bRO fanfic | Capítulo 10 – Criação
Publicado por Lobo em 26 Set 2008 | sob: bRO Fanfic
Gabi estava feliz. Não se lembrava quando foi a última vez que se sentira tão feliz, enquanto olhava para o pequeno pássaro que estava pousado em seu carrinho. Era um pássaro azulado, com olhos amarelos grandes e vivazes, e um bico curto, mas muito duro. Enquanto Gabi acariciava pela milionésima vez este pássaro, Annie, uma de suas primas, que havia seguido o mesmo caminho dela, se aproximava. Diferentemente de Gabi, Annie era de compleição mais forte, lembrando até a época que Gabi treinava como espadachim. Era visível na garota de cabelos verdes que se aproximava que ela havia se especializado na arte da guerra. Preso à sua cintura estava um mangual pesado, um tipo de maça feita de um bastão de madeira com uma grossa corrente na ponta, e que emanava uma chama avermelhada como o fogo, puxando um carrinho enfeitado com flores na capota, muito parecido com o carrinho de Gabi.
- Olá prima – disse Annie, com um sorriso, ao se aproximar de Gabi – O que a anima tanto neste dia tão frio?
- Annie! Você vai adorar ver o que eu consegui!! Olha só isto aqui!! Olha!! – esticando os braços, Gabi mostrou o pequeno pássaro para Annie – eu chamo ele de Corujito, porque ele tem um olhar muito esperto! E ele voa!!!
- Imagino que sim, prima, já que é visivelmente um pássaro! – respondeu com cara de curiosa Annie – Mas não se parece com nenhum que eu tenha visto em minhas aventuras, nem mesmo em relatos de terras distantes. Que pássaro é este?
- Annie, você não viu porque apenas alguns poucos alquimistas conseguiram produzí-los…
- Produzí-los? – interrompeu Annie – Você está me falando que conseguiu criar um homunculus?
- Siiiim!!! – quase gritando, Gabi voltou correndo para seu carrinho, pegou um frasco com um líquido meio avermelhado, quase rosáceo, e esticou pra sua prima – E eu encontrei quem me ensinasse! Não foi fácil, tive que viajar muito, para lugares muito distantes. E eu consegui produzir mais um que eu não sei bem como será, mas é pra você!
Annie pegou o frasco das mãos de sua prima, e o olhou contra a luz.
- Isto que tem aqui dentro é um embrião de homunculus, prima? E que você está me dando um?
- Isso mesmo, Annie! Vamos, cuide deste frasco, e em pouco tempo você verá que ele tem alguma forma. Se bem que, pelo que eu entendi, este estaria pronto, pelo tempo que está no frasco. Meu Corujito evoluiu em poucas horas para este tamanho, que eu creio ser o máximo que ele atinge, já que eu já saí pra caçar com ele e, mesmo alimentando e o exercitando nas cavernas gélidas de Payon, ele não cresceu em tamanho, mas eu notei que ele adquiriu algum tipo de habilidade e força.
Annie não falou nada, mas depois de analisar um pouco o frasco, enquanto Gabi brincava com seu novo amigo azul, resolveu abrir o lacre. Cheirou com cuidado o frasco e, ao tentar verter seu conteúdo com todo cuidado para outro frasco que tinha consigo, notou que não era bem um líquido que havia lá, mas sim uma espécie de muco ou algo gelatinoso. Se assustando, Annie soltou o frasco e puxou rapidamente seu mangual pesado da cintura.
- Gabi! Isto não é um embrião! É algo vivo! É uma gosma viva!!
Gabi olhou para o frasco recém caído no chão e, ao invés de ver um líquido escorrendo pela calçada de Prontera, viu que o gel que estava lá dentro se juntava ao redor de um núcleo preto, em formato de bola. Quando este adquiriu um formato mais ou menos certo, as jovens alquimistas notaram que ele estava formado. O homunculus estava terminado, e que ele possuía uma forma cilíndrica feita de uma gelatina e possuía um núcelo grande e preto, parecendo uma bola, e era pouco menor que um Poring, mas e movia muito rapidamente ao redor de Annie.
- Acho que ele reconheceu uma mãe, Annie – riu Gabi – Acho que ele gostou de você! E, olhando bem, ele parece bem simpático! – Gabi se abaixou para ver mais de perto e tocar o homunculus.
- Sabe que você tem razão, Gabi? – disse Annie, guardando novamente seu mangual. – Essa gosma realmente gostou de mim, e é mesmo simpática! – Annie se abaixou perto de Gabi, e o homunculus começou a se esfregar em suas mãos. – Ele é gelado! Mas não é tão gosmento quanto eu achei que seria! Embora ele deixe esse rastro meio úmido quando anda. Será que eu consigo treiná-lo para caçar comigo?
- Não sei, Annie, mas se ele for tão inteligente quando o Corujito, pode apostar que não só ele pode ser bem treinado como será bem rápido e forte. Muito embora eu não veja como uma bolinha de gosma possa atacar sem se desmanchar… - falou Gabi, coçando a cabeça.
- Bom, vamos descobrir! Soube que estão tendo novamente problemas com um excesso de Besouros Ladrões nos esgotos da cidade. Vamos ver lá na Guilda dos Cavaleiros o que acontece, pois vieram de lá os rumores.
Seguidas de seus homunculus, as duas alquimistas se dirigiram à noroeste da cidade, para a guilda dos cavaleiros. Lá, ao falar com um dos funcionários, ficaram sabendo que os Besouros estava saindo do controle, começando a invadir a área à oeste de Prontera. Ele perguntou se elas topariam ajudar na eliminação desta praga, e ofereceu uma ajuda na forma de poções e o teleporte para o funcionário encarregado na entrada dos esgotos. Ambas toparam ao mesmo tempo, pegaram as poções ofertadas e foram teleportadas para fora da cidade, de frente a um outro funcionário da guilda, em frente à entrada dos esgotos.
Entrando nos esgotos, as alquimistas soltaram seus homunculi. Em pouco tempo encontraram um ninho pequeno de Besouros Ladrões, com alguns ovos e pequenos Besouros. Rapidamente o pássaro azul voou para o ninho e bicou sem piedade o ninho, como se tivesse entendido que essa era a sua missão. Ao mesmo tempo, o homunculus de Annie avançou para um Farmiliar que se aproximava sorrateiramente por trás das garotas para atacá-las e o atacou, deformando seu corpo na forma de uma fina e perigosa lança, projetando-a para cima e atacando de forma selvagem o pequeno morcego azulado.
- Você viu isso, Gabi? – exclamou Annie, excitadíssima com o que sua criaturinha havia acabado de fazer
- Vi sim! É impressionante! Que bom que essa gosma não foi uma tentativa falha, mas um homunculus tão capaz quanto o meu Corujito!
- Bom, eu prefiro esse meu gosmúnculo! – respondeu gracejando Annie, que logo em seguida fez cara de quem havia descoberto o nome de seu novo amigo.
E as alquimistas ficaram por muitas horas conversando sobre o que estavam vendo, enquanto seus novos amigos lutavam e evoluíam seus ataques e suas capacidades. Logo Gabi viu que seu homunculus era muito mais rápido do que o de sua prima, mas muito mais frágil e suscetível a danos e ataques, quando não conseguia se esquivar, assim como um Gatuno, enquanto que o de Annie se assemelhava mais a um Mago, pois desenvolveu em pouco tempo a capacidade de utilizar lanças de energia Elemental exatamente como um mago.
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O meu gosmunculus apareceu na história! :D:D:D