Agosto 2008
Arquivo Mensal
Blog da Carol e do Lobo, pra quem gosta de ler e se divertir.
Arquivo Mensal
Publicado por Carol em 29 Ago 2008 | sob: Quentinhas do Terra
Acharam que eu não ia achar nada de interessante pra postar? ledo engano…
Confiram a noticia completa aqui!! Do Terra, é claro!
“O prefeito de um vilarejo no sudoeste da França ameaçou os moradores com punições severas se eles morrerem, porque não há espaço para mais enterros no superlotado cemitério local.”
Humm… punições severas no pós vida? no além? vai fazer o que? Rezar pro coitado ir pro inferno?? É cada coisa que a gente vê…
“Em um edital, o prefeito Gerard Lalanne disse aos 260 habitantes da vila de Sarpourenx que “todas as pessoas que não possuem jazigo no cemitério e desejam ser enterradas no vilarejo estão proibidas de morrer na comunidade”.”
Incrivel! Novamente, o Terra me deixa sem palavras! Se fosse proibido enterrar as pessoas, até faria sentido pra mim… Mas proibir as pessoas de morrer??? AFF!!
…
“Lalanne completou 70 anos hoje e é candidato a um sétimo mandato como prefeito nas eleições locais, que serão realizadas este mês. Ele disse lamentar não haver uma solução para o dilema. “Pode ser motivo de riso para alguns, mas não é para mim”, afirmou.”
Bem, me incluam nesse “alguns”, porque eu achei a noticia tão ridícula, que só rindo mesmo…
Tem dias que dá vontade de ser cega! Ou analfabeta!
Beijos! o/
Publicado por Lobo em 28 Ago 2008 | sob: bRO Fanfic
Sentada no dorso firme de seu robusto GrandPeco, Katrina olhava para o que restava de um Deviruchi. Lembrou-se de como antes estes pequenos demônios atormentavam-na em seus combates. "Pobres coitados, não entendem que não há como derrotar as forças da Luz", pensava enquanto descia de sua montaria para recolher os espólios.
Enquanto pegava os chifres que restavam, lembrou-se de quando aprendeu a canalizar a Vontade Divina pelo seu corpo, de forma semelhante a que sua prima fazia, mas com fins de punição, não apenas de cura e suporte. Pensou em quanto esse poder representava sua missão de vida, e até mais do que isso, sua vida efetivamente. Era ao custo de sua energia mental e do esgotamento físico que as hordas de monstros e demônios que assolava Rune Midgard. E haviam relatos de muitos outros lugares assim, mesmo fora do reino.
- Preciso ir conhecer a República que tanto falam os outros. Preciso conhecer o que seria essa república que tanto falam, entender porque não existe uma Igreja central neste lugar recém aberto. - Katrina estava pensando em voz alta, como sempre fazia quando estava sozinha.- Bom, chega de devanear, ainda há muito o que fazer aqui nesta cidade perdida.
Katrina montou novamente em seu GrandPeco e tornou a correr pelos tortuosos caminhos das ruínas que existiam abaixo da cidade de Geffen, a cidade da magia.
Enquanto caçava demônios e procurava limpar os calabouços de Geffen, Katrina pensava na luta de sua irmã e sua prima para expurgar o mal que afligia em uma longe cidade, fora do reino de Rune Midgard, Lighthalzen.
—
Aisha disparava flechas prateadas com uma destreza quase sobrenatural, procurando manter-se longe dos ataques daquelas criatura humanóides, oriundas de uma ciência irresponsável, dentro de um laboratório limpo, mas com uma aura péssima, em companhia de sua prima, que a auxiliava encantando-a com todo o repertório de favores e graças divinas a que tinha acesso. Suas flechas voavam com a única missão de destruir os doppelgangers, como ela havia sido informada, de guerreiros do reinado. O que teria levado a Reckenber a criar estas criaturas?
Tentar alcançar o status da divindade criando vida? Aquilo não era vida, mas uma distorção daquilo que a natureza havia criado. Como os cientistas não conseguiam entender isto? Nem mesmo os alquimistas conseguiam criar vida, mesmo estando muito próximos, conforme Gabi havia mostrado.
- Elenna, cuidado! Estou vendo o Algoz! Melhor nos afastarmos! - Gritou Aisha, avistando o doppelganger que mimetizava um Algoz à distância, que parecia ainda não ter visto as duas aventureiras. No encontro anterior com ele, ambas acordaram algum tempo depois, carregadas do laboratório de somatologia da Fundação Rekember. Ele era muito rápido para que Aisha pudesse escapar de seus golpes, como costumava fazer com outros monstros, e muito forte para que Elenna pudesse agüentar seus golpes enquanto usava seu poder divino de curar as feridas de seu corpo.
