bRO fanfic | Capítulo 29 – Somatologia: Entrando na Fundação Rekember (parte 2)
Publicado por Lobo em 12 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic
O vento batia no rosto de Alisia. Ela raramente viajava de navios, então voar no aeroplano era uma emoção que jamais imaginara sentir. Ela estava debruçada na amurada do convés, olhando para baixo e vendo as florestas que tanto andou, os caminhos que trilhava e sentindo sempre o vento gelado em seu rosto que, se a congelasse ali mesmo, atestaria para toda a eternidade o que é uma criança saboreando o prazer de uma descoberta.
As outras crianças conversavam no convés, passada a agitação de sua primeira viagem de aeroplano, e estavam ouvindo a explicação de Aristarco de como era a entrada do prédio, e de como era a segurança que ele pôde sondar para a entrada dos laboratórios. Ele explicou onde era a entrada, que era um elevador simples na ala oeste do prédio, mas guardado por um funcionário de uniforme e ele tinha uma cara engraçada, com um enorme bigode branco cobrindo o nariz e boa parte da boca, e óculos grandes e pesados, que certamente não combinavam com um funcionário de segurança, mas ele parecia um tanto rigoroso, mesmo que não tivesse o ar mais esperto do local. Os funcionários e cientistas entravam todos por ali, provavelmente, já que não parecia ter nenhuma outra entrada ao redor do prédio.
O aeroplano começou sua descida para aportar em Lighthalzen, o que desagradou Alisia mas não estragou seu bom humor em absoluto. O sorriso dela era enorme, e a felicidade dela mal cabia em seu pequeno corpo. Ela comentava com todos sobre as hélices que direcionavam a embarcação, sobre o tamanho do balão que estava em cima, que soube pela Lyanne que era o que sustentava a embarcação no ar. E nessa falação toda as crianças desembarcaram no aeroporto, passaram pelo controle de saída e estavam na belíssima cidade branca. Mesmo Aristarco,que já estivera ali há poucos dias, se sentiu atordoado pela beleza da cidade, que não era ofuscado em absoluto pela existência de uma grande favela à leste da cidade.
Enquanto andavam em direção à entrada da Fundação Rekember, as crianças olhavam tudo ao redor, ao movimento constante de pessoas e aventureiros quando um enorme cavaleiro, montado em seu Peco Peco, apareceu em frente à eles.
- Olha, pequena sábia, tudo bem? - falou olhando diretamente para Lyanne.
- Ahn, olá, senhor cavaleiro. Tudo bem sim. - respondeu com ar de dúvida a pequena sábia, como que tentando reconhecer o estranho que estava à sua frente.
- Poderia encantar minha arma com a propriedade Água, por favor? - perguntou o cavaleiro, apresentando sua lança de uma mão.
- Desculpe, senhor, mas eu não sei fazer isso. Não estudei para ser uma sábia de suporte, mas de batalha.
- Eu posso fornecer o Cristal Azul que vocês precisam, por favor, encante minha arma! Eu sei que vocês sábios fazem isso. - falou o cavaleiro, esticando o precioso mineral e segurando sua lança em frente à garota.
- Senhor, ela disse não saber fazer isso… - começou a falar Yuki.
- Por favor, faça isso, não custará nada pra você! Seja legal! - insistiu o cavaleiro, começando a cansar Lyanne, que sempre tinha que passar por esta situação.
- Está bem, eu faço… - respondeu Lyanne, esticando as mãos e pegando o mineral azul-acinzentado das mãos do cavaleiro. - Então que você receba o gelo que tanto insiste. Rajada Congelante!!
Esticando sua mão esquerda, enquanto a direita segurava o mineral, Lyanne invocou o poder de congelar oponentes, congelando o cavaleiro e seu Peco Peco em um cristal de gelo, para espanto de todos.
- Lyanne! Você congelou o cavaleiro!! - falou quase assustada Kiara.
- Ah, ele estava enchendo já! - respondeu Lyanne, guardando a pedra em sua bolsa, dando de ombros para o cavaleiro congelado e voltando a andar. - As pessoas acham que só porque conhecem um sábio que faz isso todos tem que saber. Agora, vamos, que quero ver esse laboratório. E talvez assim o cavaleiro chato aprenda uma lição.
Passado o susto, Kiara e sua companheira Heika seguiram rindo a sábia, seguidos por Yuki, Carmen, Alisia e Aristarco, todos rindo, embora Alisia lamentasse o desfecho da situação, sempre alegando que ele apenas queria uma ajuda.
Seguindo pelos portões da Fundação, entraram no enorme prédio da empresa, todo iluminado e limpo, muito limpo. Aristarco conduziu suas amigas até a ala leste do prédio, e apontou onde ficava a biblioteca, alguns laboratórios simples e salas de lazer dos funcionários, no caminho para o elevador. Próximo a eles seguiam, na mesma direção, aparentemente, um grupo de funcionários e seguranças, conversando e um pouco alheios ao grupo de crianças ali presente. As crianças os deixaram passar na frente para confirmar a entrada e viram que, de fato, todos se dirigiram ao elevador que levava para os laboratórios, e todos comprimentaram o guarda da porta, o mesmo guarda que Aristarco descrevera no aeroplano. Lyanne tomou a dianteira do grupo e conversou com o guarda.
- Olá, seu guarda! Estamos estudando somatologia e gostaríamos de conversar com um dos cientistas que acabou de entrar, para ver quem poderia nos ajudar.
- Olá, jovem. - respondeu tranquilamente o segurança. - Sinto muito, mas somente funcionários podem entrar nos laboratórios. Sugiro que procurem a biblioteca para suas pesquisas. Ela se encontra no corredor à sua esquerda, na segunda porta.
- Ah, que pena. Mas muito obrigada assim mesmo pela informação. - respondeu desapontada a pequena sábia.
O grupo se afastou na direção da biblioteca para conversar sem serem ouvidos pelos seguranças. Precisavam ver o que fazer para passar pelo guarda. Congelá-lo como Lyanne fez com o cavaleiro? Provavelmente não adiantaria, pois deveria haver mais segurança nos laboratórios, e criar um ambiente hostil não era desejável. O que tornou as idéias de Carmen ainda menos bem-vindas, já que as técnicas dos Mercenários certamente eram violentas demais para a situação. Até que Heika comentou que achou engraçado que a maioria dos funcionários usava aqueles bigodes enormes e óculos pesados. Aristarco comentou que talvez fosse assim que o guarda reconhecia os funcionários, porque era realmente muito forte a presença desse esteriótipo. Assim ele e Yuki resolveram correr para o mercado da cidade para comprar óculos de brinquedo e bigode falso que o pequeno bruxo havia visto em sua visita anterior e Carmen, usando os poderes de furtividade de sua classe, entrou em um laboratório aberto e furtou um jaleco que um funcionário havia deixado pendurado em uma das cadeiras no horário de almoço.
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Finalmente consegui chegar aqui /o/ agora só esperar o próxima cap. XDDDD hehehehe