Setembro 2008
Arquivo Mensal
Blog da Carol e do Lobo, pra quem gosta de ler e se divertir.
Arquivo Mensal
Publicado por Lobo em 29 Set 2008 | sob: Curiosidades
Bom, o título já é basicamente o post, não?
Então, para quem conhece a banda MegaDriver, mas não sabe que eles soltaram um álbum novo, sugiro ir atrás. Link aqui para o álbum novo.
Se já ouviu o álbum novo, o que achou? Pessoalmente eu gostei bastante, escolheram músicas que realmente me lembram Sonic!
Se não conhece, clique aqui para conhecer a banda! Mas aviso que tem que gostar de metal e jogos, como diz o título do post!
Só é uma pena que não vai ter VGL em Sampa este ano… Porque consegui colocar a banda em contato com os organizadores do evento, e no RJ quem vai abrir o VGL são eles. Mas não vou poder ver, infelizmente. Triste isso…
Mas manda ver, MegaDriver!!
o/
Publicado por Carol em 26 Set 2008 | sob: No trabalho
Vamos lá! Vou postar cedo, antes de começar a correria! Afinal, faz um certo tempo que eu não comento nenhuma noticia!
Veja a noticia completa aqui
“No alto, o primeiro avião-hotel do mundo; em seguida, desenhos mostram como será o interior Será inaugurado em dezembro, na Suécia, o primeiro avião-hotel do mundo, criado para funcionar em terra firme dentro de um Boeing 747, o famoso Jumbo.
Batizado de Jumbo Hostel, o avião já está posicionado na entrada do aeroporto internacional de Arlanda, em Estocolmo. ”
avião-hotel?? lol! Era só o que faltava não?
“O hotel terá 25 quartos, incluindo uma suíte de luxo localizada no cockpit do jato, com visão panorâmica do tráfego aéreo em Arlanda. No total, o Jumbo Hostel acomodará 85 pessoas, com três camas em cada quarto. ”
visão panorâmica do tráfego aéreo! Claro, o que mais alguém gostaria de ver na janela do cockpit de um avião?
“Ao ouvir falar do Jumbo abandonado, o empresário sueco Oscar Diös, dono de uma rede de pequenos hotéis, não hesitou em arrematar o jato para expandir o seu negócio. “Felizmente, fui o primeiro a ter a idéia de transformar aviões em hotéis e, agora, pretendo levar o conceito do Jumbo Hostel a outros países”, disse à BBC Brasil o empresário sueco.”
daqui a pouco vamos ver “onibus-hotel”, “carro-hotel” e até “bicicleta-hotel”… Ok, me empolguei um pouco… bicicleta-hotel seria meio dificil…
“Os quartos têm cerca de seis metros quadrados de área e altura de três metros. Os mais luxuosos estão situados na parte superior do avião. Todos estão equipados com telas de TV planas, nas quais também será possível checar os horários de partida de todos os vôos. Do Jumbo Hostel, serão apenas cerca dez minutos a pé até os pontos de check-in do aeroporto. ”
nada como dormir em um avião antes de pegar um avião pra viajar… pelo menos parece ser mais confortável que as poltronas de avião…
“Segundo o empresário sueco, os preços serão de cerca de US$ 50 por pessoa. Um quarto com três camas custará, portanto, US$ 150. Mas também será possível fazer reservas individuais para uma cama (como no sistema dos albergues para a juventude).
A suíte localizada no cockpit do avião deverá custar em torno de US$ 300. E, para interessados, será possível também reservar toda a parte superior do Jumbo (a antiga primeira classe) por cerca de US$ 500. ”
isso!! reservar toda a área superior e fazer uma festa!! Se for aniversário, será que tem desconto?
“O empresário sueco observa ainda que o Jumbo Hostel não será simplesmente um hotel: o avião estará aberto a visitantes, que poderão inclusive experimentar a sensacão vertiginosa de caminhar na asa de um Boeing 747. ”
por que diabos alguém gostaria de sentir vertigem andando na asa de um avião? que graça tem?? o avião vai estar parado…
É cada coisa que inventam…
Publicado por Lobo em 26 Set 2008 | sob: bRO Fanfic
Gabi estava feliz. Não se lembrava quando foi a última vez que se sentira tão feliz, enquanto olhava para o pequeno pássaro que estava pousado em seu carrinho. Era um pássaro azulado, com olhos amarelos grandes e vivazes, e um bico curto, mas muito duro. Enquanto Gabi acariciava pela milionésima vez este pássaro, Annie, uma de suas primas, que havia seguido o mesmo caminho dela, se aproximava. Diferentemente de Gabi, Annie era de compleição mais forte, lembrando até a época que Gabi treinava como espadachim. Era visível na garota de cabelos verdes que se aproximava que ela havia se especializado na arte da guerra. Preso à sua cintura estava um mangual pesado, um tipo de maça feita de um bastão de madeira com uma grossa corrente na ponta, e que emanava uma chama avermelhada como o fogo, puxando um carrinho enfeitado com flores na capota, muito parecido com o carrinho de Gabi.
