ou estava preso ao chão. As odaliscas resolveram olhar aquela mesa bagunçada.
Heika, ao mexer no monte de arquivos no pé da mesa encontrou uma chave vermelha. Excitada, mostrou às suas amigas, que começaram a verificar os móveis atrás de uma fechadura vermelha que fizesse par com a chave, e o encontraram no gaveteiro perto da cama, achando apenas um canivete velho, que deixaram ali mesmo. Lyanne, olhando embaixo da cama, viu algo brilhando, mas não conseguiu pegar pois estava muito perto da parede, e a cama não se movia. Kyara entregou a ela um tipo de vareta de metal que encontrara embaixo da mesa bagunçada, mas não foi suficiente para pegar o objeto, mas acabou achando outra vareta igual àquela, e reparou que se encaixavam. Assim, com uma varela longa, conseguiu puxar para fora da cama o objeto brilhante, em formato de cubo, feito de metal. Rapidamente associou o formato a uma das fendas da caixa ao pé da cama e correu para testar, acompanhada pelas odaliscas. O cubo se encaixou perfeitamente na caixa, e ouviram um estalo de uma trava se soltando. Nisso ouviram o barulho de madeira se espatifando e, ao virar, viram Alisia com o machado em mãos e à sua frente, no lugar que havia um barril, destroços de madeira e uma espécie de painel eletrônico.
- Talvez seja para algum tipo de senha para passagem secreta? - falou Lyanne. - Vamos procurar algum código ou senha, que certamente estará nessa bagunça!
E assim as quatro começaram a procurar algo que fosse vagamente parecido com uma senha. Embora tenham procurado por alguns minutos, aumentando ainda mais a bagunça local, Kyara notou que o quadro com o mapa estava meio deslocado e subiu na mesa para ver mais de perto. Como não conseguiu olhar direito atrás dele, mas estava visivelmente forçado a descolar da parede, pediu que alguém entregasse a ela o canivete que estava no gaveteiro. Com o instrumento em mãos, conseguiu afastar um pouco mais o quadro e viu uma sequencia de nove números, que Lyanne rapidamente pediu para que ditasse enquanto ela digitava no quadro do painel descoberto por Alisia. Assim que Lyanne digitou a senha, a caixa metálica abriu seu fundo, derrubando uma chave amarela no chão. Nova correria para achar de onde era a chave amarela. Alisia descobriu no tal gerador de força um espaço amarelo que parecia servir para a chave, enquanto Lyanne, ao esbarrar na mesa com o vinho derrubou uma das taças que estava com um vinho velho e descobriu uma chave muito enferrujada ali.
Quando Alisia virou a chave amarela no gerador, Heika notou que uma luz em cima da cama se apagou, enquanto Kyara e Lyanne buscavam nos produtos químicos algum ácido que podessem usar para desenferrujar a chave que a sábia encontrara. Alisia subiu na cama para ver a lâmpada apagada e, ao cutucar levemente a lâmpada com a vara comprida que usaram para achar o cubo, quebrou a lâmpada e derrubou uma chave preta que estava escondida ali, mas que estava muito quente ainda. Lyanne e Kyara acharam um ácido e jogaram a chave enferrujada lá dentro para desenferrujá-la. Assim, as quatro garotas sentaram-se na cama para esperar que uma chave esfriasse e outra desenferrujassem. Estavam tão excitadas com as descobertas quem nem falavam nada, só encaravam as chaves, verificando que a enferrujada tinha a cor verde. Enquanto esperavam as chaves, saíram procurando suas respectivas fechaduras.
Encontraram no grande tubo de vidro um espaço para algum tipo de cartão e também uma fechadura de cor preta. Encontraram no gaveteiro a fechadura verde, trancando uma enorme gaveta. Usando as respectivas chaves, descobriram um objeto metálico no formato de um ovo no fundo do grande tubo, perfeito para encaixar no espaço ovalado da caixa ao pé da cama, e também um outro objeto metálico em um formato muito estranho, mas que se encaixava no formato poligonal da caixa. Ao encaixar os 2 objetos, a caixa se destravou e as crianças encontraram um passe de laboratório lá dentro, igual ao que Carmen havia roubado de lá de dentro, com o nome pouco legível, mas a imagem era a do rosto do garoto que mostrou o caminho a elas, mas mais novo e limpo. Por instantes sentiram pena do rapaz, mas durou pouco, porque Lyanne notou que o passe tinha o formato exato para usar como cartão no tubo de vidro.
Colocando o passe o espaço, o fundo o tubo de vidro se soltou e abriu como um alçapão, revelando uma passagem de metal, por onde entraram e descobriram ser uma tubulação não usada do sistema de esgoto da cidade. Para um lado havia uma luz forte, e para o outro havia uma luz mais fraca. Seguindo para a luz mais forte descobriram a saída dos esgotos para a favela de Lighthalzen. Voltando para o grande tudo de esgoto, seguiram até a outra fonte de luz que, olhando para dentro, perceberam que certamente era uma entrada secreta para os laboratórios da Rekember!
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