bRO fanfic | Capítulo 19 – A Busca: axis mundi (parte 7)
Publicado por Lobo em 28 Nov 2008 | sob: bRO Fanfic
Ao amanhecer, o grupo se encontrou na frente do palco de apresentação de odaliscas, um pouco ao sul do vulcão, onde se encontrava a funcionária Kafra local, que conversava com um bardo de cabelos pretos, segurando um Gumoongoh, um instrumento de sete cordas de corpo estreito e bastante comprido, característico de Louyang, também chamado de Guqin.
- Ora ora, se não é meu skald favorito! - disse Dorobou, assim que viu o bardo a conversar com a Kafra.
- Seja bem vindo novamente, ó criatura das sombras! - respondeu o bardo com um sorriso no rosto. - Há muito não o vejo por aqui. Mas noto algo estranho em seu olhar, que não me recordo de ter notado na última vez que nos encontramos, algo que não vejo em seu olhar há anos… acho que sei o que é. Só me resta saber quem é.
- Sempre perspicaz, meu caro Ayealo! Mas podemos retomar esta conversa em outro momento, o que acha? - respondeu sorrindo Dorobou, olhando de canto de olho para a alquimista que estava próxima à ele.
- Quando e onde quiser, meu caro amigo. Agora diga-me, o que deseja? Já que apareceu de repente nesta belíssima cidade, e justamente para me procurar, acredito que esteja interessado em alguma canção ou balada? - disse o bardo, ao olhar para o grupo que acompanhava o arruaceiro. - Sempre posso improvisar algo para meus amigos, especialmente os que estão acompanhados por tão seleta platéia! - fazendo uma reverência apoiando seu Gumoongoh no chão.
- Estamos procurando informações sobre Yggdrasil, ó bardo. - adiantou-se Dark Alice. - Nosso colega disse que você pode conhecer algo a respeito.
- Ah, Yggdrasil, a árvore da vida, cujas folhas alimentam a montaria do supremo Odin e, dizem, podem ressuscitar os mortos… - respondeu o bardo de Comodo - Mas é claro, bela sábia! Nada me faria mais feliz do que contar uma nova história! Por favor, sentem-se, pois sabidamente conheço algumas histórias à respeito.
Enquanto os guerreiros se sentavam diante do bardo, este dedilhava suavemente as cordas de seu instrumento, como que checando sua afinação e iniciando sua balada. Assim que seus dedos começaram a deslizar pelas cordas do instrumento, sua voz, límpida como o ar de Juno, começou uma canção:
“É dito que há muitos mundos, muitas moradas:
Asgard, lar dos deuses, Midgard, dos mortais,
Jutunheim, dos gigantes, e seis outros mais,
Que sequer caberiam em breves toadas.
Mas meus amigos buscam uma em especial,
Aquela que os bravos heróis tanto evitam,
Pois apenas vis e ignóbeis mortais habitam
E, para onde iria toda a carne mortal
Mas heróis jamais viveriam em semelhante vala.
Pois dentre todos as Valquírias escolhem
Aqueles que em louros dormem,
Estes heróis que seguirão com elas ao Valhalla
Aqueles não valorosos, vis e desditos,
Seguem para o reino de brumas coberto,
Para onde não deve ir ninguém esperto,
A menos que queiram ver lugares malditos.
Mas, para os bravos ou infelizes
Que desejam ver semelhante local,
Preparem-se para todo tipo de mal
E evitem até o menor dos deslizes.
Pois adentrarão a Árvore da Vida,
Desde seu tronco, direto de Midgard,
Para suas raízes; oposto a Asgard
Que situa-se seguindo a subida.
Procurai nos reinos do norte,
Por Yggrasil, o Freixo Sagrado,
Por fortes guerreiros guardado,
Que barram ignóbeis com a morte.
Encontrem o carpinteiro, e corretos sejam
Pois sinceridade o acalma
E ele verá sua alma
Pelos seus olhos, que mostram o que almejam.”
Ao finalizar esta estrofe, ele encerrou a balada com alguns toques suaves de seu instrumento, fazendo a melodia, que passou por momentos de tensão e suavidade, sumir com as ondas do mar que batia às costas dos guerreiros.
- Isso foi lindo, caro bardo. - interrompeu o silêncio Gabi, com os olhos brilhando. - Muito obrigado! Aceite este presente como agradecimento, por favor.
Gabi levantou-se e entregou ao bardo uma Rosa de Gelo, uma escultura eterna feita de gelo, no formato de um botão de rosa recém aberto.
- Cara, alquimista, sinto-me honrado com este presente! - o bardo esticou sua mão e aceitou o delicado presente que foi ofertado – Que as Valquírias olhem por você e seus amigos por esta pequena dádiva!
Gabi corou com o agradecimento do bardo, e juntou-se aos seus amigos, que se levantavam, visivelmente tocados pela canção do bardo, e pela beleza de sua composição. Agradeceram o bardo novamente e seguiram para o outro lado do vulcão adormecido, onde sempre havia um churrasco comunitário sendo servido a todos os visitantes.
No caminho, chegaram a conclusão que havia sim um reino mais ao norte de Comodo, provavelmente saindo pela caverna norte da cidade, Ruande. Decidiram que partiriam assim que terminassem de comer.
—–
- Está frio aqui, Dorei… Você está gelado!!
- Você também está fria… Mas ao menos posso vê-la! Será que morrermos?
- Não sei, amor… Realmente não sei…
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Eu AMEI o poema! Você devia escrever mais! Mais fanfic, mais poemas, cartas e emails de amor… /lala
cadê o próximo capítulo!! /e2/e2/e2