- Olá prima – disse Annie, com um sorriso, ao se aproximar de Gabi – O que a anima tanto neste dia tão frio?
- Annie! Você vai adorar ver o que eu consegui!! Olha só isto aqui!! Olha!! – esticando os braços, Gabi mostrou o pequeno pássaro para Annie – eu chamo ele de Corujito, porque ele tem um olhar muito esperto! E ele voa!!!
- Imagino que sim, prima, já que é visivelmente um pássaro! – respondeu com cara de curiosa Annie – Mas não se parece com nenhum que eu tenha visto em minhas aventuras, nem mesmo em relatos de terras distantes. Que pássaro é este?
- Annie, você não viu porque apenas alguns poucos alquimistas conseguiram produzí-los…
- Produzí-los? – interrompeu Annie – Você está me falando que conseguiu criar um homunculus?
- Siiiim!!! – quase gritando, Gabi voltou correndo para seu carrinho, pegou um frasco com um líquido meio avermelhado, quase rosáceo, e esticou pra sua prima – E eu encontrei quem me ensinasse! Não foi fácil, tive que viajar muito, para lugares muito distantes. E eu consegui produzir mais um que eu não sei bem como será, mas é pra você!
Annie pegou o frasco das mãos de sua prima, e o olhou contra a luz.
- Isto que tem aqui dentro é um embrião de homunculus, prima? E que você está me dando um?
- Isso mesmo, Annie! Vamos, cuide deste frasco, e em pouco tempo você verá que ele tem alguma forma. Se bem que, pelo que eu entendi, este estaria pronto, pelo tempo que está no frasco. Meu Corujito evoluiu em poucas horas para este tamanho, que eu creio ser o máximo que ele atinge, já que eu já saí pra caçar com ele e, mesmo alimentando e o exercitando nas cavernas gélidas de Payon, ele não cresceu em tamanho, mas eu notei que ele adquiriu algum tipo de habilidade e força.
Annie não falou nada, mas depois de analisar um pouco o frasco, enquanto Gabi brincava com seu novo amigo azul, resolveu abrir o lacre. Cheirou com cuidado o frasco e, ao tentar verter seu conteúdo com todo cuidado para outro frasco que tinha consigo, notou que não era bem um líquido que havia lá, mas sim uma espécie de muco ou algo gelatinoso. Se assustando, Annie soltou o frasco e puxou rapidamente seu mangual pesado da cintura.
- Gabi! Isto não é um embrião! É algo vivo! É uma gosma viva!!
Gabi olhou para o frasco recém caído no chão e, ao invés de ver um líquido escorrendo pela calçada de Prontera, viu que o gel que estava lá dentro se juntava ao redor de um núcleo preto, em formato de bola. Quando este adquiriu um formato mais ou menos certo, as jovens alquimistas notaram que ele estava formado. O homunculus estava terminado, e que ele possuía uma forma cilíndrica feita de uma gelatina e possuía um núcelo grande e preto, parecendo uma bola, e era pouco menor que um Poring, mas e movia muito rapidamente ao redor de Annie.
- Acho que ele reconheceu uma mãe, Annie – riu Gabi – Acho que ele gostou de você! E, olhando bem, ele parece bem simpático! – Gabi se abaixou para ver mais de perto e tocar o homunculus.
- Sabe que você tem razão, Gabi? – disse Annie, guardando novamente seu mangual. – Essa gosma realmente gostou de mim, e é mesmo simpática! – Annie se abaixou perto de Gabi, e o homunculus começou a se esfregar em suas mãos. – Ele é gelado! Mas não é tão gosmento quanto eu achei que seria! Embora ele deixe esse rastro meio úmido quando anda. Será que eu consigo treiná-lo para caçar comigo?
- Não sei, Annie, mas se ele for tão inteligente quando o Corujito, pode apostar que não só ele pode ser bem treinado como será bem rápido e forte. Muito embora eu não veja como uma bolinha de gosma possa atacar sem se desmanchar… - falou Gabi, coçando a cabeça.
- Bom, vamos descobrir! Soube que estão tendo novamente problemas com um excesso de Besouros Ladrões nos esgotos da cidade. Vamos ver lá na Guilda dos Cavaleiros o que acontece, pois vieram de lá os rumores.
Seguidas de seus homunculus, as duas alquimistas se dirigiram à noroeste da cidade, para a guilda dos cavaleiros. Lá, ao falar com um dos funcionários, ficaram sabendo que os Besouros estava saindo do controle, começando a invadir a área à oeste de Prontera. Ele perguntou se elas topariam ajudar na eliminação desta praga, e ofereceu uma ajuda na forma de poções e o teleporte para o funcionário encarregado na entrada dos esgotos. Ambas toparam ao mesmo tempo, pegaram as poções ofertadas e foram teleportadas para fora da cidade, de frente a um outro funcionário da guilda, em frente à entrada dos esgotos.
