Novembro 2008
Arquivo Mensal
Blog da Carol e do Lobo, pra quem gosta de ler e se divertir.
Arquivo Mensal
Publicado por Lobo em 28 Nov 2008 | sob: bRO Fanfic
Ao amanhecer, o grupo se encontrou na frente do palco de apresentação de odaliscas, um pouco ao sul do vulcão, onde se encontrava a funcionária Kafra local, que conversava com um bardo de cabelos pretos, segurando um Gumoongoh, um instrumento de sete cordas de corpo estreito e bastante comprido, característico de Louyang, também chamado de Guqin.
- Ora ora, se não é meu skald favorito! - disse Dorobou, assim que viu o bardo a conversar com a Kafra.
- Seja bem vindo novamente, ó criatura das sombras! - respondeu o bardo com um sorriso no rosto. - Há muito não o vejo por aqui. Mas noto algo estranho em seu olhar, que não me recordo de ter notado na última vez que nos encontramos, algo que não vejo em seu olhar há anos… acho que sei o que é. Só me resta saber quem é.
- Sempre perspicaz, meu caro Ayealo! Mas podemos retomar esta conversa em outro momento, o que acha? - respondeu sorrindo Dorobou, olhando de canto de olho para a alquimista que estava próxima à ele.
- Quando e onde quiser, meu caro amigo. Agora diga-me, o que deseja? Já que apareceu de repente nesta belíssima cidade, e justamente para me procurar, acredito que esteja interessado em alguma canção ou balada? - disse o bardo, ao olhar para o grupo que acompanhava o arruaceiro. - Sempre posso improvisar algo para meus amigos, especialmente os que estão acompanhados por tão seleta platéia! - fazendo uma reverência apoiando seu Gumoongoh no chão.
- Estamos procurando informações sobre Yggdrasil, ó bardo. - adiantou-se Dark Alice. - Nosso colega disse que você pode conhecer algo a respeito.
- Ah, Yggdrasil, a árvore da vida, cujas folhas alimentam a montaria do supremo Odin e, dizem, podem ressuscitar os mortos… - respondeu o bardo de Comodo - Mas é claro, bela sábia! Nada me faria mais feliz do que contar uma nova história! Por favor, sentem-se, pois sabidamente conheço algumas histórias à respeito.
Enquanto os guerreiros se sentavam diante do bardo, este dedilhava suavemente as cordas de seu instrumento, como que checando sua afinação e iniciando sua balada. Assim que seus dedos começaram a deslizar pelas cordas do instrumento, sua voz, límpida como o ar de Juno, começou uma canção:
“É dito que há muitos mundos, muitas moradas:
Asgard, lar dos deuses, Midgard, dos mortais,
Jutunheim, dos gigantes, e seis outros mais,
Que sequer caberiam em breves toadas.
Mas meus amigos buscam uma em especial,
Aquela que os bravos heróis tanto evitam,
Pois apenas vis e ignóbeis mortais habitam
E, para onde iria toda a carne mortal
Mas heróis jamais viveriam em semelhante vala.
Pois dentre todos as Valquírias escolhem
Aqueles que em louros dormem,
Estes heróis que seguirão com elas ao Valhalla
Aqueles não valorosos, vis e desditos,
Seguem para o reino de brumas coberto,
Para onde não deve ir ninguém esperto,
A menos que queiram ver lugares malditos.
Mas, para os bravos ou infelizes
Que desejam ver semelhante local,
Preparem-se para todo tipo de mal
E evitem até o menor dos deslizes.
Pois adentrarão a Árvore da Vida,
Desde seu tronco, direto de Midgard,
Para suas raízes; oposto a Asgard
Que situa-se seguindo a subida.
Procurai nos reinos do norte,
Por Yggrasil, o Freixo Sagrado,
Por fortes guerreiros guardado,
Que barram ignóbeis com a morte.
Encontrem o carpinteiro, e corretos sejam
Pois sinceridade o acalma
E ele verá sua alma
Pelos seus olhos, que mostram o que almejam.”
Ao finalizar esta estrofe, ele encerrou a balada com alguns toques suaves de seu instrumento, fazendo a melodia, que passou por momentos de tensão e suavidade, sumir com as ondas do mar que batia às costas dos guerreiros.
