Dezembro 2008
Arquivo Mensal
Blog da Carol e do Lobo, pra quem gosta de ler e se divertir.
Arquivo Mensal
Publicado por Lobo em 24 Dez 2008 | sob: bRO Fanfic
A Duality veio desejar um Feliz Natal aos leitores, com o bardo Haagen tocando uma canção natalina típica de Rune Midgard. Pena que vocês não podem ouvir, porque dá pra ver que todos estão apreciando a canção.
Na verdade, olhando bem, nem todos estão prestando tanta atenção assim.
Dá pra ver que o Dorei está chegando ainda, junto à Dark Alice, assim como os arruaceiros estão vindo conversando. Provavelmente Miadra está perguntando ao Dorobou quando ele vai colocar o chapéu. E parecem não se importar do Gosmúnculus de Annie estar seguindo o arruaceiro. Será que ele quer um chapéu também?
Por falar em chapéu, parece que Obi-Wan está tendo problemas com sua esposa. Ela quer que ele use um laço ou o chapéu de verão, mas ele claramente quer usar seu chapéu marrom. Boa sorte, Obi! E Katrina não sabe que laço colocar em seu agitado GrandPeco, e parece que Aisha tem uma sujestão interessante. Algo me diz que a pobre montaria estará em apuros em breve. Se ela ao menos voasse, como os dois felizes falcões…
Eu acho também que o Aristarco discutiu com a Alisia, já que nenhum deles está prestando atenção à música. Será que é porque ela virou cavaleira e não o chamou? Ou pode ser apenas que o pequeno bruxo tenha resolvido conversar com Toki, enquanto a pequena cavaleira está apreciando a roupa de Elenna.
Em todo caso, parece que até mesmo o misterioso Agent Error resolveu parar um pouquinho para curtir as festas, brincando com uma moeda, como sempre. Kurai, Gabi e Carmen estão curtindo o som, e parece que Alice está maravilhada, não? Elizabetti está ouvindo os devaneios de Karen ou a música? Talvez ambos, quem sabe o que se passa na cabeça dessa misteriosa sacerdotisa?
Bom, eu me junto, então, aos meus queridos personagens para desejar a todos um Feliz Natal e uma ótima virada de ano! Que as bênçãos de Odin recaiam a todos os leitores!!
Ah, semana que vem eu volto com os capítulos! E já tenho mais histórias na cabeça para escrever!
o/
Lobo
Publicado por Carol em 23 Dez 2008 | sob: No trabalho, Quentinhas do Terra
Essa é do “Planeta Bizarro” do G1! Olhe a noticia completa aqui!!
“O cavalinho batizado de ‘Fat Boy’ deu trabalho para bombeiros e policiais de Newquay, no sudeste da Inglaterra, na madrugada desta terça-feira (14). Depois de passar a noite comendo maçãs fermentadas - que já tinham caído do pé há algum tempo -, o pônei ficou bêbado e caiu em uma piscina.
“Fat Boy” escapou de seu estábulo e, acompanhado de outro pônei, devorou centenas de maçãs que haviam caído de árvores na fazenda onde vive. Como estavam no chão há muito tempo, as maçãs já tinham começado a apodrecer e fermentar, produzindo álcool.
Por volta das 3h da madrugada, “Fat Boy” quebrou uma cerca e caiu na piscina da fazenda. O barulho acordou sua dona, Sarah Penhaligon, 28 anos. “Eu não sabia o que tinha acontecido. De longe, vi um corpo gigante e escuro na piscina. Só depois vi que era um cavalo”, conta.
Sem saber o que fazer, Sarah ligou para a polícia e, enquanto aguardava ajuda, tentou acalmar o pônei… dando a ele mais maçãs fermentadas. “Nunca imaginei que aquilo pudesse deixar alguém bêbado, ainda mais um animal.”