Vendo que conseguiram despistar novamente do Algoz, continuaram na infinita busca para livrar o laboratório dos monstros que o infestavam. Uma dúvida afligia sua mente: será que eram mesmo monstros que afligiam o laboratório, como que criações sem controle, ou simplesmente seria uma produção constante destes doppelgangers que a Reckenber insistia em fazer? Talvez para testar suas criações, ou buscar algum grupo de heróis para alguma função?
Elenna e Aisha estavam a bastante tempo caçando e tentando desvendar a
história e o que acontecia nos laboratórios. Encontraram novos amigos por lá, alguns velhos amigos também, que estava com a mesma missão, ou ao menos tinham o mesmo objetivo: a destruição destes doppelgangers. E, enquanto corriam contra as hordas que chegavam, Aisha, e depois Elenna, constataram algo: elas sentiram a plenitude de suas ações transformando a percepção delas e de outras pessoas sobre elas mesmas. Elas demonstravam uma aura de compreensão do mundo que parecia que tudo o que havia para ser aprendido, sentido, conhecido havia chegado ao seu limite, como se nada mais houvesse para ser descoberto ou aprendido.
- Há quem diga que a cada combate, a cada situação vivida, as pessoas aprendem algo. - Elenna falava com Aisha, encostadas em um canto do vasto laboratório para descansar - Há quem diga que é possível ver a evolução de uma pessoa a medida que esta avança em seus conhecimentos, eu sua postura em relação à vida. Dentro desta visão, é dito que pessoas que atingem a plenitude do conhecimento, a plenitude de suas realizações, passa a emanar esta plenitude em uma forma sensível. Há relatos na biblioteca da Igreja que diz que é até possível ver uma aura ao redor de alguém que tenha atingido este estado de espírito, e dizem que é de uma cor azul-clara. Mas, mesmo quando não é possível ver esta aura, é possível senté-la só de estar por perto de alguém nesta situação.
- É, eu consigo sentir isso em mim, e acho que sinto isso vindo de você. Mas isso significa que o teu marido não conseguiu este feito ainda, mesmo andando sempre com você? É um lerdo mesmo. Sabia que não deveria ter aceitado esse molenga…
- Aisha, não fale assim do Dorei. Ele é esforçado. E ele nunca teve a intenção de atingir meta alguma, exceto quando tentava te convencer a deixar eu me casar com ele.
- Ou seja, é um perdido. Ao menos ele sabe lutar. - Aisha fazia cara de azedo quando falava do casamento de Elenna, ciúmes que Elenna já conhecia desde sempre.
- Não reclame tanto, Aisha. Ele está ajudando bastante a Duality, mostrando o emblema a todos, dando fama a sua guilda.
- Não precisa dizer algo que eu já sei. Bom, vamos voltar pra cidade, que estou muito cansada, e estou ficando sem flechas.
- Está bem, está bem… Mas espero que você aceite o Dorei na família um dia. - falando isso, Elenna pegou uma gema azul de sua bolsa e a jogou no chão, formando um portal azulado. - Pronto! Superfície, aí vamos nós!
Aisha entrou com seu falcão, seguida de Elenna, pelo portal circular que surgiu no chão, e em instantes estavam novamente banhadas pela luz natural da cidade. Soltando seu falcão para a liberdade, Aisha voltou-se para a Funcionária Kafra de Lighthalzen, para que esta guardasse em seu armazém seus pertences, enquanto Elenna procurava Dorei na cidade, que estaria certamente avaliando a quantidade enorme de equipamentos que encontraram em suas investidas nos laboratórios.
Dorei estava perto da entrada do hotel da cidade, avaliando os equipamentos que as meninas conseguiram. No exato momento que Elenna o encontrou, ele estava com uma pesada maça com lâminas nas pontas, examinando-na com atenção, sentado ao lado de seu carrinho.
- Olá, querido! – disse Elenna a Dorei – Muita coisa boa, não?