- Isso foi lindo, caro bardo. - interrompeu o silêncio Gabi, com os olhos brilhando. - Muito obrigado! Aceite este presente como agradecimento, por favor.
Gabi levantou-se e entregou ao bardo uma Rosa de Gelo, uma escultura eterna feita de gelo, no formato de um botão de rosa recém aberto.
- Cara, alquimista, sinto-me honrado com este presente! - o bardo esticou sua mão e aceitou o delicado presente que foi ofertado – Que as Valquírias olhem por você e seus amigos por esta pequena dádiva!
Gabi corou com o agradecimento do bardo, e juntou-se aos seus amigos, que se levantavam, visivelmente tocados pela canção do bardo, e pela beleza de sua composição. Agradeceram o bardo novamente e seguiram para o outro lado do vulcão adormecido, onde sempre havia um churrasco comunitário sendo servido a todos os visitantes.
No caminho, chegaram a conclusão que havia sim um reino mais ao norte de Comodo, provavelmente saindo pela caverna norte da cidade, Ruande. Decidiram que partiriam assim que terminassem de comer.
—–
- Está frio aqui, Dorei… Você está gelado!!
- Você também está fria… Mas ao menos posso vê-la! Será que morrermos?
- Não sei, amor… Realmente não sei…
Publicado por Carol em 27 Nov 2008 | sob: Quentinhas do Terra
Confira aqui a notícia completa.
“Um neozelandês escolheu o alvo errado para roubar. Sua vítima, uma empresa de publicidade, teve acesso a imagens do roubo e espalhou outdoors por toda a cidade de Auckland com sua foto.

A empresa oferece uma recompensa de US$ 500 por pistas que levem ao ladrão, que roubou 15 transformadores elétricos. (…)
A companhia recebeu mais de 100 ligações desde que a imagem do ladrão ganhou os outdoors, há seis dias, mas a maioria foram mensagens de apoio à iniciativa. Ainda assim, alguns deram dicas e o criminoso já está sendo procurado pela polícia.”
A única coisa que eu tenho a dizer é OWNED!!!
Publicado por Carol em 27 Nov 2008 | sob: dia a dia, No trabalho
É!! Eu entro em férias na 2a feira! Amanhã é o último dia antes das férias! Vou passar o dia pensando nas milhares de coisas que quero/preciso fazer nas férias. Espero que uma delas seja descansar…
Yey!
Publicado por Carol em 25 Nov 2008 | sob: dia a dia
Pra quem não conhece, essa frase é do Eggman. Do Sonic X. É, o Gabi curte Sonic lembram? E ele comprou o DVD do Sonic X. O 1o e o 3o. E eu, como boa esposa que sou, vi com ele. E achei bem legalzinho e tal. Mas a frase mais incrível de todas é essa… Acompanhada de uma cara “could i be any more bored?”, claro.
Enfim, acho que já deu pra perceber que to meio entendiada, não?
E sabe o que a Carol faz quando está entediada? Procura blogs legais e divertidos pra ler.
Esse mês eu achei dois: Casa da Gabi e Eu gosto de uma coisa errada. E eles valeram boas risadas. Obrigada Rachel e Gabi por fazer meus dias de novembro menos entediantes!
Yey!
Publicado por Carol em 25 Nov 2008 | sob: dia a dia, No trabalho
Pois é! Quase não voltamos de Itajaí!
Tinhamos programado voltar do domingo perto das 11hs da manhã, mas acabamos saindo perto das 9hs, depois de saber que das 3 saídas de Itajaí pra BR, 2 já estavam debaixo d’água… A viagem foi tensa no começo, por causa da chuva, mas a gente já sabia onde tinha caído barreira na estrada, onde pegariamos mais transito e tal. Foi ruim até Joinvile. Depois, foi bem mais tranquilo. Sem muito transito, sem acidentes…
Mas a chuva continua em SC… A Neusa manda milhares de fotos da água subindo, e alagando as ruas perto da onde ela mora. Nos jornais, quase 70 mortos, mais de 50k de desabrigados, muitas cidades em estado de calamidade pública. Dizem que é a pior enchente de SC.
