bRO fanfic | Capítulo 23 – A Busca: a raiz da vida (parte 11)
Publicado por Lobo em 01 Jan 2009 | sob: bRO Fanfic
Dorobou percebeu que a escuridão o engolfou, e acreditou que o olhar da alquimista seria a última coisa que veria na vida. De repente não estava mais caindo, e notou que estava em um chão de madeira, que mais parecia uma raiz enorme, de pé, e essa raiz seguia de lugar algum para lugar algum com muitas ramificações. Olhou para cima e não viu um teto. No espaço acima da raiz e do interminável mar existiam enormes quedas de água, vindas não se sabe de onde, e pequenas plantas de todas as cores brotavam do chão. De repente viu ao seu lado Gabi aparecer, com seu carrinho e abraçada ao seu homunculus, seguida de Aisha, com arco na mão e flecha em outra, já surgindo e olhando ao redor, seguida de Alice, Katrina, Elizabetti, Kurai, Dark Alice e, por último, Katrina montada em seu GrandPeco. Elas surgiram ao seu lado, e Gabi logo soltou seu homunculus e abraçou o arruaceiro.
- Não acredito que você pulou por nós naquele poço!! Não acredito que você fez isso!! Agora ninguém pode duvidar que você é um guerreiro!! Eu achei que tinha perdido você!!
- Não preciso que ninguém acredite em meu valor, Gabi, nunca precisei. Estou fazendo isso unicamente porque sinto falta de um sorriso, e a meu ver apenas encontrando Elenna e Dorei poderei ver novamente este sorriso que me é tão caro. - respondeu sorrindo Dorobou, olhando Gabi nos olhos.
- Para onde vamos agora? Dark, alguma idéia? - falou Kurai, olhando para as raízes que eram seu chão.
- Bom, não tenho mais dúvidas que estamos em Yggdrasil. Olhem as plantas multicoloridas que temos ao redor. São muito raras, e aqui aparecem em abundância. Onde mais encontraríamos tantas? - disse Dark Alice, olhando ao seu redor. - Acho que, se seguirmos esta raiz na direção da parte mais estreita, encontraremos a saída. Vamos seguindo o caminho mais largo, então, pois parece mais seguro.
Seguindo a ramificação mais grossa da raiz, o grupo seguiu entre plantas verdes, amarelas, vermelhas, brancas e até brilhantes, que mudavam de cor a todo momento. Gabi coletou algumas folhas destas plantas, para fazer experimentos, e guardou em seu carrinho e, ao cortar uma das plantas brilhantes do local, encontrou um mineral que parecia estar incorporado à planta e chamou a sábia.
- Dark, já viu isto? Uma planta que nasce em em pedra?
- Isso não é uma pedra qualquer Gabi! - falou a sábia, ao se abaixar e analisar a superfície de onde surgia a planta multicolorida. - É um minério muito raro, que eu mesma só pude ver depois de muito insistir na Academia de Juno.
- Muito raro, Dark? É um Emperium, por acaso? O minério que representa o poder? - falou a alquimista, ao olhar melhor a drusa cristalina que estava escondida antes pela planta.
- Exatamente! Você encontrou um Emperium!
Gabi recolheu a drusa daquele cristal amarelado, brilhante e que emanava um leve calor próprio, mostrando para as sacerdotisas o que havia encontrado. A simples visão do achado aqueceu o coração dos guerreiros, que se sentiam mais leves naquele local, depois de tudo que haviam passado, até que Kurai apontou mais adiante uma abertura na raiz que parecia ter sido construída por mãos humanas, formando uma espécie de casebre, adornado por flores, de onde emanava um vento muito sutil e muito gelado. Aisha, que estava com o espírito mais leve de ver o mineral, sugeriu que aproveitássemos a parada e o local para que descansassem um pouco da viagem e comessem algo, pois pressentia que estava na hora de recuperarem as energias, e aquele parecia ser um ótimo lugar para isso.
Assim, todos se serviram de algumas poções, sentaram-se encostados uns aos outros ou na pequena construção, e descansaram por algum tempo, pois o que Aisha havia falado fazia sentido. Não sentiam sono, e apenas de pararem naquele local tão bonito e calmo se sentiram revigorados em poucos minutos como se tivessem dormido por uma noite inteira.
Após comerem, Aisha se levantou e falou para seus amigos:
- Acho que é por aqui que temos que ir. O ar desta abertura difere totalmente do local que estamos. Acho que estamos próximos ao nosso destino final! Vamos, pois um casal nos espera para ser resgatado!
Falando isso, entrou pela abertura, seguida pelo grupo de guerreiros. Dentro da abertura, onde era possível andar de pé, seguindo a direção de onde vinha o vento gelado, e da tênue luz que vinha do final do pequeno túnel, era possível ver que era todo feito de pedras escuras e terra. Ao olhar para trás, viam apenas o breu da caverna, sendo impossível ver o local de onde estavam até aquele momento. Seguiram em frente e subiram uma escada de pedra úmida e cheia de musgo, e saíram em um local de terra avermelhada e cinza, que parecia ser noite, e com um ar pesado como um cemitério abandonado. Aisha rapidamente saltou para fora do buraco onde terminava a escada e se viu cercada por túmulos, árvores retorcidas e mortas, em um local triste e sombrio, com o ar tão gelado que parecia cortar sua pele e a velha sensação de que estavam em um lugar morto. Conforme seus companheiros saiam pelo buraco e sentiam a mesma coisa, se preparavam para qualquer situação que poderia aparecer, com os guerreiros pegando suas armas, sacerdotisas encantando a todos com as bênçãos protetoras, assumindo posição de combate. Diferente do local onde estavam, onde reinava a paz, estavam em um local onde a morte parecia estar constantemente de olho neles.
Não havia a menor dúvida para os guerreiros. Estavam em Nifflheim, e não havia mais como voltar!
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