- Ah, oi, amor, não te vi chegando. Vocês duas fizeram uma ótima coleta de equipamento nesse laboratório! Preciso ir com vocês qualquer dia… – Dorei examina Elenna mais de perto – Tem algo diferente em você… Não sei o que é, mas sinto que você está diferente… - Dorei começou a falar mais e mais rápido - Sua prima também, mas não vou falar nada senão ela vai de novo falar que vai me matar, e eu não vou brigar com ela agora. Mas, de repente, você parece mais forte, melhor… Não sei dizer… Mas seu olhar me diz que devemos comemorar em algum lugar! Já sei! Vamos à uma taverna!
- Ahn… Ah, vamos lá! E tente falar mais devagar quando você se empolga, não é qualquer um que entende o que você fala nessas horas.
- Ninguém mandou você ser devagar! – respondeu Dorei, sorrindo. – Vamos, lá!
Colocando o braço ao redor de Elenna, Dorei a levou para a taberna de Lighthalzen, sob o olhar ciumento de Aisha, que olhava à distância o casal.
Publicado por Carol em 28 Ago 2008 | sob: Quentinhas do Terra
Veja noticia completa aqui!!
Mais uma do Terra!! :)
“Maridos que não colaboram com as tarefas domésticas poderão ser processados por suas mulheres, de acordo com um projeto de lei apresentado na Irlanda do Norte, informou na segunda-feira a agência Ansa.
O projeto foi apresentado pela comissária para os direitos humanos da região, Monia McWilliams, e será submetido a uma votação no Parlamento. A lei também irá considerar as tarefas de dona de casa iguais a qualquer outro trabalho, dando inclusive direito a férias.
“Todos os trabalhadores, inclusive aqueles que trabalharam em casa ou em um emprego informal, têm direito a repousar, distrair-se, fazer uma pausa e ter um limite razoável de horas de trabalho”, diz o projeto.
De acordo com o advogado britânico Austen Morgan, a cláusula contra os “parceiros preguiçosos” poderá ser usada por qualquer pessoa que acredite que esteja tendo seus direitos violados dentro de casa e “abre a possibilidade para os parceiros separados de invocar essa lei em casos de divórcio na Irlanda do Norte”.
No entanto, o advogado adverte para o perigo de uma lei como essa invadir a esfera privada dos indivíduos: “Não existe nada parecido a essa lei que estão introduzindo em Belfast”, acrescentou.”
–
Sem comentários! Acho que nem precisa né? Era só o que me faltava! Lei pra obrigar os homens a ajudar em casa!! tsc tsc tsc…
Beijos! o/
Publicado por Lobo em 27 Ago 2008 | sob: dia a dia
Minha vez de postar uma notícia!!! Mas não das quentinhas do Terra, embora do Terra mesmo. Só clicar aqui.
"Johnny Depp é a primeira escolha de Tim Burton para interpretar o Chapeleiro Louco em Alice no País das Maravilhas, segundo o site Hollywood."
Ok… 4 nomes que eu adoro na mesma frase. Um ator ótimo, um diretor ótimo, um personagem fantástico, um livro perfeito… Combinação ótima para um fã da loirinha!!
"O cineasta está elencando nomes que podem participar do longa, previsto para 2010. Mia Wasikowska também está entre os nomes prediletos de Burton. Ela, com seus cabelos loiros, viveria Alice."
Elencando é uma palavra tão feia… Mas beleza, deixa pra lá porque no meio "internético" neologismo é regra! Agora, essa Mia eu não conhecia até procurar quem era (achei aqui). Ainda não sei quem é, mas ao menos um filme com ela eu sei que verei!!
"Tim Burton já dirigiu Johnny Depp em roteiros pitorescos como A Fantástica Fábrica de Chocolate, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e Edward Mãos de Tesoura."
Destes, o mais fantástico pra mim é Edward. Bom, para quem conhece apenas a versão da Disney, sugiro que procure ler os dois livros que deram origem à versão, Alice in Wonderland e Through the Looking Glass. O texto de Luis Carroll é fantástico, insano, cheio de piadinhas e trocadilhos intraduzíveis. Ou seja, eu acho que Tim Burton é perfeito para dirigir um filme baseado nos livros. Vamos torcer para que o nome de Depp não faça com que o papel do Mad Hatter seja supervalorizado, por mais interessante que ele seja.
Para quem gosta da história de Alice, eu sugiro procurar uma versão produzida para televisão, com bons atores, bem adaptado (mais perto dos livros do que a versão Disney), e bem montado, com uma Alice ótima! (aqui)
Publicado por Carol em 27 Ago 2008 | sob: Quentinhas do Terra
Noticia completa aqui
Mais uma quentinha do Terra! Essa é ótima!