Essa é uma daquelas situações que a gente não sabe se ri ou se chora. Vou comer umas maçãs fermentadas quando chegar em casa…
Publicado por Lobo em 19 Dez 2008 | sob: bRO Fanfic
Assim que anoiteceu, todos se reuniram próximo à Kafra da cidade, onde combinaram que seria o encontro deles para falarem sobre o que descobriram, na tentativa de encontrar o que o chefe Wootan havia solicitado. Começaram a conversar assim que foram se juntando e apenas Katrina e Kurai chegaram pouco depois de anoitecer, juntas e conversando. Ao chegarem ao grupo que estava confabulando, Kurai comentou:
- Vocês repararam que até as crianças usam máscaras aqui? Eu não faço idéia de como é o rosto desse povo! Só a Kafra e a pesquisadora não usam máscaras… Que esquisito, não?
Todos pararam de falar ao mesmo tempo e olharam para a jovem caçadora, que não entendeu bem o que havia acontecido.
- Menina, você não faz idéia do que falou! - respondeu Dark Alice com um dos seus raros sorrisos sinceros. - Estamos conversando aqui há muito tempo e não nos demos conta exatamente deste fato! Gabi, por acaso em seu carrinho você não possui algum tipo de máscara que Aisha pode usar?
- Acho que sim. Não creio que seja simples assim. Até mesmo um condimento avermelhado e picante eu encontrei aqui para fazer comida, mas não reparei nisso! Muito bom, Kurai!!
Gabi deu uma olhada em seu carrinho e encontrou uma Máscara Feliz lá no fundo, uma máscara muito simples com um sorriso desenhado, feita de felpas, jellopies e trevos encontrados em qualquer canteiro de qualquer cidade, uma máscara simples e que muitas crianças brincavam em todas as cidades do reino, que ela nem lembrava que estava ali. Certamente alguém tinha deixado cair e ela pegou para entregar a alguma criança depois, mas acabara ficando em seu carrinho. Entregou a Aisha que a pegou, olhou com cara de quem não acredita, e seguiu novamente para a parte mais noroeste da cidade, na cabana do chefe.
Antes de entrar na cabana, deu uma última olhada nas pessoas que as seguiam, e todas usavam algum tipo de máscara. Deu um breve sorriso, prendeu a máscara em sua face e entrou na cabana do chefe.
Ao ver aquela cena, o chefe abriu um enorme sorriso e abriu os braços em direção à guerreira.
- Muito bem, guerreira de pele branca! Você e seu grupo realmente compreenderam o verdadeiro espírito dos Wootan! Eu a recebo em minha casa com alegria! Passem a noite conosco, e amanhã os levarei até o marceneiro!
- Obrigada. - respondeu Aisha, retirando a máscara. - Mas, se possível, gostaríamos de partir o quanto antes rumo a Nifflheim, a fim de salvar minha prima perdida.
- Vocês, altos e pálidos guerreiros, são muito apressados. Mas que assim seja. Siga até o final de nossa cidade que encontrará o marceneiro. Entregue a ele sua máscara e ele abrirá a porta dos mundos para vocês. Mas tomem cuidado, pois o caminho não é fácil, e terão a companhia de criaturas que vivem na árvore. Vão em paz, e que a natureza os proteja. - respondeu com calma o chefe Wootan, que sentou-se novamente eu seu trono.
Aisha saiu, encontrou seus amigos e os guiou até a extremidade norte da cidade, onde a última ponte de madeira dava para um caminho de terra batida, que terminava em um enorme tronco de árvore, perto do qual sentava um velho Wootan que os olhou com interesse quando chegavam. Ao ver que o velho levantou-se, Aisha mostrou a Máscara Feliz que estava em sua mão, que ele olhou com interesse, e a entregou.
O velho virou de costas para o grupo e, esticando a mão até a parede de madeira que era o enorme tronco da árvore que bloqueava o caminho de terra, abriu uma porta pequena que não parecia estar ali antes, e se afastou para que os guerreiros seguissem viagem. Aisha entrou pela porta, seguida pelo grupo.
Ao entrar pela porta, deram de cara com uma espécie de caverna enorme, com uma iluminação que parecia vir da própria parede feita de madeira, com cristais de todas as cores incrustados por toda sua extensão, como que nascendo de dentro da parede. A própria parede de madeira da caverna parecia ter sido escavada naturalmente. Era difícil entender como aquilo poderia ter sido feito por algum meio humano ou natural. Logo no começo a caverna bifurcava, com o caminho da direita indo direção para baixo, e o esquerdo para cima, pelo que parecia.
