bRO fanfic | Capítulo 30 – Somatologia: Passando pela segurança (parte 3)
Publicado por Lobo em 19 Fev 2009 | sob: dia a dia
Com os brinquedos no rosto, Yuki subiu nos ombros de Aristarco e as odaliscas ajudaram a colocar o jaleco de laboratório por cima dos dois, para dar a impressão de serem um funcionário. O plano tinha tudo para dar certo, embora Alisia não tivesse tanta certeza assim se funcionaria, que um funcionário de segurança nunca cairia em um truque desses. Por isso Kiara e Heika decidiram que iriam dançar ali perto do funcionário para tentar desviar parte da atenção dele e deixando, assim o funcionário falso passar. Carmen iria seguí-los usando sua furtividade, para dar alguma segurança aos dois.
Contrariando as expectativas da pequena cavaleira, o funcionário falso passou tranquilamente pelo primeiro guarda, pegou o elevador com outros funcionários que comentavam sobre as pequenas odaliscas que dançavam ali no saguão do prédio, que ainda ajudou a dupla a passar pelo segundo segurança, que estava no andar de baixo. Avistaram a entrada para o que parecia uma masmorra, exceto pela limpeza geral do local, guardados por um terceiro funcionário da segurança. Como parecia ser ali o destino deles, a dupla acenou para o segurança, que acenou de volta e pediu ao novo funcionário a credencial para poder entrar nos laboratórios de somatologia, como era de praxe ali. Como não tinham a credencial e acabaram tentando enrolar o segurança, sem sucesso, algum tumulto começou a se formar e uma agiatação começou a ocorrer, quando decidiram que deveriam voltar e pensar em um outro plano e liberar os funcionários credenciados quando Carmen, ainda furtiva nas sombras conseguiu aproveitar os portões abertos e entrou para o laboratório. A dupla voltou para seus amigos, e contou o que havia acontecido, e chegaram à conclusão que Carmen, que não havia voltado com eles, estava lá dentro escondida.
Carmen reapareceu junto ao grupo, que estava agora sentado do lado de fora do prédio almoçando algumas frutas e sucos. Contou a eles que havia andado um tempo pelos laboratórios, que eram um tanto sinistros pra ela, com grandes tubos vazios por todos os lados, e que também havia seguido um pesquisador que conversava com um colega sobre um ex-funcionário que havia sido demitido injustamente, mas que não havia o que fazer sobre isso, pois a Fundação era importante demais para que apenas um funcionário prestasse algum tipo de queixa. Mostrou a credencial de um destes pesquisadores, que ela furtara de seu bolso para uma segunda tentativa de entrar nos laboratórios. Lyanne achava que, se o ex-funcionário não tinha mais dinheiro por não ter mais salário nem ser um aventureiro, certamente estaria morando na favela ali ao lado, e que poderiam talvez conversar com ele para saber como entrar. Assim, decidiram que Yuki e Aristarco deveriam voltar aos laboratórios, agora com uma credencial verdadeira, e Carmen com eles, escondida, para ajudar caso houvesse alguma necessidade e que as duas odaliscas, a espadachim e a sábia iriam procurar pela favela pelo ex funcionário para pedir sua ajuda. É fácil de imaginar que Carmen e o funcionário falso passaram tranquilamente pela segurança do Laboratório de Somatologia. O único trabalho que teriam lá dentro é encontrar com seus amigos novamente, caso eles conseguissem realmente entrar no laboratório por alguma outra entrada.
Heika, Kyara, Lyanne e Alisia seguiram para a única entrada conhecida da favela de Lighthalzen, que era guardada por um policial armado da cidade. Apesar de Lyanne falar que seria fácil passar por um guarda congelado, Alisia argumentou que ele certamente teria alguma função de controle e, talvez, não fosse aconselhável atrapalhar o trabalho dele. Heika lembrou, então, que uma de suas danças especiais gerava efeito de sonolência ao seu redor, e que talvez pudessem passar mais facilmente por ele. Assim, Heika abriu seus braços e começou a dançar a impressionante “Cantiga de Ninar”, como era conhecia a dança mágica que forçava os oponentes a um estado de sonolência só de estar por perto da odalisca dançando. E assim o guarda, mesmo atento durante seu trabalho, começou a bocejar. E, aproveitando a distração, a outra odalica, a cavaleira e a sábia passaram por trás dele, fazendo o mínimo de barulho possível. Assim que terminaram de passar pelo posto de guarda, foi a vez de Kyara começar a dançar a “Cantiga de Ninar”, mantendo o guarda sonolento enquanto Heika terminava de passar por ele e cruzar os trilhos, chegando aos seus amigos.