“Um macaco escapou de mais de 100 policiais que tentavam capturá-lo na movimentada estação de metrô de Shibuya, em Tóquio, onde o animal permaneceu mais de duas horas pendurado em uma placa para depois fugir, segundo a TV local NHK.”
100 policiais conseguiram deixar um macaco escapar? Essa não! Que moral heim?
Me lembrou de um email que meu irmão me mandou quando eu estava morando na Suiça, contando que uma tartaruga de um vizinho tinha fugido!
…
“Durante as mais de duas horas em que o macaco permaneceu entre o teto e a placa que indicava “saída”, os transeuntes aproveitaram para tirar fotos do animal e realizar vídeos com seus celulares.”
Mais de duas horas parado, e um contingente de 100 policiais não deu conta de prender o macaco… certo… ainda bem que era só um macaco, imagina se fosse um bandido de verdade?
“Apesar de os policiais contarem com uma grande equipe para caçar o macaco, este escapou rapidamente apesar de ter caído em uma armadilha para capturá-lo em um primeiro momento.”
Ok, o macaco CAIU na armadilha, e ainda assim conseguiu fugir?? Ah não! Acho que a “grade equipe” de policiais está precisando é de um grande treinamento…
“Depois, os policiais seguiram buscando o macaco entre as movimentadas ruas do bairro de Shibuya. Ninguém foi ferido e não houve atrasos no metrô.”
A maior perseguição policial da história! Parecia um desses filmes de artes marciais! O único detalhe é que o procurado era um macaco! Deuses!!
—
Essa foi demais heim? Qualquer dia eu acho o tal do email do meu irmão e posto aqui a história da tartaruga fujona!
Depois do pinguim cavaleiro, e do macaco bandido, vem aí a tartaruga fujona!! Não percam!!
Beijos! o/
Publicado por Lobo em 27 Ago 2008 | sob: dia a dia
Nossa, ontem foi corrido… Ao menos teve almoço de graça! Aeeee!!! Valeu, maninha!
Bom, por conta da correria de ontem que não rolou postar nada. E o dia todo fora não ajudou a postar mais da fanfic (que só as Caróis postam, e só uma lê). Aceito sugestões de como fazer pras pessoas comentarei mais a fanfic, pra eu saber se gostam, não gostam, se eu deveria parar de postar…
Bom, está chegando a hora do almoço, e eu já estou salivando… Então n vou postar nada de mais no momento, esperando que a Carol ache alguma notícia legal pra postar e comentar!
o/
Publicado por Carol em 26 Ago 2008 | sob: No trabalho
É, ontem não deu tempo de postar… Aqui no trabalho ta uma correira, por causa das eleições!
Mas assim que tiver um tempinho, posto de novo!
Beijos! o/
Publicado por Lobo em 25 Ago 2008 | sob: bRO Fanfic
Caída no chão, a jovem espadachim era presa fácil dos Grand Orcs que estavam ao seu redor, olhando com cara de poucos amigos. "Preciso voltar à segurança da entrada do calabouço…" pensava Katrina, olhando com olhos semi-cerrados para os orcs de pele azulada.
No momento que o Grand Orc ao seu lado dera-lhe um golpe com força no tórax, com um sorriso no rosto de prazer por matar mais um humano, Katrina teve tempo de ouvir alguém gritar o anúncio de algum tipo de golpe, mas não pôde distinguí-lo pois já estava sentindo sua vida se esvaindo pelos inúmeros cortes e golpes que recebera.
Neste momento, um anjo aparece acima de sua cabeça, vestido de branco e com grandes asas, cobertas com penas que mais pareciam feitas de prata, que se mesclavam com as nuvens que serviam de fundo para a cena. Este anjo, com bela feições femininas e um semblante de paz, carregava um bidente e este foi apontado para o corpo de Katrina, que sentiu com violência a vida e vigor voltarem ao seu corpo, com suas chagas já parcialmente curadas. E, ao fundo, enquanto abria os olhos e via o anjo desaparecer, ouviu uma voz feminina gritando "Ressuscitar!!".
Ao seu lado, bem próxima a ela, estava uma sacerdotisa de cabelos arroxeados como suas vestes, olhar límpido e calmo, com uma Fivela de Lua prendendo seus cabelos. Era Elenna, sua prima e amiga desde sempre, que estava recuperando sua vida, aparecendo miraculosamente ao seu lado. Assim que Kat reconhecera Elenna ao seu lado, notou um ferreiro alto, de compleição forte e ágil, com seus cabelos azulados presos atrás de sua cabeça, com um enorme machado de duas mãos azulado, parecendo ser feito de gelo, em suas mãos, lutando contra os Grand Orcs que a haviam derrotado.