Entrando nos esgotos, as alquimistas soltaram seus homunculi. Em pouco tempo encontraram um ninho pequeno de Besouros Ladrões, com alguns ovos e pequenos Besouros. Rapidamente o pássaro azul voou para o ninho e bicou sem piedade o ninho, como se tivesse entendido que essa era a sua missão. Ao mesmo tempo, o homunculus de Annie avançou para um Farmiliar que se aproximava sorrateiramente por trás das garotas para atacá-las e o atacou, deformando seu corpo na forma de uma fina e perigosa lança, projetando-a para cima e atacando de forma selvagem o pequeno morcego azulado.
- Você viu isso, Gabi? – exclamou Annie, excitadíssima com o que sua criaturinha havia acabado de fazer
- Vi sim! É impressionante! Que bom que essa gosma não foi uma tentativa falha, mas um homunculus tão capaz quanto o meu Corujito!
- Bom, eu prefiro esse meu gosmúnculo! – respondeu gracejando Annie, que logo em seguida fez cara de quem havia descoberto o nome de seu novo amigo.
E as alquimistas ficaram por muitas horas conversando sobre o que estavam vendo, enquanto seus novos amigos lutavam e evoluíam seus ataques e suas capacidades. Logo Gabi viu que seu homunculus era muito mais rápido do que o de sua prima, mas muito mais frágil e suscetível a danos e ataques, quando não conseguia se esquivar, assim como um Gatuno, enquanto que o de Annie se assemelhava mais a um Mago, pois desenvolveu em pouco tempo a capacidade de utilizar lanças de energia Elemental exatamente como um mago.
Publicado por Lobo em 24 Set 2008 | sob: Curiosidades
Bom, estava eu, alegre e faceiro, navegando agora no site do Metrô de São Paulo, e me deparo com a seguinte notícia (aqui e aqui):
"RESPOSTA ÀS PROPOSTAS DA CANDIDATA MARTA SUPLICY PARA A REDE METROVIÁRIA DE SÃO PAULO
1- O Metrô reitera que a proposta da candidata Marta Suplicy para o transporte metroviário da cidade de São Paulo é incompatível com os fundamentos técnicos que orientam o planejamento do transporte público metropolitano. O Metrô já havia alertado anteriormente acerca dos equívocos existentes na proposta da candidata. As novas linhas sugeridas ou sobrepõem-se às linhas que já estão sendo construídas ou são inadequadas e ocasionariam distúrbios na operação do Metrô.
2- Por exemplo, no caso da proposta da Linha 4-Amarela até Vila Maria, trata-se de um equívoco, uma vez que o atendimento à população da região de Vila Maria será feito por linha específica, a Linha 15-Vila Maria-Campo Belo, que passará pelo centro da cidade e pela av. Brigadeiro Luiz Antônio. A definição desse itinerário levou em conta a demanda preferencial da região de Vila Maria levantada pela pesquisa Origem e Destino. Uma outra proposta da candidata, a Linha 3-Vermelha até a Freguesia do Ó, revela desconhecimento dos procedimentos operacionais na atual rede metroviária, pois propõe algo que pode sobrecarregar ainda mais essa linha. Para atender à região da Freguesia do Ó e Cachoeirinha, o projeto de engenharia da Linha 6-Laranja, que ligará a Freguesia do Ó à estação São Joaquim, na Linha 1-Azul, já está em processo de contratação pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
3- Na sua propaganda eleitoral, a candidata, de forma equivocada, tenta passar uma imagem de que o Metrô só serve às classes mais abastadas, quando, na realidade, o sistema metroferroviário (Metrô e CPTM, que hoje formam uma rede integrada e complementar) é um serviço público que atende todas as camadas sociais.
4- A proposta ignora itens básicos que determinam a construção de linhas de metrô em todo o mundo, como interconexões com outras linhas, demanda de passageiros e origem e destino preferencial das pessoas. Um projeto de ampliação do Metrô de São Paulo não pode ser fruto de mero oportunismo eleitoral e se resumir a acréscimos de segmentos às linhas atuais, definidos sem o necessário suporte técnico.
5- Transporte público é coisa séria. Todos os investimentos na expansão e melhorias do Metrô, bem como de todos os transportes metropolitanos, são realizados com base em pesquisas com profundidade técnica e com planejamento de longo prazo e estão de acordo com o Plano de Expansão do Transporte Metropolitano do Governo do Estado de São Paulo, no valor de R$ 19 bilhões, o maior investimento já feito no setor, que quadruplicará a rede com qualidade de metrô (de 61,3 km para 240 km).
6- Finalmente, é preciso deixar claro que quem faz metrô, em São Paulo, é o Metrô de São Paulo. Afirmar o contrário, prometendo realizar linhas de metrô através de outro órgão, contraria a verdade."
Poxa vida, dona Marta, manera, né? Tudo bem, sabemos que qualquer candidato se compromete com coisas que nem vai tentar cumprir, mas não abusa! Ao menos entre em contato com a empresa que vc pretente usar para ver o que é possível!
o/
Publicado por Carol em 24 Set 2008 | sob: dia a dia
Hoje eu faço 29 anos! Parabéns pra mim! ^^
O blog ta meio abandonado porque a gente ta meio sem tempo.
Depois das eleições ele volta ao normal^^
Beijos! o/
Publicado por Lobo em 19 Set 2008 | sob: dia a dia
Acho que é isso que algumas pessoas pensam quando acordam. Já repararam nisso?
