Depois de muitas árvores, plataformas e pontes de madeira chegaram a uma região que em que as plataformas eram maiores, e haviam muitas escadas levando até o chão. Nas plataformas altas era possível ver algumas casas de madeira e folhas, muito bem integrada à floresta que fazia parte, tudo bem rústico.

Mal entraram cruzaram uma ponte, o grupo de guerreiros que escoltavam os aventureiros se dispersou, saudando uma garota vestida como uma pesquisadora, com roupas cáqui e chapéu, que era totalmente diferente dos Wootans, era uma humana como os guerreiros. Ao ver o grupo de aventureiros a aventureira de cabelos vermelhos e óculos de lentes pequenas abriu um sorriso.

- Há quanto tempo eu não vejo humanos! Sejam bem vindos, mas sejam pudentes aqui nesta cidade. Não são todos os Wootans que aceitam estranhos.

- Olá, pesquisadora. - respondeu Dark Alice – Então o nome desta raça é Wootan? Interessante.

- Sim, é este o nome deles. São guerreiros formidáveis! Raramente um grupo grande como o seu chega aqui inteiro, ainda mais escoltado por eles! - retorquiu a pesquisadora.

- De fato, eles estavam para nos atacar quando tentamos dialogar e dissemos estar atrás de Yggdrasil, a árvore da vida. Foi quando notamos que eram seres inteligentes, não apenas criaturas agressivas. E nos trouxeram até você. - respondeu a sábia.

- Vocês buscam a Árvore da Vida? Estão atrás de algum tesouro, ou uma grande aventura, imagino. Isso é bastante comum… - a pesquisadora foi interrompida por Aisha.

- Não viemos atrás de glória ou fortuna, não se preocupe. Estamos buscando minha prima, que está desaparecida e acreditamos que está em um lugar que só podemos chegar pela Árvore da Vida. - respondeu Aisha de forma enérgica, mas suave.

- Ah certo. Bom, posso ver em seus olhos que está falando a verdade, aventureira. Neste caso, preciso informar o líder da aldeia, e preciso levar um de vocês como representante do grupo, enquanto o restante espera aqui na entrada da cidade. Quem poderia me acompanhar? - respondeu ainda com um sorriso a pesquisadora.

- Eu irei, já que eu organizei este grupo. - disse Aisha, adiantando-se. - leve-me ao líder da aldeia, por favor. Enquanto vocês, esperem que eu volte, e fiquem de prontidão para qualquer coisa.

- Pode deixar que ficaremos bem, Aisha. - respondeu Katrina – Vá e , por favor, aja de forma calma.

Aisha seguiu a pesquisadora pelas passarelas que entremeavam a floresta densa que cobria a cidade. Ainda era tarde, então os insetos voavam livremente no ambiente úmido da cidade, embora não abafado por conta da constante brisa e do teto formado pelas altas árvores milenares que ali existiam. Seguindo sempre direção noroeste, pelo que Aisha podia notar, chegaram a uma cabana maior, onde algumas crianças wootan brincavam, usando máscaras de madeira e pulando umas nas outras, e Aisha seguiu a pesquisadora através da pequena porta da frente. O povo da cidade era bem mais baixo e de pele mais escura que os humanos, mas pareciam ser muito ágeis, diferente dos guerreiros que rondavam o lado de fora da cidade.

A grande cabana de madeira era decorada com tapeçarias rústicas, mas bem trabalhadas, e possuía uma mesa simples no centro, e uma cadeira ao fundo, bem de frente para a porta, da qual levantou um wootan como os da cidade, de pele escura e baixo, mas era visivelmente mais forte e mais velho que os que havia visto na cidade, com pinturas brancas pelo corpo, coberto com roupas simples e uma coroa rústica em sua cabeça e segurando um longo cajado com a ponta recurvada. Apenas uma barba rala e branca adornava seu rosto sério e queimado pelo sol.