Num dos poucos momentos que pôde ver sua face com mais clareza, pôde notar seus olhos, normalmente negros, avermelhados pelo surto de violência que ele estava perpretando contra os monstruosos orcs. Seu corpo parecia quase em chamas, e a destruição causada nos orcs era algo incomparável ao que ela fazia, e era ainda mais incomparável ao que os orcs tentavam causar no ferreiro.
- Dorei!! Elenna!!- exclamou Katrina, ao perceber quem eram o ferreiro e a sacerdotisa que a salvavam naquele momento.
- Olá, Kat! - disse Elenna, com a voz límpida e clara como a de um anjo. - O que está fazendo aqui na Vila Orc? Não pensei que estivesse já tão avançada em seu treinamento.
Elenna parecia estar alheia ao que acontecia com Dorei. Mas Katrina sabia que isso não significava que ela não se preocupava com o ferreiro, mas sim que ela o conhecia. Sabia que alguns orcs não eram preocupação para seu marido.
- Eu achei que daria conta deles com as armas que a Gabi me emprestou! Elas são perfeitas, mas acho que não tenho ainda equipamento de verdade para vir aqui.
Olhando de novo na direção de Dorei, Katrina viu que os orcs começaram a fugir e este saíra correndo em seu encalço gritando "Covardes!! Cretinos!! Voltem e lutem como guerreiros!!"
- Querido, deixe-os, e volte aqui para falar oi para minha prima. - disse Elenna, olhando com carinho para seu marido. - Não há razão em perseguí-los…
Nem pôde terminar a frase direito, pois Dorei já tinha saído correndo atrás do bando que fugia, com o grande machado em uma das mãos e a outra carregando uma poção de cor avermelhada, que parecia ferver em seu frasco alto e fino.
- Esse Dorei, nunca sabe quando é hora de parar… - falou Elenna, mais como quem fala pra si mesmo do que para Katrina. Levou as mãos de encontro ao seu coração, alisou a aliança que estava em sua mão esquerda e disse, baixinho - Dorei, saudades de você!!
Ao seu lado direito surgiu uma aura circular, indo do chão em direção aos céus, de cor avermelhada, mas que parecia puxar energia para seu centro, e não emitir, como eram os portais criados pelos servidores da Igreja.
Vendo isto, Katrina começou a rir, como se soubesse o que iria acontecer à seguir.
- De novo, Elenna? Ele sempre briga com você quando você o traz assim, desta forma. - Disse Katrina, sorrindo e já curada de seus ferimentos e contusões.
- Não ligo. E sei que, no fundo, ele também se diverte com isso. - respondeu Elenna, com um sorriso nos lábios de quem acabara de aprontar alguma peraltice. – Enquanto isso, sente-se e relaxe, que cuidaremos de você até você se recuperar.
Neste instante, o portal avermelhado desapareceu, e em seu lugar estava Dorei, com o machado azulado ensangüentado, com olhar ainda furioso, mas com cara de quem está procurando algo.
- Ah, Lê! De novo? Nem posso mais andar por aí me divertindo que você me traz de volta. - disse enquanto fincava no chão de terra batida seu machado, guardava a poção em sua mochila e prendia novamente os cabelos que estavam parcialmente soltos do combate. Limpando o rosto com as costas do antebraço, deu um beijo em Elenna, voltou-se para a garota ao lado deles.
- Olá, pequena Katrina! Vejo que resolveu se vestir um pouco mais, heim?
- Pois é, hora de mudanças chegaram, e achei oportuno me tornar algo mais útil pra todos do que eu era. - respondeu Katrina
- Bom, eu achava mais… interessante… quando você usava as roupas de Odalisca! Bem mais… - nisso tomou um tapa em seu ombro, e olhou pra sua esposa
- Ai! Elenna, estava só falando o que acho! Ok, eu vou arrumar eu carrinho, então… Peguei um monte de itens interessantes no chão que esses fracotes derrubaram na fuga.
Dorei se virou para o carrinho de madeira nobre que trazia sempre consigo, que era baixo, robusto e tinha um urso de pelúcia preso na traseira, e começou a revirar os itens que ali estavam.
- Kat, onde está a Alice? Achei que ela estaria aqui treinando com você! - disse Elenna, olhando ao redor.