- Creio que, como estamos indo em direção a um reino governado por uma bruxa, devemos seguir para baixo, se realmente estamos na Árvore da Vida. - disse Katrina, olhando para seus companheiros.
- Creio que esteja certa, prima. - respondeu Aisha. - vamos seguir sempre para baixo, então.
Os guerreiros seguiram por uma série de túneis todos feitos de madeira, com seus passos ecoando por toda a caverna, agitando as raízes e galhos que pareciam brotar do chão e do teto, como se não houvesse um sentido correto de crescimento para estas plantas que faziam parte das paredes.
Seguiram andando por bastante tempo, passando por diversos caminhos que pareciam ser um labirinto, mas Aisha andava determinada nas bifurcações, sempre seguindo para baixo, cada vez mais fundo naquela estranha caverna de madeira. O caminho parecia seguir mesmo para as entranhas da terra, descendo cada vez mais até que chegaram a um local que um buraco profundo parecia levar a lugar algum, escuro e silencioso.
- E agora, irmã, o que faremos? - perguntou Gabi, olhando para aquele poço que até mesmo seu carrinho parecia poder passar sem problemas.
- Bom, é para baixo que estamos indo, e este parece ser a entrada para o local mais fundo de Midgard. - respondeu Aisha. - Acho que não temos mais outro caminho para ir. O que acham, portadoras do conhecimento divino?
Elizabetti e Alice se entreolharam, cada qual com sua cara de dúvida, e não falaram nada, apenas acenaram com a cabeça que não sabiam.
- Bom, se estamos indo para a terra das névoas, e nossa amada líder acredita que é para lá que temos que ir… - Dorobou falou e, ao teminar a sua frase, olhou bem fundo nos olhos de Gabi, e pulou para dentro do buraco, desaparecendo completamente da visão de todos.
- Dorobou!!! - Gritou Gabi, que não esperava essa reação do arruaceiro, seguindo com o olhar ele sumindo no poço.
—–
- Amor, você lembra de alguma coisa que aconteceu quando enfrentamos a Ilusão?
- Vagamente. O maldito levantou a mão e senti uma onda de calor intenso e frio intenso ao mesmo tempo. De repente tudo ficou negro e acho que desmaiamos.
- Eu também senti isso. Não sei o que houve.
- Também não, amor, mas tenha certeza que, enquanto houver um sopro de vida em meu corpo não deixarei que nada aconteça a você. Juro que encontraremos uma saída daqui!
- Obrigada, meu amor. Você me deixa mais calma por estar aqui comigo.
Publicado por Lobo em 17 Dez 2008 | sob: dia a dia
Momento “querido diário”…
Hoje vi duas pessoas que eu n via há muito tempo, e ainda uma terceira apareceu no gtalk pra falar comigo!
Uma na USP, quando desci no ponto errado do bus, pq não ia pra onde eu queria, e aí aquele homem das cavernas aparece me chamando! Fazia uns bons anos que eu n o via, até o cabelo dele cresceu! Mas falamos 3 minutos, pq estávamos ambos atrasados.
Depois, vindo pro trampo, encontro o “carequinha” (não por causa do palhaço, mas pelo inimigo do báááátima), na estação de trem. Outro que n via há tempos.
E agora de tarde surge uma fada no meu gtalk! Outra que eu n vejo há ainda mais tempo que os outros dois juntos, e que eu tenho ainda mais saudades.
É legal qdo isso acontece!
Bom, chega de “meu querido diário”, e vamos ver se o resto do dia me traz novas surpresas, embora eu duvide.
E amanhã mais um capítulo da fanfic! Neste mesmo Lobo-horário, neste mesmo Lobo-canal!
Publicado por Lobo em 11 Dez 2008 | sob: bRO Fanfic
Depois de muitas árvores, plataformas e pontes de madeira chegaram a uma região que em que as plataformas eram maiores, e haviam muitas escadas levando até o chão. Nas plataformas altas era possível ver algumas casas de madeira e folhas, muito bem integrada à floresta que fazia parte, tudo bem rústico.
Mal entraram cruzaram uma ponte, o grupo de guerreiros que escoltavam os aventureiros se dispersou, saudando uma garota vestida como uma pesquisadora, com roupas cáqui e chapéu, que era totalmente diferente dos Wootans, era uma humana como os guerreiros. Ao ver o grupo de aventureiros a aventureira de cabelos vermelhos e óculos de lentes pequenas abriu um sorriso.