Você está andando na calçada, larga o suficiente para 4 pessoas andarem lado a lado, e aí tem um poste, que ocupa o lugar de uma pessoa. Bom, sobra, então, espaço para 3 pessoas andarem sem problemas, certo? Aí vem um infeliz e resolve que ao lado do poste é um ótimo lugar pra ele parar e falar ao celular. Afinal, celular não funciona em movimento, e precisa de um poste ao lado para ter uma melhor recepção. Então, como ele faz? Simplesmente para no meio do espaço disponível, com o braço que segura o celular aberto o máximo possível e pronto, ocupou 2 lugares possíveis! Ou seja, todo mundo vai ter que esbarrar nele pra passar.
Bom, vamos pegar um trem? Opa, show! Meio de locomoção barato, relativamente rápido e "ecologicamente correto". Bom, sempre tem muita gente usando, então como fazemos para organizar a entrada e a saída do gado, digo, das pessoas? Simples! Na hora que abrir a porta, quem quer sair sai, e quem quer entrar entra. Ao mesmo tempo, lógico, pq funciona muito melhor!
É realmente impressionante a facilidade com que as pessoas ficam no caminho. Não dá mais pra saber se é proposital, se não se percebe ou se é uma convenção mesmo.
Acho que a política do "eu sou mais importante do que nós" é a causa de muitos de nossos problemas. Eu fico pensando no que o cara lá falou de "oferecer a outra face". Se é impossível colocar o "nós" acima do "eu", imagina colocar o "você" acima do "eu"!! Pobre cristo… Eu tenho dó. O cara se sacrificou por esse povo? eu tenho mesmo dó do cara…
Termino esse post com um trecho de uma música do Apocalyptica:
“We give this life to our children, and teach them to hate this place.”
Publicado por Lobo em 17 Set 2008 | sob: bRO Fanfic
Deixemos agora um pouco de lado esta história, pois ainda há muito a ser contado além deste pequeno grupo de amigos.
Muito se engana quem acha que as únicas criaturas inteligentes e sociais são os homens. Existem outras espécies organizadas espalhadas pelo mundo, e certamente uma que merece atenção são os orcs.
Os orcs são uma raça muito forte, com o desenvolvimento físico médio acima dos humanos, mas sem sua criatividade e inteligência, São organizados em agrupamentos, constituem famílias mais ou menos organizadas, mas algo que precisa ser falado sobre eles é seu poder bélico. Todos são guerreiros. Sem exceção. Se um humano desavisado não prestar atenção, até mesmo uma criança orc pode ser perigosa, já que até elas andam armadas com adagas.
Orcs são ótimos arqueiros, ótimos espadachins, embora mais pela sua força do que pela habilidade em si, e geralmente não gostam de humanos. Qualquer orc atacará qualquer humano quando encontrar um, como se este fosse o maior inimigo existente.
E era com um destes orcs, armados com um grande escudo de madeira e metal em um braço e uma afiada espada na outra que Miadra estava lutando. Aliás, dizer que eles lutavam seria uma ofensa a garota que corria ao redor do orc guerreiro, brincando com este como um gato brinca com um roedor antes de matá-lo.
De repente a bela ruiva desapareceu na frente do orc, deixando um traço de terra onde ela estava há um instante atrás. O guerreiro orc urrou de raiva ao ver sua presa sumindo, mas logo este urro se tornou um grito de dor e, então, silenciou-se.
Assim que tombou, foi possível ver a garota limpando sua adaga nos trapos que o orc vestia.
- Otário! Acha mesmo que seu escudo poderia te proteger do que você não pode ver? - falou ao corpo inerte a seus pés. - Agora vamos ver o que você tem pra mim.
Miadra abaixou-se e encontrou um dos amuletos que os orcs carregavam sempre consigo e pensou "ótimo, mais um pra coleção", enquanto o guardava em sua bolsa.
- Nada mau, ruivinha, mas precisa se esforçar mais ainda para me alcançar. - disse uma voz atrás dela de forma suave, mas brincalhona.
- Dorobou, criatura infernal! Ainda me assediando? - respondeu Miadra, puxando a adaga de novo e apontando para o rosto do seu colega de profissão. - Não me incomode, que eu estou ocupada agora. Vai lá flertar com a sua alquimistinha. Ou já foi rejeitada por ela também?
- Há, sua ciumenta! Você acha que ela me dispensaria assim? O fato de eu cobrar para caçar os itens que ela quer não a fez desistir de meu charme. - respondeu com um sorriso o arruaceiro, apoiando seu arco no chão. - Aceita uma poção? Um mago… hmm… deixou cair ali atrás.
- Cair? Sei, sei. - respondeu Miadra guardando sua adaga e ajeitando seu broquel no braço canhoto. - Mande pra cá que estou com sede mesmo.
Os arruaceiros se sentaram na grama, num canto da vila orc e começaram a beber algumas poções para recuperar um pouco do fôlego e curar algumas feridas dos combates com os orcs.
- Ruiva, fique esperta que eu vi um grupo de orcs azuis passeando por aí. Acho que estão patrulhando a área.