- Ela voltou para Prontera à pouco, mas estava aqui sim comigo. Parece que ela precisava voltar à Igreja por alguma razão que não chegou a me falar. Aí, para aproveitar que eu estava por aqui, resolvi ir mais para oeste na vila orc e acabei me deparando com estes Grand Orcs, que estavam em grupo. Separadamente eu consigo lidar com eles, mas estes apareceram muito rápido e eu não tinha mais como me retirar rapidamente daqui.
- E como você anda sem proteção e nem Asas de Mosca, menina? - Disse Elenna, em tom fraternal, mas um pouco sério.
- Acabaram, ué! O que posso fazer se tive que usar quando apareceu aquele que chamam de Orc Herói, com seu séquito por aqui?
- O Herói apareceu por aqui? - exclamou Dorei, levantando-se de sobressalto com a mão no machado que estava fincado à terra, com um brilho nos olhos.
- Ele esteve, mas um grande grupo de guerreiros estava à procura dele, e eu só indiquei onde ele estava. Agora é tarde, amigo Dorei, para ir atrás dele, creio eu. - respondeu Katrina.
- Aff! - exclamou Dorei. - Bom, paciência. Depois eu procuro por ele. Mas agora estou reparando em você, menina. Pode não estar mais pelada - olhou rapidamente para Elenna, esperando o tapa, que não veio - mas está muito mal vestida para vir até aqui.
- Eu sei, lindo, mas eu não tenho equipamentos bons pra vir pra cá, tampouco a Gabi tinha. Ela só tinha estas espadas mágicas que me emprestou.
- Bom, então eu acho que tenho algo aqui que deve servir. Estive falando com o Hugão, e consegui aprimorar uns equipamentos que eu comprei tempos atrás. Acho que tenho algo que te serve aqui. E tenho umas asas de mosca pra você também, que andei coletando. Pode pegar deste frasco. - disse, apontando um frasco em seu carrinho com pequenas asas dentro, que brilhavam contra a luz do dia.
Dorei voltou a olhar seu carrinho, e dele começou a tirar alguns itens e mostrar.
- Uma bela cota de malha, aprimorada e perfeita pra templárias. Conhece alguma, Kat? - perguntou Dorei.
- Eu vou ser uma!! Eu quero!! - Começou a pular Katrina com as mãos pra frente, em direção à cota de malha que Dorei carregava, que ainda reluzia em suas mãos, recém trabalhada pelo famoso ferreiro de Prontera.
- Eu sei… Nem sabe reconhecer uma piada quando ouve uma? Por isso que é pega de surpresa pelos orcs aqui! Mas bem, é pra você mesma que eu fiz, depois de saber que você estava virando uma guerreira divina. Tenho outros itens aqui. - disse Dorei, entregando a cota para a garota. - Deixe-me ajudar a afivelar e prender as correias da cota em você.
- Não precisa, eu ajudo, amor. - disse Elenna - Você trate de parar com brincadeiras e pegue as outras coisas aí!
- Ok, ok. Coisa ciumenta essa sacerdotisa! - replicou Dorei, sorrindo e voltando ao carrinho - Ah, estas botas. Mal dá para acreditar que são tão fortes de tão macias. E este belo escudo reluzente aqui, então? Um primor da arte da forja! Mas, pelo trabalho noto que não foi feito o aprimoramento em Prontera, mas na vila dos arqueiros.
- Cidade dos arqueiros, querido. - comentou Elenna, terminando de ajudar Katrina a prender a cota por cima das vestes de espadachim - Lembre-se que nosso amado Rei Tristan III e o soberano de Payon a reformaram, para que o tamanho da cidade fizesse jus à sua grandeza.
- Ok, ok. Mesmo assim quem fez o trabalho neste escudo não foi o Hugão, foi o Antonio, isso é o que importa! Mas o trabalho foi bom do mesmo jeito. Agora vamos lá, Kat, calce estas botas e me dê estes sapatos que você está usando. E pode deixar o equipamento que você está usando comigo que eu entrego pra Gabi quando for pra Prontera. - disse Dorei, entregando o restante do equipamento novo para a garota à sua frente, que mal continha sua excitação ao ver os itens novos.