Agora elas tinham que encontrar o ex-funcionário. Lyanne achou que dariam muito na vista se andassem perguntando para as pessoas nos morros, então resolveram que andariam por ali olhando o jeitão das pessoas, mas sem se separar. Juntas, mesmo sendo crianças, não seriam facilmente abordadas por ladrões ou qualquer outro perigo que uma favela poderia apresentar. E, de fato funcionou pois, como Alisia andava com sua enorme espada Muramasa desembainhada e olhando séria para qualquer pessoa que olhasse para o grupo, não foram efetivamente incomodadas por ninguém. Foi quando, um pouco mais ao sul da favela encontraram um morador com as roupas de empregado da Rekember, embora um tanto judiadas.
- Ora ora, o que fazem aqui, garotas? - perguntou o roto morador, com um sorriso malicioso no rosto.
- Estamos procurando por um ex-funcionário da Fundação. - respondeu Lyanne. - E, a julgar pelas suas vestes, acho que encontramos. Gostaríamos de uma informação.
- Sim, de fato eu sou ex-funcionário da maldita Rekember, o único que mora nesta favela luxuosa e bela. - respondeu com certo mal humor o ex-funcionário. - Mas estou ocupado agora, então dêem o fora.
- Por favor, só uma perguntinha, por favor, por favor… - começaram a insistir as duas mini odaliscas, rodeando o rapaz e falando juntas – só podemos falar com você, por favor, por favor… Queremos entrar no laboratório… por favor…
- Ah, parem!!! Parem!! Assim vocês me enlouquecem!! - gritou o ex-funcionário. - Ok, ok, eu ajudo!
- Oba!! - falaram as duas odaliscas ao mesmo tempo, pulando de mãos dadas.
- Mas tem um preço… Eu quero algo valioso de vocês… - falou com esgar o rapaz. - Eu quero… Vinte Jellopies!!!
As duas odaliscas pararam de pular na hora, sem entender direito o que ouviram. Lyanne também não sabia o que falar. Alisia colocou a mão em sua bolsa e tirou algusn fragmentos branco e reluzentes e mostrou à ele.
- Servem estes, por um acaso? - disse Alisia, esticando a mão enluvada cheia das pequenas cristalizações deixadas por monstros fracos.
- Perfeito! Era isso mesmo que eu precisava, garota! - respondeu sorrindo e de melhor humor o rapaz – Sinto-me rico novamente só de tocar neles… Mas tudo bem, vou cumprir minha promessa. Sigam-me.
O rapaz entrou no pequeno e rústico casebre à sua frente e, empurrando uma mesa para o lado, mostrou um alçapão no solo abaixo dela, indicando como a entrada para uma sala cúbica que possuia a entrada para o laboratório. Disse que a sala estaria uma bagunça, mas elas encontrariam facilmente a entrada para os laboratórios, já que conseguiram tão facilmente os jellopies. Lyanne agradeceu e, invocando uma chama que orbitava seu corpo para iluminar o corredor e seguindo a dianteira do grupo, entrou pelo alçapão, seguida pelas odalicas e por Alisia. Seguiram por um corredor até uma porta de metal que foi aberta por Alisia, a mais forte das quatro garotas, que ela mesmo fechou assim que as quatro entraram, deixando-nas fechadas em uma sala cúbica.
A sala estava bem iluminada por diversas lâmpadas presas no teto, e a sala era dividida até mais ou menos a metade por uma grande estante de livros. Do lado direito da sala havia uma cama desarrumada, com uma caixa e uma estante de roupas ao seu pé, ladeada por um gaveteiro de madeira pesada e escura. Na parede direita haviam muitos frascos e potes de poções, cheios de produtos químicos, ao redor de um quadro com um mapa desenhado, encimando a maior e mais bagunçada mesa que já existiu, quase totalmente coberta por arquivos, livros, papéis, pastas, potes e frascos. Ao fundo deste lado do quarto um enorme viveiro de vidro vazio que ia do chão ao teto, ladeado por 3 outros tubos mais estreitos, mas tão algos quanto, todos ligados a um aparelho que servia, provavlemente, para gerar energia, pelo que Lyanne imaginava. À esquerda da porta de metal havia um baú lotado de toras de madeira com um machado fincado em uma delas, mais uma estante de livros com um barril de madeira encostado à ela, e uma sala estilizada, formada pelas duas estantes, com duas poltronas rotas e uma mesa de centro com o que seria talvez um vinho velho e duas taças de vidro já foscas de sujeira. Aliás, o lugar todo cheirava a mofo e produtos químicos e, apesar de parecer abandonada, não estava muito suja. Talvez o morador aparecesse de tempos em tempos ali. Como não havia nenhuma outra saída desta sala, resolveram procurar por pistas ou passagens na sala.
| Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 131
E da-le as pequenas Odaliscas /*o*/ deu para imaginar algo bem bunitinhu *.*
Que venha o próximo cap. XDDDD hehehehehe
Cara, você já leu?!?!?! Eu acabei de postar!!! /o\
Mas legal que vc não só leu como está gostando! Logo logo você, digo, seu espadachim, aparece! \o/
[ ]s
Nossa, ficou fofo!! Que legal!
Agora quero ver como as crianças se viram nessa sala! ^^
*imaginando as duas odaliscas pulando de mãos dadas*