bRO fanfic | Capítulo 27 – Interlúdio
Publicado por Lobo em 29 Jan 2009 | sob: bRO Fanfic
Duas pessoas da Duality ficaram absolutamente fascinados com a história. Seria, é claro, injusto falar que somente estes dois ficaram curiosos e ansiosos para conhecer toda a saga do resgate de Elenna e Dorei, mas duas ficaram quase obstinadas por tudo o que aconteceu. Uma delas pode participar do resgate e, portanto, vivenciar parte do que a outra adoraria ter vivenciado, mas era justamente no que causou o motivo da viagem que instigou tanto Dark Alice a conversar com Elenna e Dorei por dias seguidos, comparando a vivência do casal com os estudos que fazia nas bibliotecas de Prontera, de Juno e da Catedral de Prontera. Mas esse era o foco que menos interessava à Haagen, já que o bardo se interessava muito mais na história da viagem, seus perigos, seus encantos do que pelos aspectos técnicos do acontecido. Assim, o material de trabalho de Haagen era maior do que o de Dark, já que ele podia conversar com mais pessoas, e até mesmo visitar alguns dos locais que os guerreiros haviam visitado.
E foi em uma destas viagens de Haagen que seu filho, Aristarco, o pequeno bruxo, acompanhando seu pai pelo conhecimento e pelo prazer das viagens, descobriu a viagem de aeroplano. Descobriu como era interessante ver as cidades, os campos, florestas e o mar de cima, lugares que ele conhecia mas que, neste novo ângulo, eram totalmente novos. E a todo momento perguntava a seu pai que cidade era aquela, que lugar era aquele, como se sua vida dependesse dele conhecer todos os lugares possíveis de se ver de cima. Mas, depois de Prontera e da enorme torre dos magos de Geffen, a cidade que mais o chamou atenção foi Lighthalzen.
Ele não sabia dizer bem o que era, se era a beleza aparente da cidade, com suas pedras brancas, que reluzia como uma pedra preciosa vista do alto, ou se eram as enormes construções da cidade, que Haagen apontou como sendo o hotel da cidade, o prédio da Fundação Rekember e a nova Guilda dos Ferreiros. Mas definitivamente a cidade de Lighthalzen atraía o pequeno bruxo. Tanto que, assim que, enquanto Haagen descia em Juno para encontrar Dark Alice, Aristarco deixou o vôo internacional para o vôo nacional de aeroplanos, para descer na Cidade do Aço.
Quando o capitão da aeronave avisou aos passageiros que estavam descendo em Lighthalzen, o pequeno bruxo já estava na prancha de desembarque, sem ao menos descer para conhecer a incrível aeronave. Assim que teve autorização para descer, Aristarco correu entre os viajantes que desciam para o aeroporto da Cidade do Aço para ser o primeiro a chegar naquela pérola branca. O aeroporto situava-se ao sul da cidade, então Aristarco, assim que saiu do prédio deu de cara com a loja de armas e armaduras, um prédio fácil de reconhecer pelo enorme machado que pendia do teto do prédio, em um mecanismo que fazia a enorme peça descer e subir como se estivesse cortando a frente do prédio.
Como nunca teve um interesse muito grande por armas, não entrou para conhecer o estabelecimento, ficando apenas impressionado pela construção em si. Indo em direção ao centro da cidade, encontrou o hotel, que circundava toda a área noroeste da praça central, e entrou para conhecer o local.
O hotel era realmente impressionante. Um enorme candelabro pendia na entrada do saguão, iluminando o impecável tapete vermelho que se estendia da entrada do prédio até o balcão de recepção onde, apesar de ser apenas uma criança, foi muito bem atendido pela recepcionista. À direita e à esquerda duas grandes escadas em espiral levavam ao segundo andar do prédio, onde ficavam os luxuosos quartos com camas com dossel e acomodações impecavelmente limpas.
Saindo do hotel encontrou outros prédios, como o de comércio, onde era possível comprar desde frutas até brinquedos e fantasias, em um mesmo local. Era um conceito interessante, diferente do que estava acostumado, onde os vendedores escolhiam os prédios que melhor interessassem para seus negócios. A única semelhança com as cidades do reino era que os comerciantes de armas e armaduras ficavam em outro prédio.
Na área leste da cidade, dividida do restante pela estrada de ferro que cortava a cidade de norte a sul, existia uma enorme favela. Era outro conceito novo para Aristarco, já que no reinado todos eram igualmente cuidados por sua majestade, não havendo uma diferença tão grande de posses entre os moradores. Já na República, a julgar pela cidade de Lighthalzen, isso acontecia. Aristarco julgou que talvez não fosse prudente se arriscar a entrar sozinho na favela, apesar de estar com vontade de conhecê-la. Resolveu que iria então para seu objetivo inicial: a Fundação Rekember.
Voltou para o centro da cidade, deu a volta no hotel até ficar de frente aos enormes e brilhantes portões da construção que tomava a maior parte da área noroeste da cidade. Passando por seus portões, e seguindo pela ponte de pedra branca que atravessava o lago artificial da entrada da área, atravessou as enormes portas de entrada do saguão, sendo recebido por um funcionário muito educado, que se ofereceu para mostrar a área visitável da Fundação. Seguindo o guia, Aristarco viu a enorme biblioteca, os quartos de alguns cientistas, a entrada da área restrita, onde haviam os laboratórios e áreas de pesquisa, e parte da área administrativa.
Ao fim do tour, o guia deixou Aristarco à vontade para passear no local, desde que obedecesse aos funcionários e guardas do local. Assim, o primeiro lugar que tentou conhecer foram justamente os laboratórios, mas um guarda de óculos padrão da guarda e bigodes grandes e grisalhos o barrou educadamente, avisando que pessoas não autorizadas não poderiam acessar aquela área restrita. Assim, sem ter como conhecer a área mais interessante, seguiu para a biblioteca, onde começou a olhar os livros aleatoriamente.
Assim ficou conhecendo um pouco mais da história da Fundação, alguns de seus funcionários mais ilustres, descobriu onde, afinal, Gabi havia aprendido e estudado a criação dos homunculi que agora acompanhavam ela e Annie. E descobriu que alguns cientistas da Fundação procuravam criar formas de vida mais evoluídas que estes homunculi. E isso só atiçou a vontade de conhecer estes laboratórios. Mas como passar pelo guarda que barrava a entrada?
Saindo do prédio da Fundação com esta dúvida, chegou à conclusão que ele só conhecia uma pessoa que ele poderia perguntar isso, e que era confiável, e que certamente cobraria para o resto da vida dele o favor que estava para pedir: Carmen. No mesmo instante, correu para o aeroporto da cidade.
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Nossa, ficou bem legal a transição de uma história para a outra!! Adorei!!
E o final, então? “só conhecia uma pessoa que ele poderia perguntar isso, e que era confiável, e que certamente cobraria para o resto da vida dele o favor que estava para pedir: Carmem”. hahahahahaha!! Ficou ótimo!!
E vamos começar mais uma saga!
Só senti falta de uma explicação do que aconteceu com a Elenna e o Dorei!
Espero que você coloque uma explicação, by Dark, em algum momento!