Katrina vestia o equipamento novo com felicidade, e orgulho de ter um casal tão belo e tão unido por ali, e lembrou-se do tempo que muitos homens a seguiam, com as mais indecorosas propostas. "Seja minha esposa, e te darei um castelo!", "Passe uma noite comigo e te dou estes diamantes", entre outras, mas nenhuma dessas propostas era interessante. A única que ela se interessaria de verdade era a que Dorei havia feito para Elenna, que nada mais era do que querer passar a vida juntos, para o que desse e viesse. Simples e direta, como o belo e ágil ferreiro que estava ali à sua frente. Mas não sentia inveja, ou ciúmes. Apenas admirava o casal secretamente.
- Obrigada, Dorei! - disse Katrina, terminando de entregar os equipamentos que usava para ele, e prendendo o grande escudo novo em seu braço esquerdo. - É realmente mais pesado e mais poderoso que o broquel da Alice. E percebo que estou mais preparada, posso sentir que este escudo possui a mesma característica do broquel da Alice. Ele está…
- Com o poder do Sapo de Thara. - completou Dorei a frase de Katrina. - Isso mesmo, comprei a carta em Prontera de um mercador que estava com um monte de cartas à venda. Comprei também as mais interessantes pra você. Por isso que eu disse que era perfeito para uma Templária. Sua energia vital e seu poder divino serão realçados com estes equipamentos, também equipados com cartas próprias. Depois me fale se precisar de algo mais, que eu procuro. Mas acho que agora precisamos seguir viagem. Vamos, amor? - disse, virando-se para Elenna, que estava organizando seu carrinho. - Não precisa arrumar!
- Mas está uma bagunça seu carrinho, amor! - empilhando as poções, separando amuletos e outros itens do carrinho de Dorei.
- Claro! Eu o uso não só pra carregar as coisas, mas também como arma! Por isso fica assim, mas nada quebra, relaxa! Deixa isso aí, dê seus poderes pra Katrina e vamos esmagar uns mortos vivos!! - disse com um sorriso levemente sádico nos rostos, enquanto colocava o machado elemental no carrinho e pegava um enorme machado com as lâminas formando uma cruz, que parecia brilhar só de estar empunhado pelo guerreiro. - Vamos lá que quero mostrar o que a Igreja tem a dizer para estas criaturas pervertidas!! - levantou a Cruz Impiedosa aos céus e a fitou contra a luz, e depois olhou para o norte.
- Estamos indo para Glast Heim, Kat. - disse Elenna, pousando suas mãos no topo da cabeça de Katrina, e cerrou os olhos. - Odin, dê seu poder à esta guerreira, através de meu poder pessoal, e ajudem-na em seu processo de iluminação e crescimento! - abrindo os olhos e olhando para Katrina, Elenna recitou - Receba a bênção, a agilidade e a glória divina. Que, através de minhas mãos em suas armas elas possam distribuir sua justiça e luz. - Levantando as mãos aos céus, clamou pela graça divina e seu poder. E, à menção da exclamação a seguir - Magnificat!! - fechou os olhos e deu um beijo na testa de sua jovem prima.
Katrina recebeu as bênçãos de olhos fechados, enquanto sentia seu corpo se fortalecer e se aprimorar, e agradeceu em seguida à Elenna.
- Não precisa agradecer a mim. Agora temos que ir, priminha. Se cuide, tudo bem?
- Se cuida, menina! E qualquer coisa fale comigo! - completou Dorei, também sorrindo. - Vamos lá, querida!! - Disse, girando a enorme cruz em uma das mãos.
- Vamos, apressado. - disse, Elenna, enquanto tirava de suas vestes uma gema azul, que esmagou em sua mão e atirou ao solo, dizendo - Portal!!
O pó em que se transformara a gema azul caiu no chão, formando um círculo azul e surgiu um portal azulado translúcido em frente à eles, onde Dorei entrou em um pulo com seu carrinho. Elenna piscou para Katrina e sorriu, entrando no portal logo em seguida.
Quando o portal desapareceu após a entrada de Elenna, Katrina olhou ao redor e se viu sozinha. Diferente de se sentir triste, olhou para a Alfange de Gelo em suas mãos, tocou com a mão do escudo na sua cota nova e correu em direção à oeste, na vila dos orcs, pronta para continuar seu aperfeiçoamento.
Publicado por Carol em 23 Ago 2008 | sob: Quentinhas do Terra
Nada como trabalhar num sábado de manhã, não? Mas pra alegrar o dia, dê uma olhada nessa notícia aqui! Do terra, é claro!
“Um pingüim-rei chamado Nils Olav fez história nesta sexta-feira ao ser nomeado cavaleiro da Guarda Real da Noruega por um regimento em visita à Escócia.
