Essa é rapidinha…

Publicado por Carol em 04 Mar 2010 | sob: dia a dia

Sabe uma das coisas que mais me tiram do sério?
Gente ouvindo música alta em ônibus…
E não, eu não to falando daqueles adolescentes ouvindo heavy metal com fone de ouvido no volume “insane”.
To falando de gente mal educada, sem noção, que resolve ouvir pagode no celular sem fone de ouvido. Só porque o ônibus ta lotado, e o transito caótico. Como se eu fosse obrigada a ouvir também.
Ou pior, a mulher que sentou do meu lado essa semana, que não percebeu que o fone de ouvido tava mal encaixado. Ou seja. Ela ficou feito uma idiota com os fones de ouvido, e a música tocando nos alto-falantes do celular.
Vontade de apontar a placa escrito que é proibido ouvir música alta no ônibus, mas o medo de apanhar ou ouvir uma resposta mal-criada me faz ficar quieta…
Un-f*cking-believable…

Não somos um país sexualizado… ufa!

Publicado por Lobo em 21 Fev 2010 | sob: dia a dia

Há algum tempo apareceu uma discussão quando uma jornalista argentina, que mora do Brasil à 16 anos, retomou a discussão da sexualidade exagerada brasileira retratada no episódio que a família Simpsons vem para o Brasil. O nome do episódio é Blame it on Lisa, genialmente traduzido como O feitiço de Lisa.

Mas não é a capacidade sensacional de tradução do nome do episódio que eu quero comentar, já que isso é patente nas nossas traduções. Eu queria comentar sobre esta matéria aqui, publicada em 11/01/2010 no site SOS Hollywood que, se eu entendi bem, é uma espécie de blog comunitário sobre filmes e coisas que acontecem na sétima arte do tio Sam.

Na matéria linkada ali em cima, o autor comenta sobre a entrevista que a jornalista argentina deu para o autor de Super Size Me, falando especificamente do episódio dos Simpsons.

Vou destacar alguns trechos sobre o comentário do autor, que aliás, escreveu lá das terras do tio Sam:

Perguntada sobre a possibilidade de o povo brasileiro ter recebido a “homenagem” como brincadeira, a jornalista negou o aspecto humorístico e aproveitou para alfinetar. “Eles [os brasileiros] são como adolescentes e ainda não sabem como receber críticas”, foi o principal comentário. As reações ao episódio de 2002 geraram repercussão na mídia e envolvimento político, além de deixar parte da população carioca irritada.

Os Simpsons, um programa capaz de esculachar seu próprio país semanalmente das maneiras mais absurdas e ofensivas possíveis

Como alguém que fala isso sobre os Simpsons não entende que a jornalista argentina tem, aparentemente, uma visão melhor dos brasileiros do que nós mesmos?

Tiramos sarro de todas as outras nações, mas não podem tirar sarro de nós. Danilo Gentili, sabiamente, questionou isso em seu blog, no post “Aí é que está a graça”. Como podemos passar a imagem de sermos bem humorados quando somos exatamente o oposto disso?

E, pra fechar, segue um vídeo que explica bem sobre a sexualidade exacerbada dos brasileiros que, como todo mundo sabe, não existe, certo? Isso foi filmada por mim, aconteceu em um semáforo enquanto eu estava com amigos do trabalho fazendo uma Happy Hour…

 

Findi muito bom!

Publicado por Lobo em 01 Fev 2010 | sob: dia a dia

Pois é, eu fui.

Depois de uma ótima happy hour com o povo do trabalho na sexta, o casamento do meu melhor amigo (ei, isso dá filme, heim?) no sábado, o final de semana fecha com Metallica.

O quê? Não sabia que eu ia? Então leia o post anterior! tsc tsc tsc…

Bom, o show foi animal! Certamente apaercerão muitas notícias falando do show, de como ele foi bom, como estava vazio, mas o que importa é, ele foi INSANO de bom!