- Está com medo agora, é, ruivinho? – dando uma ênfase meio cômica ao final da frase.
- Bom, não fui eu que fiquei tonto levando com um escudo na cabeça agora a pouco, ruiva. Em todo caso, pode se divertir que eu fico de olho neles.
Quando ia se levantar, uma mão firme e enluvada segurou-o pelo ombro e falou, com uma voz firme e tranqüila.
- Não há necessidade de se preocupar com eles, caro Dorobou.
Apesar da firmeza da voz, ela era feminina. Dorobou virou-se, então, e viu contra o sol o vulto de uma templária, puxando seu Grand Peco pela rédea ao seu lado. Em suas costas estava o enorme escudo que sempre carregada consigo, e a sua fiel espada em sua cintura.
- Ora ora, se não é minha odalisca favorita! – exclamou Dorobou, levantando-se e ficando em frente à garota que trajava a forte e pesada armadura dos templários da Igreja de Prontera, que agora tirava seu enome elmo dourado e o apoiava na mão livre.
- Você sabe muito bem que abandonei esta vida leviana, Dorobou. Minha vida agora tem outro objetivo que entreter homens sedentos e cheios de Zenys. Mas é sempre um prazer encontrar amigos em terras estranhas. Há muito não piso neste lugar. – respondeu Katrina, com um sorriso no rosto.
- Bom te ver bem, Kat! – falou Miadra, que havia se levantado logo após Dorobou. – Estou aqui cuidando deste arruaceiro infeliz, porque ele está com medinho de orcs azuis.
- Noto que a chama que existe em vocês dois não diminuiu, prima. Fico feliz, pois passei muito tempo em terras infestadas de demônios e mortos-vivos, e a companhia de pessoas tão felizes sempre me agrada. Compartilham comigo um lanche? Preciso descansar, assim como minha montaria.
- Sente-se em meu lugar, milady – respondeu imediatamente Dorobou, pegando Katrina pela mão e levando-na a um tronco cortado de madeira para ser usado de banco. – Noto que, além de desistir da música, desistiu daquele elmo horrível e surrado.
- Cobiça ainda é um pecado, Dorobou. Mas de fato, este elmo foi um presente da Igreja por meus serviços nas cidades tomadas pelo desespero. É realmente algo invejável, não o culpo pelo olhar que deu a ele, mas peço que nem pense que ele vale algum dinheiro pra você.
- Prima, você ganhou mesmo um Elmo do Deus-Sol? – disse Myadra com os olhos grandes como duas frutas maduras, totalmente embasbacada.
- Certamente, cara prima. Mas não vim aqui para mostrar meus presentes, mas para ver como estão meus amigos, e visitar velhos adversários que não vejo há muito tempo – disse, olhando para o acampamento orc que aparecia no horizonte. – Ainda tenho contas a acertar com certos indivíduos. Inclusive,Dorobou, aqueles orcs que estão patrulhando são meus, certo?
- Longe de mim ficar entre vosso caminho e sua presa, nobre e maravilhosa serva de Odin – disse Dorobou, fazendo uma mesura exagerada. – Assim sendo, sentemos e vamos voltar a comer, junto de nossa mais estimada companhia, ruiva!
Assim, os 3 começaram a comer frutas e um pouco de vinho, que Katrina tirou dos bolsos de sua montaria, enquanto seu Grand Peco começou a caçar vermes e outras criaturas pelo chão gramado que tinha à sua frente, mas sempre perto de sua dona.
E, no momento que estavam terminando, surgiu rapidamente um grupo de orcs, visivelmente prontos para emboscar. Dorobou e Myadra perceberam a aproximação do grupo momentos antes do ataque dos arqueiros começar, gritaram cuidado e desapareceram da vista do grupo, cada um em uma nuvem de poeira. Katrina levantou-se e virou-se para o grupo que chegava, ignorando que as flechas agora vinham em sua direção.
Rapidamente puxou seu enorme escudo das costas e o travou em seu braço esquerdo, enquanto desembainhava sua enorme espada com a mão direita, bloqueando no caminho os ataques de um dos orcs guerreiros que a cercavam.
- Ataques covardes sempre foram a característica de criaturas estúpidas como estas. – disse em voz baixa, mais pra si mesmo do que para quem estivesse por perto. Em seguida, disse em voz alta - Mya, Dorobou, sirvam-se dos arqueiros, se assim quiserem!!