Rodeado por militares e dezenas de fotógrafos, o orgulhoso palmípede inspecionou a Guarda Real norueguesa.”
Veja bem, um PINGUIM que é cavaleiro da GUARDA REAL Norueguesa… Alguém consegue sequer imaginar um pinguim em cima de um cavalo?? Ou você acha que a denominação “cavaleiro” tem outra origem?
“O pingüim, do zoológico de Edimburgo, é membro honorário e mascote da guarda do rei da Noruega desde os anos 1970, quando um tenente norueguês chamado Nils Egelien visitou o zoológico escocês e o recrutou para a guarda do rei Olaf.
Claro que o Nils Olav original morreu há 20 anos e foi substituído desde então.”
Por que diabos alguém recruta um pinguim para a Guarda Real?? Se fosse um leão, um tigre, um urso, alguma coisa assim, imponente, de meter medo nos inimigos do estado, eu até entenderia… Mas um pinguim??? Aff…
“Temos uma longa história de relações com a Guarda do rei da Noruega. É algo de que nos sentimos muito orgulhosos”, afirmou à BBC David Windmill, diretor da Sociedade Zoológica Real da Escócia, a que pertence zoológico de Edimburgo, onde vive Nils.
“O zoológico de Edimburgo é famoso por seus pingüins-reis e Nils Olav é definitivamente o mais famoso de todos eles”, explicou Windmill, acrescentando que os guardas noruegueses visitam a ave quando participam no desfile militar de Edimburgo.
Sem comentários… realmente, um pinguim na guarda real é motivo de orgulho pra muita gente…
“O pingüim já foi promovido de grau até virar coronel, informou ainda, além de ter uma estátua de bronze em sua homenagem.
“Ele adora a atenção que recebe nas cerimônias e também gosta de inspecionar as tropas”, afirmou Windmill.”
Conseguem imaginar um pinguim GOSTAR de inspecionar tropas? EU NÃO CONSIGO!!
“O capitão Rune Wiik, da guarda real, disse à BBC que sente orgulho de ter o pingüim em seu regimento. “Nós nos orgulhamos muito do coronel e ficamos satisfeitos de ter uma parte da guarda real na Escócia para estreitar os laços entre os dois países”.
AFP ”
Eu gostava mais da Escócia antes dessa noticia!
Beijos! o/
Publicado por Carol em 22 Ago 2008 | sob: dia a dia
Dessa vez essa noticia (original aqui) não é do Terra! É da Folha Online! Mas eu não me espantaria se achasse ela nas quentinhas do Terra não… ;)
“Uma orquestra que “toca” mais de 120 aparelhos eletrodomésticos iniciou recentemente uma turnê pela Alemanha. O grupo chamado “1. Orquestra Elétrica Alemã” emprega em seus shows aparelhos como aspiradores de pó, ventiladores, secadores de cabelo, torradeiras e liquidificadores. ”
Estou sem palavras… Não sei nem o que comentar! Eu diria que Mozart, Beethoven, Bach e outros compositores devem estar se revirando no túmulo… O tipo de situação que se o cara não tivesse morto, ele se mataria. Nesse momento. Tocar a Nona Sinfonia de Beethoven com aspiradores e secadores de cabelo é demais pra mim…
…
“Segundo ele, a composição “combina o barulho infernal das furadeiras com a mansidão dos ventiladores e a força dos aparelhos de fax.”
Nossa, que delicia! Barulho infernal de furadeiras, mansidão dos ventiladores e força dos aparelhos de fax. E chamam isso de música. Eu pessoalmente ficaria com o barulho dos aparelhinhos de dentista. Quase a mesma coisa…
“As apresentações da orquestra estão até sendo subsidiadas por uma fundação alemã de apoio às artes. Os membros da “1. Orquestra Elétrica Alemã” são conhecidos por seus projetos experimentais e um tanto loucos.”
Pelo menos são reconhecidos como “um tanto loucos”. Pior se achassem normal. Eu ainda não engoli acharem que é arte…
“No passado eles tocaram em canos de esgoto, aquários e na gôndola de um teleférico, a vários metros de altura. Em um outro projeto, eles fizeram um show na Turquia com “o som do vapor” de casas de banhos turcas. ”
Realmente, era mais do que esperado não? E aí? O que você prefere ouvir durante o café da manhã… Beethoven no aspirador de pó e torradeiras, Mozart tocado em canos de esgoto e aquarios, ou uma valsa ao som do vapos de casas de banho turcas? Eu acho que preferia ser surda…
Beijos! o/