Em entrevista, Lars falou que eles tem umas 70 músicas ensaiadas, e que mudam o setlist de acordo com a energia do público. Se é verdade eu não sei, mas que eles mudam o setlist, eles mudam. E não tem como ficar ensaiando de um dia pro outro um setlist novo, então creio que deve ser verdade sim. Segue, então, o setlist de ontem:

Creeping Death
Ride The Lightning
Fuel
Sad But True
The Unforgiven
That Was Just Your Life
The End Of The Line
Welcome Home (Sanitarium)
Cyanide
My Apocalypse
One
Master Of Puppets
Fight Fire With Fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Helpless
Hit The Lights
Seek and Destroy
(daqui)

Sim, é mais fácil copiar/colar do que tentar lembrar todas as músicas na ordem. Afinal, alguém já teve este trabalho. Eu estava ocupado em pular e cantar. E dar aquela protegida básica na minha pequena amiga que descobri ontem mesmo que ia e ainda me deu carona! Ou seja, além de ter ido na pista (pagando arquibancada), revi uma amiga e tive carona pro show!! \o/

Agora vamos trabalhar, pq tenho que pagar o ingresso!

YEAH!

Metallica em Sampa!

Publicado por Lobo em 26 Jan 2010 | sob: dia a dia

Yeah, baby!

Ok, todo mundo sabe que o Metallica estará em São Paulo dia 30 e 31 de janeiro. Uma excelente forma de fechar o mês, claro!

O que as pessoas (ainda) não sabem é que eu estarei lá no domingo. Não na pista, como deveria, mas na arquibancada. Afinal, a pista mais barata está só 250 lulas! Usando as facilidades de ser um estudante, eu pagaria “apenas” R$ 125,00. Isso pq a pista é longe do palco, pq existe a pior invenção para quem gosta de shows (embora seja ótimo para quem vende), a pista VIP. 500 lulas! É fácil ir a show, né?

Isso porque em março ou maio (preguiça de pesquisar agora) tem ZZ Top. E entre estes dois shows ainda tem mais shows de rock. E pensar que eu discuti com meus pais por querer ir dois dias no Hollywood Rock em 1996 porque custaria R$70,00 os dois dias que eu queria ir. Nope, setenta reais OS DOIS dias, não cada um deles…

Bom, reclamações à parte, segue o set list deles no show em Cordoba, na Argentina (24/01):

Creeping Death
No Remorse
Holier Than Thou
Of Wolf and Man
Welcome Home (Sanitarium)
That Was Just Your Life
The End Of The Line
Sad But True
Cyanide
My Apocalypse
One
Master Of Puppets
Damage, Inc.
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Breadfan
Hit The Lights
Seek and Destroy

Pelo bootleg de Athenas, a banda está afiada. Pelo álbum novo também. Então o show promete ser bom!!

Estamos de volta!!!

Publicado por Lobo em 05 Jan 2010 | sob: dia a dia

Correndo, mas de volta. Aquela coisa toda de fim de ano, começo de ano e tudo mais.

Novidades? Certamente! Mas mais da minha parte, já que eu tenho emprego!

Depois de um hiato de um ano e meio, estou trabalhando novamente! Estou até aproveitando um intervalinho da empresa para postar isso. Agora sou roteirista de material didático! Morram de inveja! Bom, não precisam morrer de inveja, basta achar legal que eu tenho emprego que eu já me dou por satisfeito.

Agora bora trabalhar!

E feliz 2k10 pra todos os nossos (3 ou 4) fãs!

Vivendo num universo paralelo…

Publicado por Carol em 09 Dez 2009 | sob: dia a dia

Antes de sair de casa ontem, pra vir trabalhar, minha sogra me ligou: “Vocês tão em casa? Então nem saiam… a cidade ta um caos!”
Detalhe… ela mora em Santa Catarina, certo?

Eu não tinha como ficar em casa, resolvi vir trabalhar de carro (por causa da chuva) depois do rodizio. Assim que eu entrei no carro, liguei o rádio. “Caos em SP. 30 pontos de alagamento. Mais de 120km de congestionamento. 40% deles na zona oeste.”

Pensei… ok… são 10hs… acho que lá pelas 11hs, 11h30 eu devo chegar no centro. Veja bem, não eram 10h25 ainda quando eu estava entrando no estacionamento aqui do lado. 10h25!!! Isso quer dizer que eu levei menos de 20 minutos pra chegar aqui! Não peguei transito na Cardeal, nem na Teodoro, nem na Sumaré, nem na praça Vilaboin… O elevado tranquilo, consegui passar por baixo dele no 1o farol mesmo.