- Há quanto tempo eu não vejo humanos! Sejam bem vindos, mas sejam pudentes aqui nesta cidade. Não são todos os Wootans que aceitam estranhos.
- Olá, pesquisadora. - respondeu Dark Alice – Então o nome desta raça é Wootan? Interessante.
- Sim, é este o nome deles. São guerreiros formidáveis! Raramente um grupo grande como o seu chega aqui inteiro, ainda mais escoltado por eles! - retorquiu a pesquisadora.
- De fato, eles estavam para nos atacar quando tentamos dialogar e dissemos estar atrás de Yggdrasil, a árvore da vida. Foi quando notamos que eram seres inteligentes, não apenas criaturas agressivas. E nos trouxeram até você. - respondeu a sábia.
- Vocês buscam a Árvore da Vida? Estão atrás de algum tesouro, ou uma grande aventura, imagino. Isso é bastante comum… - a pesquisadora foi interrompida por Aisha.
- Não viemos atrás de glória ou fortuna, não se preocupe. Estamos buscando minha prima, que está desaparecida e acreditamos que está em um lugar que só podemos chegar pela Árvore da Vida. - respondeu Aisha de forma enérgica, mas suave.
- Ah certo. Bom, posso ver em seus olhos que está falando a verdade, aventureira. Neste caso, preciso informar o líder da aldeia, e preciso levar um de vocês como representante do grupo, enquanto o restante espera aqui na entrada da cidade. Quem poderia me acompanhar? - respondeu ainda com um sorriso a pesquisadora.
- Eu irei, já que eu organizei este grupo. - disse Aisha, adiantando-se. - leve-me ao líder da aldeia, por favor. Enquanto vocês, esperem que eu volte, e fiquem de prontidão para qualquer coisa.
- Pode deixar que ficaremos bem, Aisha. - respondeu Katrina – Vá e , por favor, aja de forma calma.
Aisha seguiu a pesquisadora pelas passarelas que entremeavam a floresta densa que cobria a cidade. Ainda era tarde, então os insetos voavam livremente no ambiente úmido da cidade, embora não abafado por conta da constante brisa e do teto formado pelas altas árvores milenares que ali existiam. Seguindo sempre direção noroeste, pelo que Aisha podia notar, chegaram a uma cabana maior, onde algumas crianças wootan brincavam, usando máscaras de madeira e pulando umas nas outras, e Aisha seguiu a pesquisadora através da pequena porta da frente. O povo da cidade era bem mais baixo e de pele mais escura que os humanos, mas pareciam ser muito ágeis, diferente dos guerreiros que rondavam o lado de fora da cidade.
A grande cabana de madeira era decorada com tapeçarias rústicas, mas bem trabalhadas, e possuía uma mesa simples no centro, e uma cadeira ao fundo, bem de frente para a porta, da qual levantou um wootan como os da cidade, de pele escura e baixo, mas era visivelmente mais forte e mais velho que os que havia visto na cidade, com pinturas brancas pelo corpo, coberto com roupas simples e uma coroa rústica em sua cabeça e segurando um longo cajado com a ponta recurvada. Apenas uma barba rala e branca adornava seu rosto sério e queimado pelo sol.
Ele acenou para a pesquisadora e se virou para Aisha, falando na mesma língua dela, com uma entonação mais gutural, certamente por conta de sua própria língua.
- Olá, guerreira! Seja bem vinda a Umbala. É conhecida da garota branca que a trouxe?
Antes que Aisha respondesse, a pesquisadora respondeu com calma para o chefe da tribo:
- Na verdade, grande chefe, eu a trago pois ela busca a Árvore da Vida, com o devido respeito que a Grande Árvore merece.
O chefe da tribo virou sério para a pesquisadora enquanto ela falava, e depois voltou a olhar para a alta garota de cabelos verdes à sua frente, analisando-na de cima a baixo.
- É uma guerreira como os Wootans, garota pálida?