Myadra e Dorobou apareceram atrás de cada um dos arqueiros, com uma nuvem de poeira e pedras que cegou seus alvos, deixando-os momentaneamente sem saber para onde atirar. Aproveitando a deixa, cada um dos arruaceiros começou o combate com os arqueiros à sua maneira. Myadra movia-se rapidamente ao redor do seu orc arqueiro, deixando-o sem condições de fazer mira, e usando sua faca rápida e repetidas vezes contra aquele corpo que mais parecia ser feita de pedra. Já Dorobou aproveitou o atordoamento do seu oponente para dar um ágil salto para trás e começar a disparar flechas no orc arqueiro com uma agilidade que rivalizava a de Myadra, pois esquivava das flechadas do seu oponente com a mesma facilidade com que acertava seu alvo
Katrina, enquanto isso, havia conseguido afastar os 2 orcs guerreiros que pularam nela, e colocou rapidamente seu elmo dourado. Imediatamente, bateu seu escudo no chão e estava pronta. Começou a bloquear os ataques que vinham incessantemente por parte dos 2 guerreiros, e revidar com espadadas diretamente neles, que ora bloqueavam ora sentiam o ataque. Foi quando surgiram mais 4 orcs, mas desta vez enormes, tão altos quanto Katrina quando em sua montaria. Eram orcs azuis, e Katrina viu que estava em desvantagem para uma luta corpo-a-corpo. Certificando-se rapidamente que seus companheiros estavam lutando com seus adversários sem problemas, Katrina inverteu a espada em sua mão, enterrando-na com força na terra a seus pés, enquanto se agachava ante o ataque furioso dos orcs e invocou seu poder divino.
Foi quase como uma ordem divina quando Katrina invocou a enorme cruz feita de luz a seus pés. A luz surgiu diretamente do ponto que a espada se enterrou e formou uma enorme cruz centrada na templária, cegando instantaneamente seus atacantes, que urraram de dor no momento que o poder de Odin, em formato desta cruz, era canalizado pela templária diretamente para seus oponentes. Mesmo os arruaceiros, que estavam ocupados com seus oponentes ficaram momentaneamente atordoados com a luz emitida. E foi neste momento que os orcs arqueiros conseguiram acertar seus oponentes.
Katrina permaneceu ajoelhada logo após o momento que parecia uma eternidade de dor e glória. O poder que possuía não era gratuito, havia um preço a se pagar para poder canalizar tal poder. Enquanto via seus 6 oponentes caindo seus pés, Katrina viu seus amigos sendo atacados. Enquanto se levantava, pode ver o arqueiro que duelava com Dorobou tombar ante ao duplo ataque de Dorobou, cravando duas flechas de uma vez em seu coração, e o adversário de Myadra tombando frente a garota, que estancava uma ferida feita por uma flecha do seu adversário orc.
Invocando o poder aprendido na Igreja, Katrina pode fazer pelo seus amigos o que sua prima mais querida havia feito por ela naquele mesmo lugar, e invocou o poder divino de cura para cicatrizar os ferimentos de seus amigos, e também para recuperar um pouco de seu esgotamento físico causado pelos ataque e pelo poder recém utilizado.
- Prima, você está bem? – perguntou Myadra, parando em frente à templária, que permanecia sorridente apesar do ataque.
- Poderia estar melhor, se estes orcs malditos não tivessem estragado nosso lanche! Mas tudo bem, foi a ultima vez que eles fizeram isso com alguém. – disse Katrina, olhando com algum desdém o corpo dos orcs que jaziam em cima do lanche que estavam fazendo.
- Isso é que eu chamo de gostar do trabalho, odalisca. Acho que você tem razão quando diz que escolheu a vida certa abandonando a dança. Embora certamente você fique muito melhor com sua roupa de dançarina do que com esta enorme armadura que veste agora. – disse Dorobou, prendendo novamente seu arco em suas costas. – Agora, vamos ver o que estes corpos têm de bom…
Enquanto Dorobou abaixava-se para vasculhar os corpos dos orcs, as garotas começaram a arrumar seus pertences.
- Kat, estamos indo para Prontera agora, precisamos levar algumas coisas pra Gabi, e também vender nossas mercadorias. – disse Myadra, enquanto terminava de limpar suas adagas e guardá-las.
- Então vamos juntos, se quiserem minha companhia. Posso voltar depois para esta vila. Há muito quero reencontrar meus familiares e meus amigos. E preciso também ir à Igreja. Tenho muito o que conversar com os padres.
Assim, começaram a seguir para leste, logo após Dorobou juntar os pertences dos orcs aos seus. No caminho, Dorobou e Myadra disputavam a atenção de Katrina mostrando seus achados, contando histórias e relatando os últimos acontecimentos.
Publicado por Carol em 16 Set 2008 | sob: No trabalho
Esse post é dica da Carol Hino (ou Carol do outro lado do mundo)!
Eu já conhecia, mas é a primeira vez que vejo essa tal de “termodinâmica do inferno” bem escrita ou bem explicada. Então vou postar aí, da maneira que a Carol encontrou no Tecnopop! E sem comentários!! ;)
“Publicado no TecnoCientista em 04/06/2002 (quando o site ainda era apenas um grupo de e-mails)
Essa é da boa, pra quem trilhou os caminhos estranhos das exatas…
Pergunta feita pelo Dr. Fernando, da FATEC em sua prova final do curso de maio de 1997. Este doutor é reconhecido por fazer perguntas do tipo: “Por que os aviões voam?” em suas provas finais.
Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma foi: “O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta.” Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
“Primeiramente, postulamos que se almas existem; então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?
Então podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno…
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.
Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.
Existe então duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no primeiro ano: “só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar” E levando-se em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.”
O aluno Sérgio Fonseca tirou o único 10 na turma.”
:D :D :D
Muito velha e batida, mas muito boa, não?