Achei estranho… não entendi mesmo. Como assim, as marginais alagadas e eu não pego transito nenhum…

Bom, vim de carro, rodizio, tenho compromisso as 18h30 (perto de casa, graças a Deus). Vamos embora antes do rodizio então… Ia sair as 16hs, pra não correr risco, acabei saindo as 16h15. Veja bem, eu levo EM GERAL, num dia normal, de meia hora a 40 minutos pra chegar em casa… saí rezando pra chegar em 45 minutos… E as noticias de caos em SP continuam.

As 16h35 eu tava dentro da minha garagem… De novo… 20 minutos pra chegar em casa… Não é possível… Eu nunca levei 20 minutos pra chegar em casa… nem de taxi, pegando corredor de onibus eu levo 20 minutos!!

Tenho certeza, metade das ruas que eu andei ontem estavam num universo paralelo, onde não existe chuva, nem caos no transito em SP, e as pessoas não estavam todas fazendo compras de Natal. É a única explicação…

Isso e o fato de que eu vou passar o resto da minha vida no trânsito pra compensar… Gastei toda minha sorte no trânsito ontem…

Julie & Julia

Publicado por Carol em 02 Dez 2009 | sob: dia a dia

A última vez que fui fazer compras na Quitanda, eles estavam com uma promoção com a visa.
A cada sei lá quantos reais em compra, pagos com visa electron/visa crédito, você ganhava um ingresso do cinemark. Válido de 2a a 5a, óbvio!

Bem, ontem eu e o Lobo fomos gastar nosso ingresso! Que delicia ir no cinema e pagar apenas R$ 8,00 (a meia entrada dele, claro)!

Fomos ver Julie & Julia.

O filme é sobre uma mulher, chamada Julia Child, que se apaixona pela culinária francesa, e resolve provar que uma americana que não sabia cozinhar um ovo pode se tornar uma chef de cozinha. Ela conhece outras duas mulheres, e elas resolvem montar um livro de culinária francesa para americanas.

Julie Powell é uma escritora que trabalha num emprego medíocre, e tenta publicar um romance. O escape dela é a cozinha. E obviamente, ela é apaixonada por Julia Child. Numa tentativa de manter a cabeça no lugar, e encontrar alguma coisa que ela goste de fazer, seguindo uma sugestão do marido, ela faz um blog, e se propõe a fazer todas as receitas do livro da Julia Child em um ano.

O filme é uma delicia de assistir! Leve e divertido, com algumas cenas de chorar de rir. Tipo a cena da cebola. Nem vou explicar, se quiser chorar de rir também, procure o filme.

Valeu a diversão, inclusive a parte de voltar a pé pra casa do Shopping Paulista, chegar em casa à 1h30 da manhã!

Mais uma pra lista dos “nunca mais!”

Publicado por Carol em 23 Nov 2009 | sob: dia a dia

Ontem eu e o Lobinho fomos jantar num mexicano.

Eu sempre curti comida mexicana, e o que tem aqui na região é um dos melhores que eu conheço. Ou costumava ser…

Não sei porque, dessa vez, ao inves de pedir nosso prato de sempre (nachos supreme, ou quesadillas de queijo ou fajitas de frango) resolvemos comer alguma coisa diferente. Tipo, nunca fui muito fã de bacon nem de cheddar, mas eu lembrava dessas potatoes skin com muito carinho… eram as únicas capazes de me fazer comer bacon e cheddar no mundo. Onion rings, beleza, eu adoro cebola. Os chiken fingers e os jalapeños eu passo, mas o Lobinho curte. Bastante. Então resolvemos pedir.

Parecia um universo paralelo, onde até as onions rings estavam de mal comigo… Fiquei com aquela sensação de que ou eu mudei muito, e realmente eu ODEIO esse tipo de comida empanada, ou a cozinha mudou. E muito.