- De certa forma sim, grande chefe. Sou uma guerreira arqueira. - Aisha respondeu seriamente, devolvendo o olhar do chefe, e lentamente alcançou seu arco e o mostrou para o pequeno, mas imponente, líder daquela raça.
- Oferece sua arma a mim sem ameaçar-me, garota pálida? Naturalmente é uma guerreira humilde, e por isso concedo a você passagem pela nossa cidade pelo tempo que precisar. Mas você responderá por seus guerreiros.
- Nada mais justo, grande chefe. Responderei a qualquer ofensa que meus amigos vierem a cometer perante o senhor. - respondeu Aisha, prendendo novamente seu arco em sua aljava.- Como falou a pesquisadora, busco Yggdrasil em busca de meus familiares.
- Observe meu povo e mostre-me ser capaz de nos entender, guerreira, e eu te direi o que precisa e deseja saber. Possui até o anoitecer para voltar aqui e me mostrar ter nos entendido. Mostre sua sabedoria, e eu mostrarei a minha. Vá em paz!
Aisha agradeceu ao chefe com um aceno e saiu pela porta, vendo que as crianças que brincavam agora estavam sentadas jogando algum tipo de jogo de tabuleiro com conchas e pedras. A pesquisadora a seguiu até fora da cabana, passando pelas crianças e afagando suas cabeças.
- Infelizmente não posso ajudá-la, guerreira, nesta missão. Mas tenho certeza que, com um grupo tão diverso quanto o que te acompanha, conseguirá entender o que o grande chefe wootan quer que você mostre a ele. Boa sorte!
- Obrigada, e até breve. - respondeu Aisha, que voltou para a entrada da cidade, onde estava seu grupo, olhando ao redor, com algumas crianças olhando para os guerreiros, curiosos.
Aisha os inteirou do que foi conversado na cabana, e disse que tomassem muito cuidado para não ofender o povo da cidade de Umbala. Precisavam da informação do chefe, e para isso Aisha precisava de toda ajuda do grupo. Eles desceram para o chão de terra batida por uma das enormes escadas para conhecer a cidade, as casas, o pequeno comércio, construções, procurando alguma dica do que o chefe havia pedido. A todo momento as crianças de Umbala seguiam os guerreiros, curiosos e tentando falar com eles, em sua língua rústica e gutural, mas pareciam especialmente interessados na templária Katrina e seu GrandPeco, e esta sorria de volta para as crianças, e até colocou uma em cima de sua montaria para brincar com elas. Enquanto isso, Aisha permaneceu na plataforma mais alta, com seu falcão agora pousado eu seu braço esquerdo, olhando para toda a cidade analisando tudo o que seus olhos alcançavam, analisando todas as árvores, pequenos animais, a vida em geral. Dark Alice, assim como as sacerdotisas, analisavam as estruturas e construções, investigando toda a capacidade inventiva daquele povo recluso e inventivo. Gabi e Dorobou andavam pelas plataformas, com o carrinho da alquimista parado próxima a uma funcionária Kafra que encontraram no centro da cidade, e que falava com eles feliz por encontrar outros humanos, enquanto Kurai vagava a esmo olhando o entorno, analisando as tapeçarias e outros objetos de culinária e vestimenta dos habitantes, curiosa pela arte daquele povo pequeno e criativo.
Publicado por Carol em 10 Dez 2008 | sob: dia a dia
Sim, é o som de grilos! Dá pra ouvir pelo monitor!
Sim, a gente sabe que o blog ta meio abandonado, mas eu to de férias! :D
Sim, quando eu voltar de férias, eu volto a escrever…
ps. eu não perguntei, mas tenho quase certeza que o Gabi vai postar capítulo novo da fic até o final da semana! Yey!
o/
Publicado por Lobo em 04 Dez 2008 | sob: bRO Fanfic
Após comerem e verificarem se tinham tudo que seria necessário para uma viagem longa e para um país desconhecido, o grupo seguiu para a entrada da caverna norte de Comodo.