Publicado por Lobo em 15 Set 2008 | sob: bRO Fanfic
Aisha sentia-se caindo, mas parada. Sentia uma sensação de vôo e de caminhar ao mesmo tempo. E nada via além de luz.
De repente sentiu chão aos seus pés e ao olhar ao seu redor viu apenas um céu azul e construções que flutuavam junto a grandes nuvens. O chão a seus pés era de pedra de uma cor que nunca havia visto e ao longe, na mesma plataforma que estava, um gande foco de luz azul. Como era o único caminho a seguir, dirigiu se a ele.
Elenna não estava a seu lado, e não podia ser vista em lugar algum mas, por mais estranho que parecesse, Aisha não estava preocupada. Algo em sua mente a deixava tranquila, então seguiu em frente.
Em seus pés brilhava uma aura azul, como se emanasse de sua sombra. Na verdade, não haviam sombras, apesar do lugar ser claro como o dia. Caminhando em direção à fonte de luz, a caçadora viu, nas laterais de seu caminho, vários grandes e renomados aventureiros, heróis de lendas. Como se adivinhassem a pergunta não feita de Aisha, todos indicavam com as mãos que o caminho a seguir era realmente em direção à luz, então para lá prosseguiu.
Ao chegar no final do caminho, Aisha viu uma mulher alta, de cabelos loiros, muito clara, com olhos grandes e vivos, um azul e outro vermelho, asas enormes com penas brancas como as nuvens que a rodeavam, trajada como um anjo guerreiro e portando uma longa lança dourada, ricamente adornada com jóias e outros brilhantes.
Embora atônita com a presença soberba da Valquíria em sua frente, Aisha se ajoelhou respeitosamente, mas com o olhar fixo nos olhos do espírito guerreiro à sua frente. E, com a voz de mil anjos guerreiros, a Valquíria começou a falar.
- Levante-se Aisha Turunnen, caçadora implacável e portadora de glórias e sabedoria sem fim. – disse indicando com a mão que Aisha deveria se levantar e ficar prostada à sua frente.
Aisha levantou-se e continuou a fitar a Valquíria, enquanto andava para o ponto indicado, no centro de um círculo que emanava uma forte luz azul-escuro.
- Reconheço seu esforço e é notável sua evolução, e a convido a fazer parte de meu séquito de caçadores de elite, para combater ainda mais implacavelmente o mal que aflige os homens, e trazer a paz no reino dos mortais. Aceita a oferta de poder e responsabilidade que apresento a você neste momento?
- Sim, nobre guerreira. Aceito sua oferta! – respondeu Aisha sem demonstrar um átimo de exitação, mantendo sua voz firme.
- Aceita, Aisha Turunnen, o desafio de novamente ter que passar pelo crescimento espiritual e físico, pelas agruras que já passou e deverá passar novamente? Aceita que eu apague suas memórias, deixando apenas em ti sua essência e capacidade de aprendizado, mas sem suas reconhecidas habilidades?
- Nobre guerreira, se este é o desafio que preciso enfrentar para receber sua bênção e aumentar meu poder para melhor serví-la, aceito de coração aberto. Entrego à senhora meu conhecimento, minha memória, minha essência. – respondeu Aisha automaticamente, como se as palavras já existissem em sua mente, fluindo naturalmente.
- Então, que assim seja, Aisha Turunnen!
Com esta resposta, a Valquíria levantou sua lança dourada e a atirou em Aisha, diretamente entre seus olhos, numa velocidade e poder tal que Aisha não pôde sequer tentar esquivar do ataque certamente fatal daquela lança dourada. Assim que a lança tocou sua fronde, Aisha foi cegada por um clarão seguido pelo breu mais escuro que Aisha já havia presenciado.
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Elenna viu Aisha sumir diante de seus olhos ao tocar o artefato. Aisha não tinha morrido certamente, pois seu corpo não estava no chão, nem em lugar algum que poderia ver. Talvez tivesse sido teleportada para algum outro lugar. Pensou em tocar o artefato quando entrou na mesma sala uma sábia que a impediu.
- O que pretende fazer, nobre sacerdotisa? Tome cuidado, por favor, pois este artefato é muito precioso, e não temos certeza do que pode acontecer a quem tocá-lo.
- Desculpe-me, cara Sábia, estava apenas tentando descobrir o que houve com minha prima, que o tocou há um instante atrás, e desapareceu. – respondeu amavelmente Elenna, embora estivesse preocupada com o destino de sua prima.
- Alguém tocou o Coração de Ymir? – disse a sábia, olhando ao redor, como que procurando algo. – E onde está o corpo de sua prima, que não encontro nesta sala?
- É exatamente o que desejo saber, senhorita. Estávamos pesquisando sobre o coração de Ymir, que inclusive acaba de me confirmar que é realmente este artefato. Mas minha prima não se encontra neste plano de existência, que eu posso afirmar pela minha afinidade com ela. Mas, apesar de não sentí-la, meu coração me diz que ela está bem.