Espero que pare de chover logo…
Publicado por Carol em 19 Nov 2008 | sob: dia a dia
Ebaaa! Feriado! Viagem! Pizz@.com!!
Pra quem ainda não sabe, esse feriado nós vamos viajar! Vamos pra Itajaí/SC!
Decidimos assim, em cima da hora, mas vamos!
Então não estranhem se a gente sumir até 2a feira! /ok
E bom feriado pra vocês^^
Publicado por Carol em 19 Nov 2008 | sob: No trabalho, Curiosidades
“-O que você quer beber?
- Ah, qualquer coisa.
- Qualquer coisa mesmo?
- É, tanto faz.
Você já ouviu isso antes, né? Eu também. Mas nunca pensei que de um diálogo assim transformaria uma empresa de mídia em fabricante de bebidas. É que de tanto ouvir esse lero-lero em festinhas e reuniões de amigos, Johnson Tan, diretor administrativo de uma empresa de Cingapura especializada em mídia para golf, resolveu mudar totalmente de ramo para vender refrigerantes e chás gelados com os nomes de Anything e Whatever, respectivamente.
Anything está disponível nas versões cola, limão, cola com limão, maçã, fizz up e root beer. Já os chás Whatever, têm as opções limão, pêssego, jasmim, uva branca, maçã e crisântemo. Até aí, nada de mais. Acontece que as bebidas têm esse monte de sabores e só dois tipos de embalagens. Isso quer dizer que você nunca sabe exatamente o que vai beber quando pede um “Qualquer Coisa” ou um “Tanto Faz”. ”
Legal, né?
Essa eu peguei do Bicho de Goiaba! Nunca vi o comercial, nem o produto, mas a idéia em si é GENIAL!! (Veja o post completo e aproveite pra dar uma olhada no blog deles. É bem legal!)
Publicado por Lobo em 18 Nov 2008 | sob: bRO Fanfic
Ao amanhecer, todos estavam descansados e se ajeitaram rapidamente para partir. Comeram algumas frutas e sucos que Gabi havia trazido em seu carrinho, e partiram direção oeste. A chuva havia diminuído durante a noite, mas tudo indicava que a viagem seria debaixo d’água.
A ilha de Pharos era ligada ao continente por duas pontes de pedra, já que não havia praia no continente, por ser uma falésia. O grupo atravessou a firme e longa ponte, e seguiram contornando o mar, que se agitava com a chuva e o vento. O céu estava fechado, mas não escuro, pois a chuva não estava mais tão forte quanto no dia anterior, e eles seguiram pelo terreno arenoso, com cautela, pois naquela região haviam muitos Goblins e Kobolds, que atacavam aventureiros errantes. Mas como estavam em um grupo grande, aparentemente estes pequenos humanóides os deixaram em paz.
Seguiram direção norte, contornando o antigo forte de Saint German pelo seu lado oeste, entre os pequenos montes que o cercava, sempre acompanhando o mar à sua esquerda, até que encontraram a praia de Kokomo, que era repleta de focas. A praia sempre foi famosa pelo seu sol tranquilo, perfeita para descansar e passear, já que ela era protegida pelos montes e pelas paredes da falésia que acompanhavam a ilha de Pharos. Resolveram que continuariam pela parte alta da praia, para evitar que o mar, que ainda estava agitado pela chuva que caia, os emboscassem em algum canto, e também porque na parte alta existiam algumas árvores que davam alguma proteção contra a chuva, além de algumas cabanas abandonadas pelos viajantes.
Se à esquerda estava o mar, à direita ia se formando uma floresta de mangue, típica da região, onde proliferavam répteis como crocodilos e anolians. Seguiram ao redor da floresta pela praia Kokomo até onde não poderiam seguir adiante devido às montanhas que se erguiam ali, e o caminho natural era pela floresta Papuchica, que rodeava a cadeia de montanhas que se erguia ao redor de Comodo. Precisavam atravessar parte da floresta para poder alcançar a caverna de Mao, que levaria até a cidade de Comodo.