A caverna parecia, em muitos aspectos, com Mao, com suas paredes avermelhadas e água fluindo de algum lugar em direção à entrada. O lugar, entretanto, não era abafado como Mao, mas existia uma brisa que vinha de algum lugar da caverna, e que esfriava o ambiente, embora as paredes fossem quentes ao toque. Era possível ver, novamente graças aos poderes de revelação das sacerdotisas, no solo lodoso, algumas pestes andando, como Nereides, monstros pequenos e que procuravam animais de sangue quente para tentar sugar seu sangue, facilmente repelidos por qualquer ataque, e Trilobitas, insetos maiores, com carapaça dura e agressivos, pouco mais fortes que as Nereides. Resolveram seguir o caminho do vento, pois talvez a origem do vendo estaria na saída da caverna, para onde teriam que ir. No caminho encontraram alguns Golens Estalactíticos, monstros de pedra com o dobro da altura de um homem, muito fortes e resistentes, mas não agressivos aos guerreiros, e alguns Megaliths, criaturas de pedra que atacavam à distância e sumiam nas paredes de pedra. Eram parecidos com enormes cabeças azuladas, constituídas de alguma pedra cristalina, e que se fundiam e confundiam com as paredes da caverna. Mas bastava afastar-se deles que eles paravam de atacar, ou então afastá-los com algum tipo de ataque que os empurrasse para trás.
Seguindo o caminho do vento, encontraram a saída da caverna, com o formato de um rosto de dragão primitivo de boca aberta, formando a saída da gruta. Ao sair e se acostumar com a luz exterior, os guerreiros se viram cercados por uma floresta um pouco pantanosa, parecida com a Papuchica, mas com algumas características diferentes. Algumas árvores pareciam tentar atacar os guerreiros com longos cipós que, conforme identificado pela sábia, eram Dríades, espíritos elementais das florestas, que pareciam, quando olhavam atentamente, mulheres presas ao tronco das árvores, e procuravam paralisar os que invadiam seus domínios.
Foi justamente quando se livravam de algumas Dríades, seguindo sentido nordeste, pelo caminho marcado por outros grupos de guerreiros, que se viram frente a frente com um guerreiro Wootan. O guerreiro parecia, em muitos aspectos, com os Orcs pelo seu tamanho avantajado e visível força física, mas eram, diferente dos Orcs, completamente cobertos por uma pelugem grossa e marrom, e se cobriam com peças feitas de madeiras, como uma espécie de armadura simples e primitiva. Eles atacaram o grupo com selvageria, mas eram muito desorganizados no ataque, tanto que eram apenas três para o grupo de guerreiros que ali estava. Aisha e Kurai responderam com flechadas o ataque dos guerreiros, enquanto que Dorobou apenas puxou Gabi para trás, evitando ataques, e as sacerdotisas mantinham as arqueiras sempre no ápice de seu poder de ataque. Dark Alice apenas observou o ataque, assim como Gabi, pois não havia necessidade de se preocupar. Katrina, que seguia puxando seu GrandPeco, apenas colocou-se entre os guerreiros e os membros do grupo, para servir de isca e cuidar que eles atacassem apenas a ela, já que era a mais bem protegida das classes ali presentes.
Após o breve e desigual combate, os guerreiros seguiram o caminho marcado sentido nordeste dentro da floresta, embora às vezes com dificuldade graças ao chão alagado de algumas áreas. Chegaram a uma área mais alta da floresta, que terminava em uma grande parede de pedra. Olhando mais à frente, o grupo pode observar que haviam grandes passarelas, construídas apoiadas nas enormes árvores que cresciam desde o chão abaixo do paredão e cobrindo o céu, de forma que apenas alguns poucos raios de luz iluminavam a floresta, embora não fosse realmente escuro abaixo das enormes copas.
Seguindo a parede, encontraram o início de uma dessas passarelas, confirmando que eram realmente passarelas construídas de madeira e corda, largas o suficiente para passarem três pessoas lado a lado, que balançavam suavemente com o caminhar do grupo, mas que eram realmente muito firmes. A cada tronco de árvore uma plataforma muito firme envolvia todo o diâmetro da árvore, e estas plataformas que eram conectadas por passarelas. O lugar era tão grande que era possível ver pelo menos 15 grandes árvores com plataformas, todas interligadas por uma única passarela, de forma que só havia um caminho a seguir de onde estavam até o outro lado do desfiladeiro, ao norte de onde estavam.
