bRO fanfic | Capítulo 28 – Somatologia: Juntando o grupo (parte 1)
Publicado por Lobo em 05 Fev 2009 | sob: bRO Fanfic
Carmen estava sentada na praça central de Izlude com Lyanne, enquanto afiava sua Jur, uma conjunto de duas lâminas afiadas que se prendem no antebraço, feitas para atacar rapidamente os pontos fracos dos oponentes, e conversavam sobre Lunáticos, Porings e outros monstros que ambas achavam fofos, quando viram no céu, o aeroplano chegando. Ele vinha do norte, como sempre, dava a volta por cima da cidade, para pousar no aeroporto à sudeste da cidade. Carmen continuou a afiar sua arma enquanto a pequena sábia seguia com os olhos o aeroplano.
- Nossa, precisamos voar num desses qualquer dia, Carmen! Eu PRECISO voar nessas máquinas incríveis qualquer dia! Deve ser muito legal! - falou empolgada Lyanne.
- Eu já tentei entrar escondida no aeroplano, como já fiz várias vezes em barcos, mas a segurança do aeroporto é maior que dos portos. - falou rindo Carmen
- Mas não precisa ser de graça, menina! Parece uma arruaceira, que quer tudo de graça! - retrucou Lyanne, enquanto se levantava e ajeitava sua roupa. - De vez em quando eu acho que você deveria ser uma arruaceira como sua mãe. Vou comprar uma maçã, quer uma pra você?
- Ah, eu quero sim! Brigada! Mas eu não sou igual minha mãe. Eu sou uma Mercenária, lembra? Mas não tenho nada contra conseguir itens mais baratos, de vez em quando. - sorriu a pequena mercenária.
Lyanne foi até o vendedor de frutas de Izlude, à sudeste da cidade, para comprar duas maçãs, sempre de olho no aeroplano em suas últimas manobras para pousar no aeroporto, enquanto Carmen limpava sua Jur na barra de sua saia e as embainhava nos suportes de suas pernas quando Aristarco apareceu correndo na direção dela.
- Carmen! Que bom que te achei rápido! - falou excitado o pequeno bruxo.
- Você procurando a Carmen, Aristarco? - falou em tom jocoso Lyanne, que voltava com as duas maçãs. - Que raro! Alguma coisa você quer dela!
- Ah, oi, enxerida, tudo bem? Não percebi que você estava aqui. Deve ser porque não senti nenhum tipo de emanação mágica.
- De novo vocês vão discutir sobre magias poderosas e como conjurar magia? Vocês dois ainda vão me cansar! - falou Carmen, levantando e pegando a maçã.
- Tá bom, tá bom, não está mais aqui quem falou, Carmen! - respondeu Lyanne, começando a comer sua fruta favorita.
- Bom, então, Carmen, eu preciso de sua ajuda para entrar em um lugar, mas ele é proibido para crianças. - continuou Aristarco.
- Você quer entrar em alguma taberna? Quer beber alguma coisa? Acho que seu pai não vai gostar muito. - falou Lyanne.
- Não, não é isso! - respondeu Aristarco. - É um laboratório, e acho que isso também será de seu interesse, Lyanne. São os laboratórios da Fundação Rekember!
- Você foi até Lighthalzen, bruxo? - falou com espanto Lyanne.
- Fui sim, sábia! - respondeu Aristarco.
- Interessante, Aristarco. O seu problema são guardas ou alguma porta que precisa ser destrancada? E você sabe o que tem para ser visto? - perguntou de boca cheia de maçã a pequena mercenária.
- Guardas, a princípio, mas não sei se existem portões. Eu sei que você consegue ir sozinha, mas você consegue esconder mais gente com suas habilidades? - respondeu Aristarco.
- Não, não tem como esconder os outros. Mercenários trabalham sozinhos, lembra? Mas podemos ver o que dá pra fazer. Se tem algo secreto acontecendo, então acho que temos que descobrir, não? - falou Carmen, curiosa para saber o que havia de tão secreto nos laboratórios.
- Parece divertido. Que tal chamarmos a Alisia e a Kiara para ir com a gente? - perguntou Lyanne, terminando de comer sua maçã.
Ambos concordaram. Alisia era sempre uma boa companhia, por ser muito rápida, e tinha virado Cavaleira há pouco tempo, então certamente iria querer viajar um pouco para desenvolver suas habilidades, e Kiara era uma odalisca da idade deles, que adorava viajar e sempre conseguia enfeitiçar os outros com suas danças, o que era útil na hora de se livrar da atenção de adultos. Assim, os três correram para Prontera, onde certamente encontrariam as duas perto da entrada do castelo, ao norte da cidade.
Ao chegar perto do Castelo de Prontera, o trio encontrou além das duas amigas que procuravam, mais duas crianças conversando com elas. Alisia estava sentada ao lado de uma garota ruiva, de cabelos curtos e olhar alegre, usando os trajes típicos das sacerdotisas, enquanto Kiara dançava alegremente com outra odalisca, de cabelos dourados e feições orientais. Ao se aproximarem, Alisia apresentou a sacerdotisa como sendo Yuki, e a outra odalisca como sendo Heika. Um pouco mais afastado do grupinho, algumas pessoas da cidade, e mesmo alguns aventureiros, estavam assistindo à dança das duas, enquanto um bardo chamado Arthail, que geralmente ficava em Prontera, tocava seu bandolim embalando a dança das duas pequenas odaliscas. Como sempre, seu longo chapéu verde estava no chão, e quem quisesse colaborar com a vida nômade do bardo poderia jogar algumas moedas em seu chapéu. Graças à apresentação das duas pequenas odaliscas, seu chapéu estava cheio de moedas.
O trio explicou à mini cavaleira os planos o qual, para o expanto de todos, ela aceitou na hora. Entrar num lugar sem ser convidada não era do feitio de Alisia. Mas, sem se preocupar mais, convidaram Yuki para ir com eles, que também aceitou na hora. Assim, bastava que a apresentação das meninas terminasse para que elas fossem com eles para Izlude, para pegar o Aeroplano e ir para Lighthalzen.
O bardo, agradecido pela ajuda e elogiando a performance da dupla mirim, ofereceu pagar a passagem para as crianças com o dinheiro arrecadado com uma condição: contar a ele tudo o que aconteceu, para ele fazer uma balada digna destas crianças. E assim elas conseguiram a passagem para o aeroplano.
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