Quando adentraram a floresta a chuva começou a apertar, e o ritmo de caminhada do grupo diminuiu. Por conta do terreno alagadiço, o carrinho de Gabi começou a atolar em diversos pontos, o que fez com que os guerreiros se revessassem carregando-o para que a alquimista não se cansasse tanto, já que ela era quem preparava as refeições sempre para o grupo. Por conta disso, chegaram com algum custo à entrada da caverna, sempre iluminada pelas piras que serviam de guia para os aventureiros e, apesar de estar de noite, resolveram que a caverna seria um bom abrigo para chuva.
Dorobou, Katrina e Gabi acenderam tochas nas piras para iluminar o caminho deles pela escura caverna. Dark Alice invocou uma chama que a orbitava e iluminava o caminho. Elizabetti e Alice invocaram o poder de revelação, que criava uma esfera de energia luminosa que as orbitavam, também iluminando o caminho. A caverna era muito úmida e escura, e por isso proliferavam Sapos Thara e muitas hidras, que atacavam qualquer um que aparecesse em seu caminho, mas era um monstro fraco demais para o grupo, de tal forma que apenas Corujito, o homunculus de Gabi, cuidava de matar estas criaturas. Aisha resolveu que, como estavam já na caverna leste de Comodo, seguiriam durante a noite para a cidade, sem descansar, para que pudessem descansar na cidade, com mais conforto do que o dia que tiveram.
Seguiram sem incidentes para a outra saída da caverna, depois de andarem por cerca de uma hora naquela caverna abafada. Quem guiou o caminho foi Dorobou, que já conhecia aquela caverna há muito tempo. Segundo ele, nem precisava das tochas para andar ali, mas fazia isso para ajudar o grupo e para que Gabi não tivesse problemas no caminho. O chão da caverna estava parcialmente submerso por causa da água da chuva que caía, mas Dorobou parecia conhecer até mesmo este fato, pois os caminhos que seguiu sempre apresentavam pedras que facilitavam transpor o carrinho pelos pequenos córregos que ali se formavam.
Finalmente o som de música e o cheiro de churrasco começou a sobressair o som dos sapos e goteiras, assim como o cheiro de coisa mofada que permeava a caverna, e chegaram à saída da caverna, reconhecendo imediatamente o chão avermelhado e a luz bruxuleante eterna da cidade dos Bardos e Odaliscas. Assim que chegaram foram recebidos pela guia local, que entregou a eles coroas de flores para usarem em suas cabeças e indicou a eles o cassino local, que se encontrava ao sul da cidade, e que servia também de hotel aos visitantes, construída no pier da praia, com uma ótima vista para o vulcão adormecido que mantinha a cidade sempre aquecida, e que tomava toda a vista da linda cidade. Cansados da viagem, se dirigiram ao cassino para descansar e se preparar para o dia seguinte, quando procurariam o bardo.
Publicado por Lobo em 14 Nov 2008 | sob: bRO Fanfic
- Não, caro arruaceiro, muito embora seja a forma mais fácil de chegar até lá para quem não possui um espírito muito… confiável. - respondeu Dark Alice. - Eu pesquisei sobre a Terra da Névoa, que o espírito chamou de Niflheim, e descobri que é possível ir até lá.
- Como isso é possível, Dark? - perguntou Alice, que cuidava de Elizabetti com Kurai – Até onde sei, não há como ir até o reino dos mortos e voltar.
- Teoricamente é possível sim, Alice. Veja, todos os mundos são conectados pela Árvore da Vida, Yggdrasil. Ou seja, há uma conexão física entre os mundos, ou planos, se preferir chamar assim, e podemos usar isso. Só temos que encontrar essa árvore.
- Como seria essa tal árvore, Dark? - perguntou Kurai.
- É uma espécie de freixo. Uma árvore de tronco largo, folhas longas bem verdes, e composta de muitos ramos. É dito que no tronco de Yggdrasil está Midgard, nosso plano, em sua copa Valhalla, e em suas raízes, Niflheim, o reino das brumas. - respondeu Dark Alice
- Ouvi falar de um lugar onde poderia ter um lugar assim. Há um bardo que conheço em Comodo que talvez saiba melhor essa história. Talvez possamos ir para lá procurá-lo. O que acha, milady? - falou Dorobou, olhando para Aisha.
- Se esta é nossa melhor pista, é para lá que vamos. Quem irá nos acompanhar até a cidade de Comodo, para que possamos encontrar este bardo? - Aisha olhou para seus companheiros.