Ele acenou para a pesquisadora e se virou para Aisha, falando na mesma língua dela, com uma entonação mais gutural, certamente por conta de sua própria língua.

- Olá, guerreira! Seja bem vinda a Umbala. É conhecida da garota branca que a trouxe?

Antes que Aisha respondesse, a pesquisadora respondeu com calma para o chefe da tribo:

- Na verdade, grande chefe, eu a trago pois ela busca a Árvore da Vida, com o devido respeito que a Grande Árvore merece.

O chefe da tribo virou sério para a pesquisadora enquanto ela falava, e depois voltou a olhar para a alta garota de cabelos verdes à sua frente, analisando-na de cima a baixo.

- É uma guerreira como os Wootans, garota pálida?

- De certa forma sim, grande chefe. Sou uma guerreira arqueira. - Aisha respondeu seriamente, devolvendo o olhar do chefe, e lentamente alcançou seu arco e o mostrou para o pequeno, mas imponente, líder daquela raça.

- Oferece sua arma a mim sem ameaçar-me, garota pálida? Naturalmente é uma guerreira humilde, e por isso concedo a você passagem pela nossa cidade pelo tempo que precisar. Mas você responderá por seus guerreiros.

- Nada mais justo, grande chefe. Responderei a qualquer ofensa que meus amigos vierem a cometer perante o senhor. - respondeu Aisha, prendendo novamente seu arco em sua aljava.- Como falou a pesquisadora, busco Yggdrasil em busca de meus familiares.

- Observe meu povo e mostre-me ser capaz de nos entender, guerreira, e eu te direi o que precisa e deseja saber. Possui até o anoitecer para voltar aqui e me mostrar ter nos entendido. Mostre sua sabedoria, e eu mostrarei a minha. Vá em paz!

Aisha agradeceu ao chefe com um aceno e saiu pela porta, vendo que as crianças que brincavam agora estavam sentadas jogando algum tipo de jogo de tabuleiro com conchas e pedras. A pesquisadora a seguiu até fora da cabana, passando pelas crianças e afagando suas cabeças.

- Infelizmente não posso ajudá-la, guerreira, nesta missão. Mas tenho certeza que, com um grupo tão diverso quanto o que te acompanha, conseguirá entender o que o grande chefe wootan quer que você mostre a ele. Boa sorte!

- Obrigada, e até breve. - respondeu Aisha, que voltou para a entrada da cidade, onde estava seu grupo, olhando ao redor, com algumas crianças olhando para os guerreiros, curiosos.

Aisha os inteirou do que foi conversado na cabana, e disse que tomassem muito cuidado para não ofender o povo da cidade de Umbala. Precisavam da informação do chefe, e para isso Aisha precisava de toda ajuda do grupo. Eles desceram para o chão de terra batida por uma das enormes escadas para conhecer a cidade, as casas, o pequeno comércio, construções, procurando alguma dica do que o chefe havia pedido. A todo momento as crianças de Umbala seguiam os guerreiros, curiosos e tentando falar com eles, em sua língua rústica e gutural, mas pareciam especialmente interessados na templária Katrina e seu GrandPeco, e esta sorria de volta para as crianças, e até colocou uma em cima de sua montaria para brincar com elas. Enquanto isso, Aisha permaneceu na plataforma mais alta, com seu falcão agora pousado eu seu braço esquerdo, olhando para toda a cidade analisando tudo o que seus olhos alcançavam, analisando todas as árvores, pequenos animais, a vida em geral. Dark Alice, assim como as sacerdotisas, analisavam as estruturas e construções, investigando toda a capacidade inventiva daquele povo recluso e inventivo. Gabi e Dorobou andavam pelas plataformas, com o carrinho da alquimista parado próxima a uma funcionária Kafra que encontraram no centro da cidade, e que falava com eles feliz por encontrar outros humanos, enquanto Kurai vagava a esmo olhando o entorno, analisando as tapeçarias e outros objetos de culinária e vestimenta dos habitantes, curiosa pela arte daquele povo pequeno e criativo.