Ao amanhecer, todos estavam descansados e se ajeitaram rapidamente para partir. Comeram algumas frutas e sucos que Gabi havia trazido em seu carrinho, e partiram direção oeste. A chuva havia diminuído durante a noite, mas tudo indicava que a viagem seria debaixo d’água.

A ilha de Pharos era ligada ao continente por duas pontes de pedra, já que não havia praia no continente, por ser uma falésia. O grupo atravessou a firme e longa ponte, e seguiram contornando o mar, que se agitava com a chuva e o vento. O céu estava fechado, mas não escuro, pois a chuva não estava mais tão forte quanto no dia anterior, e eles seguiram pelo terreno arenoso, com cautela, pois naquela região haviam muitos Goblins e Kobolds, que atacavam aventureiros errantes. Mas como estavam em um grupo grande, aparentemente estes pequenos humanóides os deixaram em paz.

Seguiram direção norte, contornando o antigo forte de Saint German pelo seu lado oeste, entre os pequenos montes que o cercava, sempre acompanhando o mar à sua esquerda, até que encontraram a praia de Kokomo, que era repleta de focas. A praia sempre foi famosa pelo seu sol tranquilo, perfeita para descansar e passear, já que ela era protegida pelos montes e pelas paredes da falésia que acompanhavam a ilha de Pharos. Resolveram que continuariam pela parte alta da praia, para evitar que o mar, que ainda estava agitado pela chuva que caia, os emboscassem em algum canto, e também porque na parte alta existiam algumas árvores que davam alguma proteção contra a chuva, além de algumas cabanas abandonadas pelos viajantes.

Se à esquerda estava o mar, à direita ia se formando uma floresta de mangue, típica da região, onde proliferavam répteis como crocodilos e anolians. Seguiram ao redor da floresta pela praia Kokomo até onde não poderiam seguir adiante devido às montanhas que se erguiam ali, e o caminho natural era pela floresta Papuchica, que rodeava a cadeia de montanhas que se erguia ao redor de Comodo. Precisavam atravessar parte da floresta para poder alcançar a caverna de Mao, que levaria até a cidade de Comodo.

Quando adentraram a floresta a chuva começou a apertar, e o ritmo de caminhada do grupo diminuiu. Por conta do terreno alagadiço, o carrinho de Gabi começou a atolar em diversos pontos, o que fez com que os guerreiros se revessassem carregando-o para que a alquimista não se cansasse tanto, já que ela era quem preparava as refeições sempre para o grupo. Por conta disso, chegaram com algum custo à entrada da caverna, sempre iluminada pelas piras que serviam de guia para os aventureiros e, apesar de estar de noite, resolveram que a caverna seria um bom abrigo para chuva.

Dorobou, Katrina e Gabi acenderam tochas nas piras para iluminar o caminho deles pela escura caverna. Dark Alice invocou uma chama que a orbitava e iluminava o caminho. Elizabetti e Alice invocaram o poder de revelação, que criava uma esfera de energia luminosa que as orbitavam, também iluminando o caminho. A caverna era muito úmida e escura, e por isso proliferavam Sapos Thara e muitas hidras, que atacavam qualquer um que aparecesse em seu caminho, mas era um monstro fraco demais para o grupo, de tal forma que apenas Corujito, o homunculus de Gabi, cuidava de matar estas criaturas. Aisha resolveu que, como estavam já na caverna leste de Comodo, seguiriam durante a noite para a cidade, sem descansar, para que pudessem descansar na cidade, com mais conforto do que o dia que tiveram.

Seguiram sem incidentes para a outra saída da caverna, depois de andarem por cerca de uma hora naquela caverna abafada. Quem guiou o caminho foi Dorobou, que já conhecia aquela caverna há muito tempo. Segundo ele, nem precisava das tochas para andar ali, mas fazia isso para ajudar o grupo e para que Gabi não tivesse problemas no caminho. O chão da caverna estava parcialmente submerso por causa da água da chuva que caía, mas Dorobou parecia conhecer até mesmo este fato, pois os caminhos que seguiu sempre apresentavam pedras que facilitavam transpor o carrinho pelos pequenos córregos que ali se formavam.

Finalmente o som de música e o cheiro de churrasco começou a sobressair o som dos sapos e goteiras, assim como o cheiro de coisa mofada que permeava a caverna, e chegaram à saída da caverna, reconhecendo imediatamente o chão avermelhado e a luz bruxuleante eterna da cidade dos Bardos e Odaliscas. Assim que chegaram foram recebidos pela guia local, que entregou a eles coroas de flores para usarem em suas cabeças e indicou a eles o cassino local, que se encontrava ao sul da cidade, e que servia também de hotel aos visitantes, construída no pier da praia, com uma ótima vista para o vulcão adormecido que mantinha a cidade sempre aquecida, e que tomava toda a vista da linda cidade. Cansados da viagem, se dirigiram ao cassino para descansar e se preparar para o dia seguinte, quando procurariam o bardo.