Prontamente todos se levantaram, falando que iriam. Mas alguns precisavam comprar suprimentos e se preparar para a longa viagem até a cidade de Comodo. Ficou combinado, então, que todos se encontrariam em Izlude na manhã seguinte, para tomarem uma embarcação para a cidade litorânea de Comodo.
Na manhã seguinte, ao raiar do dia, Aisha estava já em Izlude, conversando com o capitão da embarcação que partiria em pouco tempo com destino a Alberta. Ela se informou que deveriam pegar uma embarcação em Alberta para Comodo, pois Izlude não possui rota direto para Comodo, mas certamente em Izlude seria possível encontrar.
Aisha comia uma maçã sentada em um dos bancos próximos ao cais, esperando seus companheiros para aquela que seria a maior viagem que já fizera, talvez comparável apenas à seu renascimento. E o grupo foi chegando aos poucos. Gabi e Dorobou chegaram cedo e juntos, seguidos por Elizabetti e Kurai. Um pouco depois apareceu Alice, acompanhada de Karen e Dark Alice. Assim que todos se juntaram e estavam embarcando uma voz firme falou:
- Acham mesmo que podem sair para uma missão deste porte sem meu auxílio, caros amigos? - falou a templária, do alto de seu GrandPeco.
- Ora ora, quem aparece, enfim! Olá, Katrina! - respondeu Aisha, com um sorriso. - Você some e agora reclama que ninguém te avisa? Desça de sua montaria e venha conosco que eu te contarei o que acontece.
A templária desceu de seu GrandPeco e, puxando-o pelo arreio, embarcou com Aisha no pequeno barco que estava zarpando naquele momento com alguns guerreiros e mercadorias para a cidade de Alberta. O dia estava limpo, com poucas nuvens no céu quando partiram, e uma brisa os conduziu sem problemas rumo sudeste. Desembarcaram em Alberta, a enorme cidade portuária do reinado, sempre em atividade comercial frenética, com seus enormes guindastes trabalhando carregando enormes caixas à bordo de embarcações, muita gente transitando e esperando para suas viagens. A branca cidade fervilhava de vida, e muitos mercadores vendiam e compravam suas mercadorias. Aisha e Katrina foram se informar sobre o navio que pegariam para Comodo, enquanto os outros foram dar uma olhada na feira que ficava sempre funcionando próxima ao porto, na área sul da cidade.
Em menos de uma hora o grupo estava embarcando rumo a Comodo. O céu permanecia limpo, embora algumas nuvens mais escuras à oeste agourassem a viagem, pois estavam no caminho da embarcação. Ao conversar com um tripulante, Gabi se informou que não seria possível ir naquele mesmo dia para Comodo, pois o capitão havia confirmado que uma tempestade se formara mais à frente, e seria muito arriscado seguir adiante. Iriam parar na Ilha de Pharos, no litoral sul do reinado, e esperariam passar a tempestade, pois era mais seguro para todos.
De fato, à tarde, que começou a escurecer devido às nuvens, a embarcação virou-se e seguiu direção ao Farol da ilha, que guiava os barcos antigamente para a fortaleza de Saint German, mas que agora era usado como entreposto comercial, já que o forte havia sido abandonado há muitos anos. Os viajantes e os tripulantes desembarcaram na ilha durante o final da tarde, debaixo de uma chuva que estava engrossando, mas não estava perigosa. O capitão havia falado que era possível ver que, mais adiante, o mar estava muito revolto, e que seria impossível seguir adiante por pelo menos três ou quatro dias, pois a tempestade em alto mar estava cada vez mais forte, com ondas muito altas e muita chuva.
O grupo se afastou um pouco dos vendedores da ilha para conversar sobre o que fariam. O barulho era grande perto da embarcação, e se misturava com o som da água batendo nas pedras das antigas construções da ilha.
- Aisha, Dorobou disse que voltava em breve, para que não o deixássemos aqui, caso possamos sair. - falou Gabi – Ele disse que iria cuidar de nossa segurança, pois, ao que parece, estamos muito próximos da guilda dos Arruaceiros.
- Um arruaceiro com bom coração. - comentou Dark Alice – Eis algo que eu não esperava ver um dia.