- Desculpe meu ceticismo, sacerdotiza, mas não posso compartilhar deste sentimento com a senhora. Em todo caso, deixe-me acompanhá-la para fora, já que é um intrincado caminho para chegar aqui, e igualmente complicado para sair. E, no caminho, conte-me como chegaram aqui e o que fizeram, se me for possível. – dizendo isto, a sábia estendeu o braço indicando a saída.
- Certamente. Não creio que haja nada que não possa falar para a senhorita sobre nossa busca. – disse Elenna com um sorriso, acompanhando a sábia em direção a saída, conversando calmamente sobre sua busca.
Elenna conversava com a Sábia calmamente, e ela a tudo escutava com uma atenção enorme. Alice, como havia se apresentado a Sábia, tinha olhos profundos, que pareciam buscar a alma de quem estivesse falando com ela. Ao contrário de Elenna, que não passava nunca uma impressão negativa de si, Alice tinha uma expressão sempre séria, de quem está sempre esperando que algo a ataque de surpresa. Era alta e forte, com um corpo como o de Aisha, visivelmente ágil e demonstrava um intelecto que rivalizava com o de Gabi. Seus cabelos, vermelhos como o fogo, aumentavam ainda mais a sensação de que Alice era uma pessoa de temperamento explosivo, embora sempre falasse com tranquilidade.
- Bom, Elenna, eu agradeço a conversa que tivemos, e espero que minhas idéias tenham sido bem interpretadas. - disse Alice a um certo ponto da caminhada
- Certamente, Dark. - respondeu Elenna com um leve pesar na voz, que não passou despercebido pelos ávidos olhos da da sabia.
- Creio, sacerdotiza, que posso responder sua pergunta não verbalizada. Sim, eu prefiro que me chamem de Dark Alice, ou só Dark, É um apelido que ganhei dos meus colegas de estudos, e gosto muito. Digamos que seja a maior expressão de carinho que eu tive, então espero que honre minha vontade de ser chamada assim.
- É, realmente você sabe mesmo ler a mente das pessoas. Você seria uma ótima sacerdotiza, sabia? Seria até curioso, já que tenho uma prima que é sacerdotiza e se chama Alice. - respondeu sorrindo Elenna.
- Nunca imaginei que ouviria isso de alguém. Agradeço, mas definitivamente a palavra divina pra mim não foi suficiente, apenas os elementos e minha própria vontade de seguir em frente. Mas obrigada assim mesmo. - respondeu sorrindo Alice.
- De nada, Dark. Quando quiser procure-nos em Prontera, ao norte. Geralmente a guilda que faço parte se reune ali para conversar, encontrará muitas pessoas interessantes. Embora você seja uma pessoa solitária, cerrtamente seria bom ter pessoas com quem contar.
- Agradeço a gentileza, Elenna. Embora realmente não confie tanto assim nos outros, aceito seu convite. Agora preciso mesmo partir, pois o aeroplano está aportando agora, e preciso pegá-lo. Até breve, então.
- Até breve, Dark! Faça uma boa viagem. - dizendo isso, Elenna invocou o poder divino da agilidade para auxiliar a Sábia na corrida até o aeroporto.
Elenna começou a andar de volta para a Academia, na esperança de que encontrasse Aisha por ali, pelo que Dark Alice tinha comentado, quando sentiu que sua Aliança de Casamento vibrava em seu dedo e olhou pra ela. No mesmo instante sentiu-se carregada suavemente pelo tempo e espaço e sabia que havia sido teleportada.
De repente estava em Prontera, a cidade mais prodigiosa do Reinado, ao lado do alto ferreiro de cabelos azuis que a quem chamava de marido.
- Amor, por que me chamou aqui? Saudades de mim? - disse sorrindo Elenna, para depois beijar Dorei.
- Como se você não sentisse minha falta, menina! - colocando o braço ao redor da cintura de Elenna, Dorei a puxou para seu lado como se ela não pesasse nada. Olha só quem eu encontrei passeando perdida em Payon, enquanto eu caçava uns minérios na caverna da cidade. - apontou com um meneio de cabeça uma garota de cabelos verdes em trança.
Dorei quase estranhou a força que Elenna usou pra se livrar do seu abraço, mas sabia que era a única motivação para que Elenna conseguisse uma força maior que a dele.
- AISHA!!! - gritou Elenna de felicidade, pulando no pescoço de sua prima, que se vestia como uma arqueira, como há muito tempo não via. - Fiquei preocupada com você, prima! Você sumiu da saleta da Academia, e não mais pude sentir sua presença. Fiquei preocupada.
- Elenna, não precisa tanto! Também fiquei preocupada com você, mas estou bem. Só não me aperte tanto, ainda estou sem forças para enfrentar um abraço digno de um Orc. - respondeu sorrindo Aisha, que estava novamente em Prontera graças à ajuda de Dorei.
Publicado por Lobo em 14 Set 2008 | sob: dia a dia
Meu, que correria!
Estamos vivos, e vamos postar logo logo! Estou com o capítulo 8 pronto para publicar, e acho que amanhã mesmo ele vai pro ar! \o/ Alguém (além da Carol) está lendo?
Bom, vamos para uma despedida e depois voltamos! Aí tem pizza! \o/ Alguém está servido?
o/