Beleza, não consegui comer quase nada, o Lobo também olhava meio estranho as potatoes skin, mas comeu. Resolvi pedir um chilli burguer, porque sempre tive vontade de experimentar, e sei que os burguers de lá são ótimos. Ou eram ótimos. Porque eu comi a coisa mais sem graça que eu já pedi no mexicano. Eca…

No fim, nem comemos a sobremesa… imagina se eles estragam meu Oreo Madness??? Tipo, só a minha sobremesa favorita desde… sei lá, desde comi pela 1a vez…

Pagamos a conta, sem o serviço, porque sei lá… a gente até foi atendido decentemente, mas acho que o cozinheiro tava de mal comigo esse dia.

Saí com a sensação de que se eu tivesse jogado os $$$ que a gente pagou no lixo teria dado quase no mesmo…

Ok, nem vou dizer que nunca mais na minha vida eu como naquele lugar, mas com certeza, nunca mais eu peço outro prato do cardápio, a não ser os 3 que eu gosto/conheço/como sempre… e mesmo assim, morrendo de medo de estar num universo paralelo onde um dos meus restaurantes favoritos me deixa com essa sensação de jogar dinheiro fora…

E continuo com vontade de comer comida mexicana…

Medo de aranhas

Publicado por Carol em 19 Nov 2009 | sob: dia a dia

veja a notícia completa aqui

“Em um estudo publicado na revista Evolution and Human Behavior, o especialista Rakison David, da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, descobriu que meninas de 11 anos aprenderam rapidamente a associar imagens de aranhas e cobras com uma expressão facial de medo, diferente dos meninos. Em uma perspectiva evolucionária, isto faz sentido, segundo o estudo, porque as mulheres encontravam as aranhas regularmente durante a coleta de alimentos. Os homens, por outro lado, não sentiam medo pela necessidade de enfrentar riscos extremos durante a caça.”

Se essa não é a coisa mais idiota que eu já li está entre as 10 mais… Não vou nem comentar…

bRO fanfic | Capítulo 37 – A nova busca da templária

Publicado por Lobo em 17 Nov 2009 | sob: bRO Fanfic

Passadas algumas semanas desde a volta do Imperador Morroc, a vida em Rune-Midgard parecia ter alcançado novamente seu equilíbrio. O monarca Tristan III havia reconhecido a Guarda Continental como defensores oficiais de Morroc e condecorado seus líderes, que souberam agir corretamente e reagiram de acordo com as necessidades, e incumbiu aos guerreiros valorosos da Guarda a função de manter as hordas do Imperador Morroc na área desértica à leste da cidade de Morroc, onde aparentemente ele havia se instalado. A Guarda ficaria de olho na região, alertando o Rei de Rune-Midgard de qualquer mudança, e também possuíam liberdade de convocar qualquer aventureiro disposto a ajudar em quaisquer das cidades do reinado.

Com a situação entrando neste equilíbrio, mesmo que tênue, as guildas voltaram aos seus afazeres normais, e a Duality não era excessão, assim como a Equilibrium. A guilda de Jelanda Bogardann voltou para a mansão do arqueólogo que os guiava, enquanto Elenna voltava para Prontera com seu marido. Elenna estava aflita ainda de ser líder de uma guilda em um momento como este, mas sabia que, pelo fato da Duality ser uma guilda pequena e não voltada à torneios, certamente o trabalho dela era bem menor do que o de outros líderes, o que a deixava mais tranquila. Além disso, a Duality não era uma autocracia, mas uma democracia dentre seus membros, então efetivamente a função de Elenna só era efetivamente cobrada quando necessária uma ação conjunta, como havia acontecido no episódio do Laboratório de Somatologia, ou então quando a guilda foi para Nifflheim. Assim, Elenna voltou para suas preocupações mais habituais, e foi para o castelo de Prontera, procurar pelo Enfermeiro Geral para saber mais dos dois jovens que haviam sido salvos da Rekember.

Ao chegar na enfermaria, encontrou o espadachim Shinka sentado ao lado da cama da arqueira Aisha Wolfheart. Ele parecia estar bem, assim como a garota, embora ela estivesse dormindo. Elenna entrou em silêncio e sozinha, uma vez que Dorei havia ficado na cidade para verificar o comércio.