- Há mais nele do que as pessoas conseguem ver, Dark. - respondeu Gabi, que corou um pouco ao notar que respondeu tão rapidamente – Ele é confiável, sim, além de ser muito gentil.
- Noto que minha priminha está se interessando pelo ruivo arruaceiro. - falou divertida Katrina – Mas poupe-nos dos detalhes, por favor, cara Gabi. Só tome cuidado, por favor, pois sabe muito bem que arruaceiros não são confiáveis.
- Eu sei, prima, eu tomo cuidado, mas acredite, ele É confiável sim. - respondeu Gabi.
- Não gosto disso, Gabi, mas você é crescida o suficiente para saber o que fazer da vida. - falou Aisha, em tom sério – Mas me deixe a par de qualquer coisa que ele tentar, pois se ele a magoar não há lugar algum que ele conseguirá se esconder de mim.
- Não se preocupe, irmã. Eu estou tomando cuidado. - sorriu Gabi – E vocês precisam conhecer a filha dele, que amor de menina.
Todos se espantaram com a palavra filha. Ele tinha uma filha? De repente todos passaram a se interessar por esse arruaceiro que tão pouco sabiam e que, aparentemente, havia roubado o coração da alquimista, para desgosto de Aisha, que se levantou e falou que iria falar com o capitão da embarcação.
Neste momento Alice, que já havia notado algo diferente em Aisha, percebeu o que havia acontecido. Aisha havia ficado mais calma depois do renascimento. Ao notar isso, sorriu, pois notou que Aisha tinha, de fato, renascido. E era alguém realmente melhor, havia evoluído. Não era mais aquela bomba prestes a explodir a qualquer momento. Era nisso que pensava quando Aisha voltou, quase ao mesmo tempo que Dorobou surgiu próximo à eles.
- Bom, não vamos mesmo voltar ao navio tão cedo, pelo que o capitão me falou. Ele sugeriu que buscássemos junto à alguns cidadãos da praia local para repousar, que é um procedimento comum aqui. - Aisha falou ao se sentar com seus amigos, chegando perto da fogueira que havia sido acesa próximo à uma ruína com um telhado para se proteger da chuva que caía. - Eu acho que podemos, então, partir logo que amanhecer direção Comodo, que é não é tão longe daqui. Se sairmos cedo e tudo correr bem, chegaremos antes do anoitecer na cidade. Sugiro, então, que descansemos e façamos turnos acordados para garantir nossa segurança aqui e manter a fogueira acesa.
Todos concordaram com a líder da expedição e organizaram-se os turnos de guarda, e Aisha fez questão de fazer turno com Dorobou, para que ela pudesse conversar com o arruaceiro sobre o que estava acontecendo. E assim o grupo descansou.
Publicado por Carol em 14 Nov 2008 | sob: No trabalho, Quentinhas do Terra
Mais uma do Terra aqui. Essa é velha já!
“Um homem ficou preso na tubulação de ar-condicionado do museu de arte de Knoxville, nos EUA, e teve de chamar a polícia para ser socorrido, informou a AP, nesta quarta-feira. Ao ser resgatado, Richard Anthony Smith, 25 anos, explicou aos oficiais que era um agente especial americano e que participava de uma missão para capturar um míssil russo, quando acabou entalado. “(…)
Agente especial é boa…
“O suposto agente disse que foi levado até o museu de helicóptero, e que utilizou uma corda para descer até o terraço. A sua missão seria confiscar uma arma nuclear russa que estaria escondida em um escultura de plástico de uma vaca.
Os policiais não acreditaram na versão de Richard, que foi detido e teve de pagar fiança de US$ 2 mil para ser liberado.”
Realmente, os assaltos estão ficando cada vez mais divertidos! O cara entala na tubulação, e tem a brilhante idéia de ligar pra polícia e dizer que é um agente secreto…
“Felizmente ele teve como alcançar seu telefone celular, ou ele ficaria preso na tubulação por um bom tempo”, disse um oficial.
Felizmente nada! Deviam ter deixado o “agente secreto” entupindo o cano do ar condicionado, pra aprender a ser mais esperto…
Troféu joinha pra esse cara, não?