Assim que resolveram seguir pela primeira passarela, que ligava a terra à primeira plataforma, foram cercados por outros guerreiros Wootan, desta vez em maior número e sendo ajudados por outros guerreiros, portando estilingues rústicos, mas efetivos, portando pedras para atirar nos guerreiros. Os guerreiros Wootan surgiram de trás do grupo, de dentro da floresta, os forçando a subir pela passarela. Kurai e Elizabetti subiram na plataforma, seguidas por Gabi e Dorobou, que olhava a tudo com seu arco em mãos, procurando proteger a alquimista, enquanto Dark Alice e Aisha fechavam um dos flancos da formação, ainda em terra, e Alice e Katrina fechavam o outro flanco. Assim, Todos protegiam Gabi, que carregava em seu carrinho os mantimentos e outros objetos para o grupo. Os falcões das arqueiras e o homunculus de Gabi sobrevoavam o grupo todo, à espera de algum comando de suas respectivas donas. O grupo, sem atacar por não estarem sendo atacados pelos guerreiros, começou a se dirigir para a primeira plataforma, para estreitar o grupo de guerreiros que os encurralava, quando notou que na plataforma haviam alguns poucos guerreiros à espera.
- Talvez não seja sensato tentar atacar eles, irmã. - falou Gabi, dirigindo-se à Aisha. - Eles são numerosos.
- Gabi, eles podem ser derrotados por nós, se precisarmos. Mas concordo que talvez não seja prudente atacá-los pois estaríamos gastando munição e recursos contra um povo que não está nos atacando. - respondeu a Atiradora de Elite de cabelos verdes, que liderava o grupo.
- Vamos tentar dialogar com eles, prima. - disse Katrina, ainda com seu GrandPeco na rédea, mas com o escudo já em sua mão.
Katrina soltou as rédeas de seu GrandPeco, que permaneceu no local que estava, e abriu os braços na direção dos guerreiros, mostrando sua espada ainda embainhada, e baixando um pouco a cabeça em sinal de submissão. Os guerreiros Wootan mais próximos se entreolharam, e soltaram alguns grunhidos entre eles, possivelmente deliberando sobre o que acontecia. Um deles, que estava mais próximo da templária, baixou os braços, dando a entender que não atacariam, e os que estavam ao seu redor se afastaram. Ao ver isso, Aisha baixou seu arco, e os demais guerreiros também baixaram seus arcos.
Katrina abaixou seus braços lentamente e deu um passo em direção ao Wootan à sua frente, que havia aparentemente entendido o gesto.
- Entente minha língua, guerreiro? - falou suavemente Katrina, mas com a voz bem clara.
O guerreiro respondeu com alguns grunhidos, e sua feição mudou de hostil para curioso, pelo que entendeu Katrina. Respondeu com alguns grunhidos incertos, que fez com que Katrina falasse.
- Procuramos… Yggdrasil… - disse Katrina espaçadamente as palavras.
Ao ouvir a palavra Yggdrasil, os guerreiros se agitaram, mas se acalmaram assim que o primeiro Wootan grunhiu algo e levantou os dois longos e fortes braços em direção a seus companheiros. Olhou de volta para a templária, bem nos olhos, e olhou depois para os guerreiros que estavam na plataforma, grunhindo algo em um tom de comando, e depois fez sinal com as costas das mãos que os aventureiros seguissem para a plataforma, para junto dos outros guerreiros que ali estavam.
Katrina respondeu com uma mesura, baixando a cabeça e virou-se, puxando sua montaria e guiando o grupo para a plataforma, dizendo:
- Acho que eles entenderam, e temos que seguir aquele grupo que nos emboscava à frente. Talvez seja melhor embainharmos nossas armas, para que eles entendam que não queremos atacá-los.
Aisha concordou com a cabeça e prendeu novamente seu arco à sua aljave, gesto seguido pelos seus companheiros. Aisha, então, tomou a dianteira com Katrina, invertendo a ordem do grupo, sendo seguida por Dark Alice e Gabi, seguidas por Dorobou, Alice, Kurai e Elizabetti. Ao chegar na plataforma, os guerreiros que ali estavam, começaram a andar sentido outras plataformas, como que guiando os aventureiros pelos caminhos, e saudando diversos outros Wootans que apareceram no caminho deles, que certamente estavam ali guardando o caminho contra invasores.