- Bom dia, jovem espadachim! - falou Elenna em um tom baixo para não acordar a arqueira. - Vejo que está melhor.

- Ah bom dia, dona Elenna. - respondeu o espadachim de cabelos claros e bagunçados. - Estou sim, graças à vocês. E minha queria Aisha também está bem, embora esteja dormindo.

- Fico feliz! - respondeu a sacerdotiza. - O enfermeiro falou que vocês já tiveram alta, e podem sair da enfermaria.

Shinka sorriu, um sorriso sincero e feliz. Apesar de ser um tanto alto e forte, ele visivelmente havia entrado há pouco na idade adulta, e estava desenvolvendo seu físico. No momento estava vestido com o avental de interno, e ao lado de seu leito estavam suas roupas de espadachim, limpas e arrumadas. "Gabi certamente passou por aqui", pensou Elenna ao ver que não apenas as roupas dos dois estavam limpas e arrumadas, como seus equipamentos haviam sido reformados e estava organizados próximo às roupas deles, e em cima das roupas havia uma Poção Amarela para cada um, quase uma marca registrada da alquimista.

- Poderia olhar por Aisha enquanto me troco, por favor, dona Elenna? - pediu Shinka, levemente ruborizado. - Ela deve despertar a qualquer momento, e gostaria de estar pronto para sairmos quando isto acontecer.

- Certamente, Shinka! - respondeu Elenna, em seguida apontando as roupas e equipamentos dele. - Aceite o presente de nossa alquimista, por favor.

- Muito obrigado. - respondeu o espadachim, olhando para a Poção. - E aceitarei de bom grado!

Shinka então pegou suas roupas e foi para trás do biombo do pequeno quarto da enfermaria para se trocar, enquanto Elenna sentava-se ao lado da arqueira. Elenna olhava para a arqueira como olhasse para uma criança, embora ela também estivesse entrado na idade adulta. A jovem arqueira também vestia o roupão da enfermaria, coberta pelo lençol fino que havia ali. A enfermaria do castelo de Prontera era dedicada às famílias importantes do reinado, e aos mais abastados. Pela idade e trajes dos dois, Elenna sabia que não poderiam ter pago aquela estadia, o que novamente a fez pensar que havia dedo de Gabi na situação, fazendo um leve sorriso surgir no rosto de Elenna.

- Bom dia, eu acho… - falou de repente a arqueira, ao lado de Elenna. - É dia ainda?

- Sim, é um belo dia nesta bela cidade, jovem Aisha! - respondeu Elenna ainda sorrindo. - Bem vinda ao mundo dos acordados.

Aisha sorriu com o comentário, mas ruborizou ao notar que não estava com suas roupas normais, olhando ao redor e vendo o roupão de Shinka pendurado no biombo, e ouvindo os sons dele se vestindo ali atrás. Os cabelos castanhos da arqueira estavam em desalinho, algo que ela notou rapidamente e tentou arrumar rapidamente olhando com mais vergonha para a sacerdotiza, que levantou-se e pegou um pente na mesinha do quarto.

- Deixe-me ajudá-la. - falou sorrindo Elenna, voltando para o banquinho. - Sente-se virada para lá.

Aisha, mesmo vermelha, fez o que sugeriu a Sacerdotiza, que logo puxou o banco para mais perto do leito e começou a pentear a arqueira, enquanto Shinka saia de trás do biombo, já com a roupa habitual dos cavaleiros, que consistia em uma grossa calça de tecido escuro, cobertas até os joelhos por uma longa bota de couro e metal, uma camisa de mangas longas, do mesmo material da calça, e que cobria quase até os joelhos, um cinturão com alças para pendurar equipamentos, luvas de couro com protetores de couro duro por cima do antebraço e um sobrepeliz por cima da camisa, fechado por uma presilha de cor dourada. Ao ver Aisha acordada, ele sorriu, sendo o sorriso correspondido pela arqueira, que estava sendo penteada.

- Bom dia, Ai-chan! - disse com a voz feliz o espadachim. - Estou me arrumando para sairmos daqui. Dona Elenna disse que já podemos sair, e acho que já demos trabalho demais à ela.

- Bom dia, Shin! - respondeu Aisha meio sem se virar para não atrapalhar a sacerdotiza. - Assim que a senhora Elenna terminar vou me vestir e vamos sair.

- Não é problema algum para nós, Shinka e Aisha. - falou Elenna, terminando de pentear a arqueira. - Mas creio que queiram mesmo sair. Vá se trocar, Aisha, que terminei de penteá-la.

Aisha corou novamente, sorriu em agradecimento e pegou suas vestes e foi para trás do biombo. A roupa que vestiria, típica das arqueiras de Payon, consistia em um um par de meias altas até a metade das coxas, botas leves de couro, camisa azul-marinho de tecido fino e leve, saia marrom escura, presa por um cinturão com argolas, onde geralmente uma ou duas aljaves e o arco ficariam presas, cotoveleiras e luvas de couro, e um protetor de peito a ser usado no lado do braço que distende a corda do arco. Elenna esperou enquanto Aisha se trocava e Shinka pegava seus equipamentos, incluindo uma longa espada de uma mão, cuja bainha ele prendeu no cinturão, e uma lança tão comprida quanto o próprio espadachim, que ele carregava na mão. Quando Aisha saiu de trás do biombo, já vestida e com os dois roupões da enfermaria dobrados, Shinka já estava a esperando do lado de fora, com a aljave de flechas e a pequena besta da garota em mãos, para entregar à ela. Assim que ela os prendeu em suas argolas, Shinka pegou sua lança e seguiram Elenna para fora da enfermaria, agradecendo o caminho todo e pedindo desculpas pelo trabalho, ao que Elenna respondia sempre sorrindo que não deviam agradecer.

Do lado de fora do castelo, seguiram para a parte norte de Prontera, onde geralmente a guilda se encontrava, para que podessem apresentar os novos membros da guilda para os antigos. E estavam lá os assuaceiros Myadra e Dorobou, a alquimista Gabi com seu Corujito e templária Katrina, com seu GrandPeco ao seu lado, conversando. Aparentemente a templária estava com alguma novidade, pois todos estavam centrados conversando sobre algo que ela tinha em mãos. Aparentemente era um bastão de metal, do tamanho aproximado de um lápis, embora um pouco mais grosso, com uns botões na lateral. Assim que os três se aproximaram do grupo e se cumprimentaram e apresentaram-se aos novatos, Katrina voltou a falar.

- E, quando aperto este botão, ele aparentemente apaga parte de minha memória. - falava a templária. - Na verdade, ele supostamente me faz esquecer algumas habilidades, para que eu possa treinar novamente minhas habilidades.

- Mas você já trocou de profissão uma vez, Kat! - falou Gabi. - Eu sei que você queria fazer isso, mas terá que treinar tudo de novo? É como voltar a ser um aprendiz.

- Olha só quem está falando. - respondeu em tom jocoso Katrina. - Logo você, que só faltou virar odalisca! Mas não, não preciso treinar tudo de novo, porque eu já sei as habilidades, eu só terei a liberdade de treinar novamente, e será mais rápido.

- Bom, se é o que você quer… Vai lá! - Comentou Myadra, desta vez. - Isso funciona mesmo, então?

- Foi o que me explicaram o vendedor e minha superior, que aliás, me incentivou a fazê-lo. - respondeu Katrina para a Arruaceira. - Ela mesma disse que me ajudaria a reaprender o que eu preciso.

- Se é assim, divirta-se! - riu Myadra.

Katrina então se despediu das pessoas, deixando sua montaria com Gabi, e foi para a Catedral, dizendo que queria fazer isso na presença de sua mentora, caso ela precisasse de alguma ajuda. Myadra então explicou para Elenna, que não havia entendido totalmente o que era aquilo, que Katrina estava procurando outras formas de ajudar os amigos. Ela havia treinado muito, mas não era o que queria, e Dorobou encontrou um amigo dele que vendia um aparelho chamado Neuralizador, que era o que a templária tinha em mãos, que auxiliava a reabilitar pessoas, sem contra indicações. Embora Elenna achasse que como templária ela já ajudava muito, entendeu a necessidade de Katrina, e a acompanhou com o olhar ela indo até a Catedral, levemente preocupada.

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